Palavras e pedaços de vida: servidor do TST publica livro e conta sobre manuscritos

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Daniel Ramos Côrtes se especializou em revisão e produção de textos em Língua Portuguesa para aprimorar sua escrita.

“Há muito tempo descobri o prazer de ler e escrever, o alcance dos textos, o poder das ideias neles veiculados. Esses fatores têm me motivado a utilizar não só meu tempo livre, mas também me levaram ao estudo da língua portuguesa e do processo de produção de textos.”

Entre cartas, crônicas, contos, poemas, estudos bíblicos e reflexões, o servidor aposentado pelo TST, Daniel Ramos Côrtes, se dedica à escrita desde a juventude. No começo, no entanto, a revisão e produção de textos em português não eram objeto de estudo, nem tinham caráter profissional. Além de cirurgião-dentista, com especialização em Odontologia do Trabalho, Daniel cursou bacharelado em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, resultado da inserção no mundo das letras. 

Para ele, “é apaixonante aprender a expressar-se com clareza, concisão e coerência. Especialmente, por incrível que pareça, nas cartas. Isso mesmo, a antiga e bendita carta: ainda as escrevo. Escrever crônicas, poesias, artigos especializados começaram a fazer parte de meu repertório há mais ou menos 15 anos. Custou muita leitura e reescritura, até que os textos estivessem maduros. Os cursos de língua muito me ajudaram nesse sentido”.

Do texto bruto à lapidação

No cotidiano de produção, Daniel explica que seus textos, “via de regra, nascem de uma inspiração que tem uma ideia central e várias outras correlatas, as quais escrevo na ordem que aparecem. Isso me leva a um texto bastante desorganizado, que vai sendo organizado e refinado à medida que é reescrito e revisado. Após várias revisões, o mesmo torna-se coeso e inteligível”.

O título, por exemplo, normalmente surge durante esse processo de lapidação das ideias que foram materializadas no papel, sendo escolhido apenas quando o texto está pronto e maduro. “Também, solicito a uma ou duas pessoas que façam uma leitura crítica do mesmo, a qual normalmente aprimora o texto, pois sempre há pontos cegos que o autor necessita ajuda para ver e corrigir”, diz o escritor.

Com um livro publicado e mais três manuscritos, percebe-se a intenção dos textos logo pelo título. O primeiro deles: “A Mensagem: o que Deus quer que todos saibam”. “Um livro que trata dos fundamentos do relacionamento homem/Deus. Tem por base a Bíblia que deixa claro que Deus deseja que todos cheguem ao pleno conhecimento de Cristo e alcancem o perdão e a vida eterna, por meio da fé em Jesus e de sua morte vicária. Foram distribuídos aproximadamente três mil exemplares do mesmo.” O exemplar está à venda pelo site da Estante Virtual. 

Já os três manuscritos: “O Senhor é o meu pastor: diário de intimidades com Deus”, reúne crônicas, contos, poemas, salmos sobre as experiências pessoais de Daniel relacionadas à Jesus; “Saudades de Seu José: Crônicas de um só parágrafo”, “são textos de um só parágrafo que recontam as diversas histórias de fundo cultural, jocoso, instrutivo ou moral que Seu José contava, as quais marcaram muito seus filhos atentos”, conta; por último, ainda com o título provisório de “O mito da chave da felicidade conjugal”, é dedicado a refletir sobre relacionamentos conjugais.

Sobre o diário, Daniel afirma que “embora não o tenha conseguido publicar, esse futuro livro me alegra muito e me enche de vida”. Não só da escrita vem a alegria do servidor, a leitura também é parte de sua rotina, especialmente dos autores clássicos: “aqueles que resistiram à passagem do tempo e provaram ser atemporais. Não que a literatura atual seja ruim. Há bons livros, mas quais sobreviverão? Só o tempo responderá, e certamente não verei a resposta. Dostoiévski, Leon Tolstói, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Milton, Cervantes, Castro Alves, CS Lewis, Flaubert, Vargas Llosa, García Márquez, Jorge Amado. Todos têm resistido ao tempo e vale a pena lê-los”.

O escritor Daniel também participou da última edição da revista ANAJUSTRA em Pauta com o poema “Eu sou”, uma das contribuições da editoria “Marcando Presença”, com produções autorais dos associados da entidade.

Para entrar em contato com o escritor Daniel Ramos Côrtes envie e-mail para: daniel.ramos.cortes@gmail.com.

Confira a seguir o poema completo:

EU SOU

Eu sou minhas palavras.

Se alguém as despreza, mata um pouco de mim.

Se alguém as considera, acende a chama da vida em mim.

Se alguém se digna a examiná-las, muito me honra.

Quando alguém as supera, torna-me um homem melhor.

Minha dor, minha alegria, minha esperança:

Há em mim palavras torpes que me cegam.

Há em ti palavras vivas que me iluminam.

Com todos, trocar palavras vivas e eternas.

Quando alguém me convence com uma palavra melhor,

deixa comigo um pouco de sua vida.

Quando alguém aceita minhas palavras,

leva um pedaço de mim consigo.

Como é bom trocar pedaços de vida!

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A ANAJUSTRA Federal segue atuando de forma firme na defesa da valorização dos servidores de todo o Poder Judiciário da União.

Em reunião com a Associação, nesta quinta-feira, 29/1, o presidente do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que pretende implementar o Adicional de Qualificação de forma quase imediata e também avançar na regulamentação da licença compensatória.

Segundo o ministro, ambas as medidas serão implementadas após o recebimento dos cálculos de impacto orçamentário a serem encaminhados pelos tribunais. Na ocasião, ele reafirmou o compromisso de tratar magistrados e servidores de forma isonômica ao longo de sua gestão.

A ANAJUSTRA Federal acompanha de perto os desdobramentos e reforça seu compromisso com a valorização dos servidores.

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ESPAÇO CULTURAL | Talento do Judiciário Federal

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O álbum reúne canções autorais que transitam entre a MPB e a poesia, abordando temas como afeto, tempo e sensibilidade no cotidiano. Com formação em Letras e Educação Musical, Ricardo une palavra e música em uma trajetória que segue ativa também após a aposentadoria.

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