Servidora narra histórias de budistas em romance histórico

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Filha de pai jornalista e mãe historiadora, Shirley Machado, servidora do TRT15, cresceu cercada por livros. “Apaixonar-me pela leitura foi algo natural. Comecei a escrever aos 14 anos de idade. Inicialmente, escrevia crônicas e contos. Durante toda a adolescência fui muito incentivada, principalmente por meus professores, que me consideravam talentosa.  Mas naquele momento não existia em mim um desejo real de publicar. Eu escrevia por puro prazer! A literatura era (e assim é até hoje) uma ferramenta de autoconhecimento”, afirma.

Shirley dedica boa parte das noites e madrugadas à escrita, período que produz mais e o silêncio torna-se essencial para a materialização dos pensamentos em narrativas literárias. Ela escreve romances históricos e explica como foi o processo criativo do primeiro livro, lançado em 2014, “Samsara”: “Para escrever um único livro, eu leio muitos outros, que me esclareçam a respeito do(s) assunto(s) que desejo abordar na construção da minha narrativa. Meu material de pesquisa inclui, além de livros, filmes, documentários, teses acadêmicas, visitas a museus e exposições, etc. Faço anotações e crio arquivos nos quais vou salvando todas as informações que me serão úteis ao escrever a história que escolhi contar. Com raras exceções, eu escrevo todos os dias. Escrevo o que me vem à mente, sem maiores preocupações. Deixo fluir a imaginação.

Para dar coerência ao que será narrado, Shirley parte para a organização das ideias e dá início ao processo de revisão que é feito diversas vezes. “Reescrevo muita coisa e elimino informações que nada acrescentem aos diálogos dos personagens ou ao contexto geral do livro. Ao terminar, normalmente eu deixo de lado o texto por algum tempo. Vou fazer outra coisa qualquer, durante algumas semanas. Então, volto ao texto e leio tudo novamente, desde o princípio. Esse é o momento em que faço minha leitura mais crítica e distanciada; verifico se existem incorreções, incongruências, conflitos de datas, ausência de alguma informação importante. É minha revisão final”, diz.

A experiência da escrita, para ela, é precedida pela leitura e disso a servidora entende e cita alguns escritores e escritoras fundamentais para conhecer. “Jorge Amado é um autor magnífico, que todos os brasileiros deveriam conhecer. Com Fernando Sabino eu aprendi a amar as crônicas. É um autor que sabia como ninguém encontrar poesia no cotidiano. Lygia Fagundes Telles é uma autora admirável e pelo conjunto de sua vasta e linda obra é mais que merecida a sua indicação para concorrer ao Prêmio Nobel de Literatura de 2016. Não posso deixar de mencionar também Adelia Prado, Cecília Meireles, Hilda Hilst, Clarice Lispector, Marina Colasanti e Laurentino Gomes, que conseguiu a façanha de vender mais de 500.000 exemplares de um livro sobre a História do Brasil”, enumera.

Samsara

Lançado em 2014 e em sua segunda edição, o romance é ambientado no século XIX e narra a trajetória de três personagens, cujas vidas se entrelaçam. 

“Todos os eventos acontecem em países reais, e tudo o que foi descrito sobre eles é fruto de detalhada pesquisa histórica, geográfica e de costumes. Minhas fontes de pesquisa incluíram quase uma centena de obras, entre livros, artigos acadêmicos, matérias jornalísticas da época em versão digitalizada, filmes e documentários”, afirma.

“Os personagens são: Woo – Abandonado por sua mãe com poucos meses de vida, é acolhido por Cheng, que o cria como um filho muito amado e o torna herdeiro de preciosos ensinamentos. Mestre Cheng – Médico de origem tibetana, vive em um monastério budista no Vale do Ladakh, India. Sábio, extremamente generoso, exigente e dono de um senso de humor peculiar, Tonpa Cheng, como é chamado por seus jovens discípulos, tem muito a ensinar sobre a filosofia budista, o poder do amor e da compaixão e o Caminho do Dharma. Mahavir – Órfão, vivia nas ruas de uma grande cidade indiana, sobrevivendo à custa de pequenos furtos. Seu encontro com Woo vai transformar sua vida.”

Shirley também administra uma página dedicada ao romance no Facebook que já conta com mais de 33 mil seguidores de 40 países. A escritora reconhece a importância da internet para divulgação do trabalho de novos autores  e firma que “criar um blog, um site informativo, utilizar as redes sociais, ajuda muito o autor a interagir e conquistar novos leitores.” 

Confira abaixo alguns trechos do romance “Samsara” que pode ser adquirido no site da Livraria Cultura ou Livraria Anunaki pelo valor de R$49,90, além do frete. O livro também é vendido na Livraria da PAX Universal, localizada na Avenida Braz Leme, número 1373, na capital de São Paulo.

Para entrar em contato com a autora, envie e-mail para o endereço shirleymachado@uol.com.br ou acesse a página do livro no Facebook.

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📚✨ Um diário que atravessou o tempo e virou livro.

A associada da ANAJUSTRA Federal Cristina Gemaque, do TRT8, transformou memórias, reflexões e imagens em uma obra sensível e profunda: “Diário de uma desconhecida”.

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Hoje celebramos o berço do samba e da bossa nova, cenário onde natureza e cidade se encontram em um abraço harmonioso entre o mar e a montanha.

Celebramos a terra do Cristo Redentor de braços abertos, do imponente Pão de Açúcar e das calçadas de pedras portuguesas que guardam tantas histórias. Celebramos a alma carioca, que carrega no sorriso a leveza de quem vive sob a proteção de São Sebastião.

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A proposta que regulamenta a data-base dos servidores do PJU e do MPU avançou mais uma etapa e agora está em votação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH).

De autoria da associada da ANAJUSTRA Federal, Marta Hungria Garcia, servidora do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, a iniciativa busca tornar obrigatória e periódica a revisão anual dos vencimentos, conforme previsto na Constituição.

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