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Incoerência ao usar rede social? Servidora compartilha uma reflexão sobre o tema em artigo
Fonte: Anajustra
27/07/2018
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A seção “Para Ler” do Espaço Cultural também pode ser um espaço para discussão de temas da atualidade, entre eles, sobre o comportamento de quem utiliza redes sociais no dia a dia. A servidora aposentada do TRT13, Eneida Dias de Miranda, escreveu o artigo “WhatsApp: merece uma reflexão?” publicado na íntegra logo abaixo.
Compartilhe sua opinião nos comentários ou envie e-mail para a autora do artigo: cenerentolapb33@gmail.com
Também escreve artigo, poema, crônica ou tem um livro publicado? Entre em contato pelo e-mail: cultural@anajustra.org.br.
WHATSAAP: MERECE UMA REFLEXÃO?
Você realmente lê as mensagens que recebe via WhatsApp ou só reenvia? Pergunta que veio a minha mente depois de observar o comportamento das pessoas em geral e traçar um paralelo com o tanto de mensagens trocadas pelas redes sociais.
Nem sou parâmetro para ser tomado como exemplo, pois não tenho vários grupos, nem tantas pessoas fazem parte do meu convívio virtual. Mesmo assim, são inúmeras as mensagens diárias e postagens a mim acessíveis, com todos os tipos de moção: emoção, diversão, religião, natureza, e uma constatação óbvia: a maioria fala de Deus, do sabor da amizade, do altruísmo, da gratidão, e por esse norte vai.
Pois bem. É exatamente o conteúdo dessas mensagens que me faz indagar de onde aflora o desacerto e/ou a incoerência de se enviar tantas mensagens com essas motivações, se é fato que dia após dia as pessoas estão andando na contramão do que ensinam os posts destinados.
Na realidade, o que se vê no cotidiano são pessoas mais estressadas, insatisfeitas, sem aceitação de si próprias, egoístas, enclausuradas na tela de um aparelho eletrônico, que lhe permita a conexão com alguém.
A mim impressiona bastante a tamanha disposição de se encaminhar em um só dia um número de posts que foge as raias da razoabilidade, e ao mesmo tempo manter comportamento tão dissociado do que está escrito neles, ou então é o momento de se encontrar a resposta para a pergunta inicial deste texto, qual seja, se se afigura plausível pensar que pelo menos a maioria não lê o conteúdo dos ditos posts.
Guardadas as devidas exceções, contidas naturalmente em qualquer aspecto que se aborde, a impressão que tenho é que instalada está uma carência humana da qual não se sabe identificar a razão, a origem, em qual segmento da vida está a lacuna a ser preenchida, se na esfera profissional, pessoal, familiar, ou se, num descompasso maior, em todas. Assim, cada vez que dispara o gatilho, apontando ou rememorando a insuficiência de satisfação, de preenchimento, esse fato enseja a necessidade de se enviar uma nova postagem. Daí, como a mente em desequilíbrio não tem filtro, gera a compulsão por postagens ou envios de mensagens, selfies, como uma forma de chamar a atenção, lembrando da sua existência, o que, acredito, alivia as ausências sentidas, mesmo não importando o que do seu verdadeiro eu está sendo passado, se aquilo que alguém colocou naquele texto lhe identifica, criando uma relação de verdade e confiança com os demais, um juízo de valor de você que lhe identifique em qualquer circunstância, que pode nem ser o modelo ou o protótipo que o mundo rotula de ideal, mas que tenha a sua essência.
O WhatsApp surgiu como mote, em vista de ser uma ferramenta de uso universal de alcance imediato. Mas, o comportamento humano acima exposto desvirtua a sua utilidade, pois, mesmo que também tenha a função de entretenimento, informação, o abuso no sentido excesso acaba por vezes de fornecer elementos para o desequilíbrio de muitos.
Não raras vezes ouvi amigos desarvorados colocando que só não dispensariam o WhatsApp por razões profissionais, dado o número excessivo de mensagens desnecessárias, sem graça, sem conteúdo ou mesmo fake, apesar de que, se não todas, muitas em que você fique em dúvida já tem como averiguar a sua autenticidade ou não. Isso se o afã pelo reenvio não fosse tão acirrado.
É de conhecimento da maioria o elevado número de diagnósticos de transtornos emocionais, em decorrência da prática desmesurada do acesso às redes sociais, visualizando-se de forma superficial o que lá está exposto, sem nenhuma interpretação ou um olhar mais apurado, o que vai influenciando negativamente o ser por não se achar capaz ou detentor daquelas realidades virtuais.
Fico a conjecturar que, se as pessoas se dispusessem a ler todas as mensagens que reenviam, o cérebro, por si só, com a capacidade memorial que nele reside, passaria a internalizar os ensinamentos e, consequentemente, de forma natural, seria operada a mudança de comportamento.
Ao contrário, como já dito linhas atrás, as pessoas estão cada dia mais distantes uma das outras, ausentes de si mesmas, o que tem explicação na própria encarceração com o aparelho, tornando-as mais sensíveis, de uma vez que, digamos, a comodidade e a liberdade de manipular um aparelho ao seu bel-prazer vai retirando do ser humano a capacidade de enfrentamento das questões no corpo a corpo com o semelhante, fragilizando-o nas atitudes e palavras.
Então, como forma de suprir esse desequilíbrio, essa falta de si próprio, optam por se apresentar de forma a atrair os olhares a atenção, querendo a todo e qualquer custo a aceitação, o que, na verdade, é o que aconchega. É quando abre-se esse cenário que nos deparamos no dia a dia: pessoas maquiadas, sempre se exercitando, brindando com amigos, em viagens excepcionais, sorrisos largos e todas as caras e bocas inimagináveis, mas significativas para a leitura da maioria dos conectados.
Entretanto, como, no geral, essas situações não vêm acompanhadas de uma satisfação plena, pois muitas vezes foram criadas para a aceitação dos outros ou mesmo como fuga, aí é que exacerba o descompasso emocional, porque entre o que se publica e o que realmente sente o protagonista das postagens há uma enorme distância, colaborando para a construção de pessoas vazias, impacientes, sem conteúdo suficiente a sustentar uma partilha de conversa animada e proveitosa.
Realmente é lamentável termos tanto a nosso alcance e tão pouco ser aproveitado. Refiro-me à tecnologia atual, que coloca à disposição de todos recheadíssimo acervo cultural, de entretenimento, profissional, espiritual etc. Bastaria para um ensinamento que aproveitasse, no sentido de as pessoas lançarem um outro olhar para as suas vidas, não como solução, mas como uma parcela de ajuda, que os internautas lessem os bons posts, as boas mensagens que recebem pelas redes sociais e se deixassem com abertura para internalizar o bom. Consequente e naturalmente isso iria enraizando, ganhando corpo e chegando na alma na mais pura essência, que, sem dúvida, ajudaria num rever pessoal de cada um com o respectivo retorno para os outros.
E, uma vez essa corrente do bem formada, estaria instalada a esperança de dias melhores para todos nós!
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