Espiritualidade e evolução: Cláudio Barros apresenta novos textos reflexivos

Servidor do TRT22 compartilha seus escritos há oito anos, esteve duas vezes no blog Espaço Cultural e no ano passado nos contemplou com “Agradeça” na revista Em Pauta.

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O associado Cláudio César de Oliveira Barros é um verdadeiro entusiasta das palavras, das ideias, das reflexões e opiniões. Desde a adolescência, ele escreve esporadicamente, mas foi em 2014 que começou a colocar seus pensamentos e produções no papel com maior intensidade e a divulgá-los, em especial na rede social Facebook. “Não sei de onde vem a inspiração para a criação, apenas penso em algo e vou repassando as ideias para o papel. É tudo intuitivo”, conta.

Com duas passagens pelo blog Espaço Cultural, uma em 2020, em que contou o que ele chama de sua criação intuitiva, e outra em 2021, quando conversou sobre textos em que trabalhava temas do cotidiano, espiritualidade e a pandemia do Coronavírus, Barros, que é servidor do TRT da 22ª Região, já apresentou seu texto “Agradeça” na edição 21 da Revista Em Pauta da ANAJUSTRA Federal. “Fiquei muito feliz pelas postagens na revista da associação. Aliás, as matérias, no geral, do Espaço Cultural foram muito boas e interessantes”, diz o associado.

Sobre comercializar seus textos, o servidor explica que, por enquanto, os disponibiliza gratuitamente no Facebook, pois tem interesse que muitas outras pessoas tenham conhecimento através da escrita daquilo em que ele acredita e julga ser a verdade, “principalmente no campo da espiritualidade e na evolução espiritual do ser humano”.

Mas os planos de publicação não são totalmente descartados. Futuramente, ele diz, “pretendo fazer uma compilação dos meus textos e publicá-los. A minha maior dificuldade como principiante é exatamente conhecer os procedimentos que antecedem a publicação física dos textos, inclusive, no momento estou escrevendo uma história que estou desenvolvendo para virar um livro.”

Enquanto uma obra completa de Cláudio Barros não pode ser apreciada, confira abaixo os textos “Morte e Renascença” e “Esquecimento Providencial”. Segundo o autor, ambos não fogem a regra em relação às suas produções e foram escritos genericamente para todas as pessoas. “As ideias vão se formando e em poucos minutos os textos estão prontos.”

Morte e renascença

Morri pela primeira vez quando nasci ao deixar chorando o conforto do útero materno;
Mas renasci brilhando com o sorriso ao respirar o sopro direto do ar;
Morri aos três anos ao desfraldar das minhas vestes mais íntimas;
Mas renasci quando me senti uma pequena criança grande;
Morri aos sete anos de idade ao deixar a minha mais pura ingenuidade;
Mas renasci quando percebi que o mundo e as pessoas não viviam apenas para mim;
Morri quando tinha de onze para doze anos quando me desnudei da minha infância;
Mas renasci ao manipular o meu corpo extinguindo a minha doce inocência;
Morri aos quinze anos quando deixei de ser criança-menino;
Mas renasci ao experimentar o gosto do prazer ao se sentir um menino-homem ao lado de uma mulher;
Morri aos meus dezoito anos quando deixei a idade da impunidade;
Mas naquele momento renasci para o mundo e para os atos civis do plenamente capaz;
Morri aos vinte anos ao deixar para trás o último resquício de menino-homem;
Mas renasci quando, formado homem por completo, espalhei toda a energia da minha virilidade;
Morri aos meus trinta anos quando abandonei as últimas atitudes inconsequentes de um jovem solteiro;
Mas renasci para uma nova vida ao lado do meu grande amor;
Morri aos quarenta ao ultrapassar a fronteira daquela juventude imponente e salutar;
Mas renasci para a experiência da vida e ao respeito das mechas grisalhas;
Morri aos cinquenta ao ver meus velhos sonhos distantes ou incompletos;
Mas renasci pelo que me tornei, percebendo que todos agora me chamam de senhor.
Morri aos sessenta quando, quase que por inveja, vejo que a jovialidade ficou distante;
Mas renasci consciente de tudo o quanto vivi e que agora posso ensinar;
Morri aos setenta ao ser abandonado pela vida por velhos amigos moribundos;
Mas renasci refazendo novas amizades gratuitas e tendo muitas histórias para contar;
Morri aos oitenta quando muitos dos meus amigos só podem ser lembrados em histórias;
Mas renasci quando vejo que agora as amizades são de graça e se importam comigo;
Morri aos noventa anos quando percebi que mais nada posso fazer sem que me acreditem;
Mas renasci quando percebi que apenas a carne está fragilizada e não a consciência;
Enfim, morri definitivamente aos cem anos de idade pela décima quinta vez ao ser consumido pela ordem natural da vida.
Não! Não! Não! Eu não morri, pelo contrário… sobrevivi em espírito, estou plenamente vivo e renascido para a felicidade, por toda a eternidade.

Cláudio César de Oliveira Barros

Esquecimento providencial

Imagine se nos fosse permitido saber o que fomos ou o que fizemos no passado. Seria uma loucura total!
Primeiro porque se fossemos reis ou uma outra personalidade conhecida e importante, ficaríamos lisonjeados e orgulhosos pelo tal fato, agindo soberbamente, com orgulho, com nariz empinado e rebuscando sempre o passado que já não condiz com a realidade atual.

Outra: Imagine se a gente lembrasse que no passado fomos um torturador, assassino perverso e totalmente fora dos padrões morais, seria um pesadelo saber que cometemos tão atrocidades com a vida alheia, e o índice de suicídios iria aumentar drasticamente pelo arrependimento tardio nesta vida.

A providência suprema do esquecimento é necessária para que sigamos com a nossa vida imparcialmente em busca da evolução espiritual, pois caso contrário, permaneceríamos estagnados nesta fase em que nos encontramos, com nossos martírios, arrependimentos, soberba e orgulho, num encontro inexorável com a insanidade dos acontecimentos indeléveis.

Quando estamos aqui nesta situação atual é porque já fomos lapidados e instruídos para uma missão ou expiação, a depender das atitudes de outrora, portanto, reis ou assassinos contumazes, são avisados e esclarecidos na dimensão intangível, sendo informados do modo que devem ou não proceder, sendo punidos com a estagnação evolutiva, que é uma humilhação espiritual, como se fosse uma reprovação de ano no colégio, ou beneficiados por suas atitudes caridosas e em conformidade com a boa moral humana.

Como saber disso, o modo de proceder, já que não me lembro do passado? Simples: Todos nós trazemos conosco intuitivamente a diferença do bem ou do mal, e sabemos a consequência nefasta do mal e a potencialidade do bem, é uma questão de escolha e não de alienação, portanto, devemos seguir a nossa boa intuição do bem e nos afastar de pensamentos negativos que nos levam à distância da evolução espiritual e do semear das farturas divinas que nos são proporcionadas pelo pai maior.

Pensando assim, resta-nos agradecer ao criador pela oportunidade e a dádiva da vida, permitindo-nos amenizar as nossas faltas, praticando a caridade, que é a senha que massageia a alma e oferece o conforto espiritual, consequentemente, contribuindo com a evolução da humanidade.

Cláudio César de Oliveira Barros

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