Fatos inusitados são narrados em contos escritos por servidor do TRT12

Após as sete horas de trabalho diárias no TRT12, Marílton Margoti Anacleto, servidor há 26 anos da Justiça Trabalhista, passa a se dedicar à escrita, considerada por ele uma atividade prazerosa. Marílton se especializou em escrever contos e o início dessa atividade cultural paralela surgiu no ambiente de trabalho. 

“Sempre gostei de escrever, e isso se desenvolveu com mais ênfase quando passei a redigir minutas de sentenças. Quanto a escrita de contos, isso surgiu por meio de um colega de trabalho (já aposentado), o qual tinha muita criatividade, e escreveu um conto sobre mim, e eu pra retribuir a brincadeira, também escrevi um conto sobre ele. Daí pra frente foram escritos muitos outros.”

Um fato inusitado, narrado de forma simples, direta, baseado ou não na realidade das pessoas são as principais características do gênero que tem entre os expoentes no Brasil o escritor Machado de Assis. Os contos, para Marílton, surgem a partir de “algum fato/acontecimento ocorrido com alguém do meu meio, que tenha uma conotação divertida, aí ponho a imaginação para funcionar e escrevo a história, com peculiaridades engraçadas e um pouco de invenção para dar um ar mais cômico ao ocorrido”, explica.

O contista se considera um leitor eclético e cita dois escritores brasileiros como referência e indicação de leitura: “tenho em minha mente ‘Incidentes em Antares’, de Érico Verissímo e ‘O futuro da humanidade’, de Augusto Cury.”

Os contos de Marílton deverão ser publicados em livro futuramente, mas, enquanto a publicação ainda não é impressa, é possível conferir abaixo o conto “Zequinha e o Leiloeiro”. Para entrar em contato com Marílton envie e-mail para o endereço: marilton.m@ibest.com.br.

“ZEQUINHA e LUCINHO (O LEILOEIRO): Uma amizade ímpar

Numa certa repartição pública, ZEQUINHA, personagem central desta história, nutria, de longa data, uma amizade com o Leiloeiro – Organizador dos leilões -.

Há variados tipos de amizades: fraternais, de conveniência, paternais, maternais, etc. Entretanto, aquele vínculo existente entre ZEQUINHA e LUCINHO (codinome carinhoso dispensado por Zequinha ao Leiloeiro) era singular, sem par, único. Algo que entranhava as vísceras. Era então, uma amizade visceral.

Quando em dia de hasta pública, a visita do Leiloeiro à repartição era motivo de grande ventura ao ZEQUINHA, pois antes da realização dos pregões o Leiloeiro dispensava longo tempo em conversas quase infindáveis. 

ZEQUINHA, sempre ávido de perscrutar assuntos da vida alheia, instigava seu sempre simpático amigo para adocicar seus ouvidos com as “novidades” das várias Comarcas em que o LUCINHO percorria, em especial as da cidade em que ZEQUINHA laborou por longo período. 

Dizia ZEQUINHA ao LEILOEIRO, sempre com semblante afável: “E aí meu amigo, sente-se aqui! Conte-me todas as novidades. Não me esconda nada…”. A conversa se estendia por muito tempo, e quando findava, ZEQUINHA estava renovado e muito regozijado. Era uma verdadeira injeção de ânimo ao nosso esquadrinhador dos assuntos de outrem.

Entrementes, certo dia, aquela afeição que parecia intransponível, sofreu um forte abalo, golpe esse desferido logo por ZEQUINHA, que sempre cultivou aquela amizade de maneira tão cortês e aprazível. 

Naquele fatídico dia, ZEQUINHA, já aguardando seu mancebo amigo, não se continha em si de tanto júbilo, pois havia muitos questionamentos a fazer ao Leiloeiro sobre várias “novidades” que tinha ouvido por linhas recônditas, porém, a boa nova sempre era mais adocicada quando murmurada por seu cândido companheiro.

Então, no afã de logo iniciar a conversa com LUCINHO, mal este ultrapassou a cancela de entrada da Unidade Judiciária, ZEQUINHA já veio com seu ar sempre sorridente e acolhedor e, levando um assento ao seu deleitável amigo, disse [como de costume, porém, com uma pequena modificação frasal]: “E aí meu amigo, sente-se aqui! Conte-me todas as fofoquinhas; não me esconda nada”.

