Entre risos e reflexões: Vlademir Suato transforma o cotidiano em boa crônica 

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Em “Monumento a Vittorio Emanuele II”, de Vlademir Nei Suato, servidor do TRT-15, somos lembrados que nem toda grande aventura precisa de passaporte carimbado. A crônica consegue transformar uma simples viagem de ônibus por Roma em uma narrativa divertida, quase cinematográfica, e com um final de arrepiar — de riso e de alívio. 

Com humor sutil e ritmo ágil, Suato descreve a tensão crescente de um passageiro que, diante da fiscalização italiana, teme ter esquecido de pagar a passagem. O leitor ri da confusão dos outros, até perceber que o próprio narrador está prestes a ser o próximo da fila. A graça nasce do reconhecimento: quem nunca viveu um pequeno pânico burocrático em viagem? 

Mas o texto vai além da anedota. Por trás da crônica, há o olhar de quem observa o mundo com leveza e afeto — marca registrada do autor. 

Em conversa com o Espaço Cultural, Suato contou que escreve crônicas “há bastante tempo”, mantendo sempre esse equilíbrio entre humor e reflexão: 

“A maioria tem esse tom meio engraçado, meio reflexivo — uma mistura que nasceu naturalmente, como uma forma de observar a vida com leveza.” 

Ele revelou que começou a escrever no início dos anos 2000, ainda na época dos blogs: 

“Naquele tempo, eu vivia entre cidades muito diferentes e acabei usando a escrita como um modo de manter o diálogo com as pessoas queridas e registrar o cotidiano. O blog chamava-se Pontes Disfarçadas, nome que acabei resgatando depois para a coletânea.” 

Com o passar dos anos, suas crônicas ganharam destaque,  — inclusive em portais nacionais. Algumas chegaram a render convites curiosos, como uma entrevista para o programa Fantástico, após um episódio carnavalesco narrado com bom humor, ele contou. 

Hoje, Suato continua escrevendo e publicando ocasionalmente em suas redes sociais, reunindo histórias em um compilado que promete ser leitura obrigatória para quem gosta de rir e pensar ao mesmo tempo: 

“Mantenho guardado um compilado chamado Pontes Disfarçadas: Entre Risos e Reflexões, que reúne histórias hilárias, poéticas e cotidianas.” 

Leia a crônica 

Monumento a Vittorio Emanuele II

Fiz muitas viagens de trem, o transporte mais eficaz entre a metrópole onde eu estudava e minha cidade. Foram momentos difíceis, porque aqueles vagões estavam sempre lotados. A previsão era de pelo menos dez horas sobre os trilhos, mas devido a imprevistos, superlotação, feriados e congestionamento nas linhas, houve casos em que a duração passou de 18 horas.

Era interessante a checagem dos passageiros e a fiscalização da compra dos bilhetes. Naquele tempo, a passagem era emitida em um cartãozinho de papel e, assim que entrávamos no trem, logo vinha um funcionário da empresa com uma espécie de minipicotador que fazia um furo no bilhete. Durante a longa viagem, ainda passávamos pela fiscalização. Em certos momentos, surgia um outro sujeito para conferir se nosso bilhete estava picotado. 

Não só quem tem boca vai a Roma, amigos também auxiliam nessa proeza. Estava eu, outro dia, a negociar com uma amiga, em Roma, que não poderíamos visitar a cidade sem conhecer o Vaticano. Embora contrariada, fomos de ônibus para lá. Sentei-me no último banco, atento à janela, aproveitando as posições privilegiadas para registrar algumas imagens daquela cidade eterna. Minha amiga ficou na frente, ainda meio contrariada.  

Como fui treinado naquele tempo do trem, intriga-me a ausência dos cobradores naqueles ônibus. É só entrar, passar seu cartão na maquineta e tudo está resolvido. Em uma das primeiras paradas, um casal de adolescentes apaixonados e aparentemente espanhóis, subiu no veículo e se sentou grudadinho a mim. Senti algo estranho, mas não tirava minha atenção da cidade, registrando tudo.

Olha só que interessante. Quem subiu no ônibus? A fiscalização. Não sei se foi minha força de pensamento, mas isso aconteceu. Da mesma forma que no trem, mas agora não com cartão de papel e sim com meios eletrônicos, lá estava aquela mulher com cara de poucos amigos, verificando passageiro por passageiro, se havia anotação de débito da passagem em seus cartões. Eu seria o último a ser verificado; antes de mim, o casal da lua de mel, ou melhor, o casal da lua, ou do mel, ou do fel, sei lá.

Confesso que me desesperei um pouco. Abri meu extrato virtual do banco, mas não encontrei o pagamento do ticket. Virei o celular de ponta cabeça, tentando encontrar o comprovante, mas nada foi achado. Observei atentamente e percebi que o comprovante estaria no aparelho da fiscal, não no celular. Aguardei para descobrir o que aconteceria.

Ao se aproximar, a fiscal, percebi algo estranho no casal enamorado. Questionados em italiano, tentavam responder em espanhol, e o tom subia. Subiu de maneira tão espantosa que me assombrava. Tinha algo errado com o ticket, ou com a ausência dele. Nesse momento, eu que me desesperei, cadê o meu comprovante? Só sei que a discussão aumentava.

Em certa altura, entendi a italiana, em alto e bom som, gesticulando como se espera de italianos, argumentando que, ao visitar um país, no mínimo, deve-se estudar suas regras e que, antes de entrar no ônibus, teriam de ter perguntado sobre o ticket. O casal, em espanhol, justificou não saber como comprar a passagem (fiquei até com pena!). A eles, então, foi anunciada uma multa pesadíssima, em Euros, para ser paga imediatamente. Não pagavam, não desciam, não aceitavam, e a confusão só crescia.

Eu não me virava para a esquerda, ficava com os olhos grudados na janela do outro lado, disfarçando meu pavor por não encontrar meu ticket eletrônico. Registrava tudo nas fotos, qualquer prédio que aparecesse.

Partindo da frente do ônibus em nossa direção, veio outro senhor, também alterado e questionando os acontecimentos: ‘Que paguem o deslocamento para acabar com o impasse.’ Aos poucos, entendi que era outra pessoa da fiscalização. Quanto mais alto falavam os italianos, menor o som que eu ouvia da boca dos espanhóis, mas nada se resolvia. O ônibus parou em um ponto aparentemente não previsto, e subiram policiais. Aí a coisa ficou feia, e cadê minha passagem, vou ser preso também.

Foi um bafafá geral, assustadoramente ao meu lado. Foi emitida a multa e, na próxima parada, escoltado, desceu o casal e o pessoal da fiscalização. Apenas um passageiro ficou sem verificação: eu.

Ao rever as fotos da viagem, constatei que daquela janela fiz um registro lindo do
Monumento a Vittorio Emanuele II.

Vlademir Nei Suato

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