Aquela pequena mudança frasal causou ao ZEQUINHA algo jamais imaginado por ele. A palavra “fofoquinhas” inserida no diálogo, caiu como uma “bomba” sobre aquela amizade, que até então parecia inabalável. 

Diante daquela inquirição inoportuna oriunda da ligeireza de ZEQUINHA em saber das novidades, agora intitulada fofoquinhas, vociferou o Leiloeiro: “Pô ZEQUINHA, tá me chamando de fofoqueiro”!

ZEQUINHA, percebendo a gafe que havia cometido, viu-se em maus lençóis e, tão rápido como tentou iniciar a conversação, a desfez, porém, antes, com semblante desventurado e boca trêmula, murmurou: “Nãooooo… LUCINHO, não foi bem isso que eu quis dizer, não me leve a mal”.

Então, daquele dado momento em diante, uma “nuvem negra” pairava sobre a cabeça de ZEQUINHA – algo não cheirava bem naquela amizade visceral -.        

A olhos visto, ZEQUINHA não era mais o mesmo. Aquele mancebo, sempre serelepe, não mais existia. ZEQUINHA, na repartição, passava os dias cabisbaixo e pensativo: “Perdi a amizade do LUCINHO”.

O LEILOEIRO também não era mais o mesmo, como também não eram aquelas alegres tardes de praceamento de bens. Nos dias de pregões, algo sombrio instalava-se no átrio da Unidade Judiciária, pois ZEQUINHA e o LUCINHO mal entreolhavam-se.

Os dias de leilão, que dantes eram sempre motivo de grande festejo pelos licitantes, estes na expectativa de bons negócios; pelos exeqüentes, na esperança de receber os seus haveres, e até pelos executados, que mesmo na iminência de perder seus bens, sempre sorriam com a amizade notória e contagiante de ZEQUINHA e o LEILOEIRO, começaram a ficar funestos, pois discussões mais acirradas começaram a surgir, e o LEILOEIRO, atônito, parecia distante de tudo, com pensamento longínquo: pensava em alguém. NADA MAIS ERA VENDIDO.    

ZEQUINHA, muito desditoso com tudo, já um tanto quanto definhado com aquela situação, buscou forças no seu âmago e disse a si mesmo: “Hei de reconquistar a amizade do LUCINHO”.

Entretanto, ZEQUINHA, sempre sagaz, sabia que não podia, de forma desmedida, corrigir sua aspereza com seu ditoso amigo utilizando-se de um simples pedido de desculpa: A mágoa havia atingido LUCINHO de forma quase fatal. 

A destreza de ZEQUINHA é mesmo inigualável: Com o auxílio de seu fiel escudeiro, CHUCK NORRIS, mais conhecido como “Bê, O Pacificador”, passou a fazer investidas para reconquistar a amizade do LEILOEIRO.

CHUCK, com sua conversa domesticada, logo começou a pacificar a abalada estima existente entre ZEQUINHA e LUCINHO. 

Bastaram algumas semanas para o Pacificador mostrar toda a sua sagacidade: Agora os leilões já eram agendados diretamente entre ZEQUINHA e LUCINHO. A cumplicidade, enfim, voltou a reinar na vida de ambos.

Depois disso, tudo mudou. Aquelas nuvens negras que se acomodavam sobre a Unidade Judiciária em dias de pregões, cederam espaço aos regozijos de ZEQUINHA e LUCINHO.

ZEQUINHA, então, agora finalmente restabelecido do seu quase  infindável sofrimento, pode dizer ao seu querido amigo: Perdão LUCINHO. E LUCINHO respondeu: está perdoado ZEQUINHA. E, por meio de um abraço cinematográfico, ZEQUINHA e LUCINHO selaram a reconciliação.  

FIM.”

Após as sete horas de trabalho diárias no TRT12, Marílton Margoti Anacleto, servidor há 26 anos da Justiça Trabalhista, passa a se dedicar à escrita, considerada por ele uma atividade prazerosa. Marílton se especializou em escrever contos e o início dessa atividade cultural paralela surgiu no ambiente de trabalho. 

“Sempre gostei de escrever, e isso se desenvolveu com mais ênfase quando passei a redigir minutas de sentenças. Quanto a escrita de contos, isso surgiu por meio de um colega de trabalho (já aposentado), o qual tinha muita criatividade, e escreveu um conto sobre mim, e eu pra retribuir a brincadeira, também escrevi um conto sobre ele. Daí pra frente foram escritos muitos outros.”

Um fato inusitado, narrado de forma simples, direta, baseado ou não na realidade das pessoas são as principais características do gênero que tem entre os expoentes no Brasil o escritor Machado de Assis. Os contos, para Marílton, surgem a partir de “algum fato/acontecimento ocorrido com alguém do meu meio, que tenha uma conotação divertida, aí ponho a imaginação para funcionar e escrevo a história, com peculiaridades engraçadas e um pouco de invenção para dar um ar mais cômico ao ocorrido”, explica.

O contista se considera um leitor eclético e cita dois escritores brasileiros como referência e indicação de leitura: “tenho em minha mente ‘Incidentes em Antares’, de Érico Verissímo e ‘O futuro da humanidade’, de Augusto Cury.”

Os contos de Marílton deverão ser publicados em livro futuramente, mas, enquanto a publicação ainda não é impressa, é possível conferir abaixo o conto “Zequinha e o Leiloeiro”. Para entrar em contato com Marílton envie e-mail para o endereço: marilton.m@ibest.com.br.

“ZEQUINHA e LUCINHO (O LEILOEIRO): Uma amizade ímpar

Numa certa repartição pública, ZEQUINHA, personagem central desta história, nutria, de longa data, uma amizade com o Leiloeiro – Organizador dos leilões -.

Há variados tipos de amizades: fraternais, de conveniência, paternais, maternais, etc. Entretanto, aquele vínculo existente entre ZEQUINHA e LUCINHO (codinome carinhoso dispensado por Zequinha ao Leiloeiro) era singular, sem par, único. Algo que entranhava as vísceras. Era então, uma amizade visceral.

Quando em dia de hasta pública, a visita do Leiloeiro à repartição era motivo de grande ventura ao ZEQUINHA, pois antes da realização dos pregões o Leiloeiro dispensava longo tempo em conversas quase infindáveis. 

ZEQUINHA, sempre ávido de perscrutar assuntos da vida alheia, instigava seu sempre simpático amigo para adocicar seus ouvidos com as “novidades” das várias Comarcas em que o LUCINHO percorria, em especial as da cidade em que ZEQUINHA laborou por longo período. 

Dizia ZEQUINHA ao LEILOEIRO, sempre com semblante afável: “E aí meu amigo, sente-se aqui! Conte-me todas as novidades. Não me esconda nada…”. A conversa se estendia por muito tempo, e quando findava, ZEQUINHA estava renovado e muito regozijado. Era uma verdadeira injeção de ânimo ao nosso esquadrinhador dos assuntos de outrem.

Entrementes, certo dia, aquela afeição que parecia intransponível, sofreu um forte abalo, golpe esse desferido logo por ZEQUINHA, que sempre cultivou aquela amizade de maneira tão cortês e aprazível. 

Naquele fatídico dia, ZEQUINHA, já aguardando seu mancebo amigo, não se continha em si de tanto júbilo, pois havia muitos questionamentos a fazer ao Leiloeiro sobre várias “novidades” que tinha ouvido por linhas recônditas, porém, a boa nova sempre era mais adocicada quando murmurada por seu cândido companheiro.

Então, no afã de logo iniciar a conversa com LUCINHO, mal este ultrapassou a cancela de entrada da Unidade Judiciária, ZEQUINHA já veio com seu ar sempre sorridente e acolhedor e, levando um assento ao seu deleitável amigo, disse [como de costume, porém, com uma pequena modificação frasal]: “E aí meu amigo, sente-se aqui! Conte-me todas as fofoquinhas; não me esconda nada”.

Aquela pequena mudança frasal causou ao ZEQUINHA algo jamais imaginado por ele. A palavra “fofoquinhas” inserida no diálogo, caiu como uma “bomba” sobre aquela amizade, que até então parecia inabalável. 

Diante daquela inquirição inoportuna oriunda da ligeireza de ZEQUINHA em saber das novidades, agora intitulada fofoquinhas, vociferou o Leiloeiro: “Pô ZEQUINHA, tá me chamando de fofoqueiro”!

ZEQUINHA, percebendo a gafe que havia cometido, viu-se em maus lençóis e, tão rápido como tentou iniciar a conversação, a desfez, porém, antes, com semblante desventurado e boca trêmula, murmurou: “Nãooooo… LUCINHO, não foi bem isso que eu quis dizer, não me leve a mal”.

Então, daquele dado momento em diante, uma “nuvem negra” pairava sobre a cabeça de ZEQUINHA – algo não cheirava bem naquela amizade visceral -.        

A olhos visto, ZEQUINHA não era mais o mesmo. Aquele mancebo, sempre serelepe, não mais existia. ZEQUINHA, na repartição, passava os dias cabisbaixo e pensativo: “Perdi a amizade do LUCINHO”.

O LEILOEIRO também não era mais o mesmo, como também não eram aquelas alegres tardes de praceamento de bens. Nos dias de pregões, algo sombrio instalava-se no átrio da Unidade Judiciária, pois ZEQUINHA e o LUCINHO mal entreolhavam-se.

Os dias de leilão, que dantes eram sempre motivo de grande festejo pelos licitantes, estes na expectativa de bons negócios; pelos exeqüentes, na esperança de receber os seus haveres, e até pelos executados, que mesmo na iminência de perder seus bens, sempre sorriam com a amizade notória e contagiante de ZEQUINHA e o LEILOEIRO, começaram a ficar funestos, pois discussões mais acirradas começaram a surgir, e o LEILOEIRO, atônito, parecia distante de tudo, com pensamento longínquo: pensava em alguém. NADA MAIS ERA VENDIDO.    

ZEQUINHA, muito desditoso com tudo, já um tanto quanto definhado com aquela situação, buscou forças no seu âmago e disse a si mesmo: “Hei de reconquistar a amizade do LUCINHO”.

Entretanto, ZEQUINHA, sempre sagaz, sabia que não podia, de forma desmedida, corrigir sua aspereza com seu ditoso amigo utilizando-se de um simples pedido de desculpa: A mágoa havia atingido LUCINHO de forma quase fatal. 

A destreza de ZEQUINHA é mesmo inigualável: Com o auxílio de seu fiel escudeiro, CHUCK NORRIS, mais conhecido como “Bê, O Pacificador”, passou a fazer investidas para reconquistar a amizade do LEILOEIRO.

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ZEQUINHA, então, agora finalmente restabelecido do seu quase  infindável sofrimento, pode dizer ao seu querido amigo: Perdão LUCINHO. E LUCINHO respondeu: está perdoado ZEQUINHA. E, por meio de um abraço cinematográfico, ZEQUINHA e LUCINHO selaram a reconciliação.  

FIM.”

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A aposentadoria não encerrou a trajetória de Jorge Roberto Cunha de Oliveira. Abriu espaço para novos capítulos. 📚

Depois de quase 30 anos de atuação no @trt_rs onde chegou aos cargos de secretário-geral da Presidência e diretor-geral, o associado da ANAJUSTRA Federal mantém uma intensa produção literária. Entre obras próprias, antologias, compilações e artigos, já são mais de 20 trabalhos publicados. 

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A entidade formalizou seu apoio à SUG 11/2025, que propõe a criação de um mecanismo de apoio nutricional para servidores públicos federais aposentados.

Na quarta-feira (17), o assessor parlamentar da entidade, Roberto Bucar, entregou ao gabinete do senador Cid Gomes, relator da proposta, uma carta de apoio acompanhada de Nota Técnica que reúne fundamentos constitucionais, jurídicos, científicos e de saúde pública em defesa da medida.

Elaborada pela servidora aposentada Rosely Saboia Pimentel Saldanha, nutricionista e bacharel em Direito, a Nota Técnica destaca a importância da alimentação adequada no envelhecimento e sua relação com a prevenção de doenças, a manutenção da massa muscular e a preservação da capacidade funcional.

📌 A SUG 11/2025 está em análise na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.

A ANAJUSTRA Federal continuará acompanhando a tramitação.

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