Fernanda Torres encara o papel impresso e conquista leitores

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Durante os meses finais da segunda gravidez, em 2007, Fernanda Torres, conhecida até então como atriz de filmes premiados, séries televisas e peças teatrais de sucesso, e, ainda, como filha do casal de atores brasileiros Fernanda Montenegro e Fernando Torres, encontrou na escrita a atividade criativa para o período em que teria que se afastar das telas da TV e da plateia do teatro.

Mais do que um passatempo, a escrita pode externar uma outra dimensão subjetiva exercida esporadicamente e sem muitas pretensões. No caso de Fernanda, os primeiros textos foram publicados na revista piauí, na Veja Rio, onde ainda mantém a coluna quinzenal de crônicas e no jornal Folha de São Paulo. O início pouco modesto pode ter despertado a desconfiança e a surpresa de alguns, ao saber que a atriz também escrevia e, em seguida, a pergunta inevitável: escreve bem? 

Em 2013, com o lançamento do primeiro livro pela Companhia das Letras a pergunta foi respondida: “Fim”, o primeiro romance, foi um dos best-sellers daquele ano e ficou várias semanas no topo da lista dos livros mais vendidos no Brasil com mais de 100 mil exemplares comercializados. Com rememorações dos momentos mais marcantes de suas vidas, cinco amigos cariocas (Álvaro, Sílvio, Ribeiro, Neto e Ciro) compartilham as aventuras e também as desventuras da vida após os 70 anos. Sem ser superficial, nem chato, o romance caiu nas graças dos leitores e da crítica literária que aplaudiu de pé o primeiro livro de Fernanda.

Em 2014, também pela Companhia das Letras, a Fernanda escritora lançou “Sete Anos”, o livro de crônicas com textos da época em que iniciou o “noviciado”, como ela chama, nas letras, ainda na época da gravidez de Antonio, o caçula (Joaquim é o filho mais velho). Se para alguns ela já tinha mostrado a que veio, com “Sete Anos” é possível perceber que o sangue de cronista já corria nas veias da atriz há muitos anos. “Desenvolver ideias dentro de um espaço determinado, falar, sem deixar de ser pessoal, de temas de interesse comum, e dar valor à concisão são algumas lições que tomei do jornalismo”, relembra na primeira página do livro.

“‘Kuarup’ foi o primeiro texto que escrevi para mim mesma, com a finalidade de ordenar as memórias dos dois meses e meio de filmagem na selva, sob o comando de Ruy Guerra”, afirma na apresentação de “Sete Anos”. A crônica, a mais extensa e a primeira do segundo livro, foi escrita quando Fernanda tinha 23 anos, em 1988, no período em que participou das filmagens do longa em duas aldeias do Alto Xingu, em Mato Grosso. Pelo texto é possível perceber o estilo despojado e fluído da escrita com alguns acontecimentos “pinçados” do cotidiano que era totalmente novo e inesperado para o pequeno exército que participou do filme.

As “miudezas” que caracterizam as crônicas, apesar da aparente efemeridade e simplicidade, acompanham a transitoriedade do cotidiano que em nenhum momento se apresenta desconexo, apesar da possibilidade de leitura aleatória dos textos. As “coisas miúdas” que povoam os textos de “Sete Anos” testemunham, a partir do olhar da atriz, acontecimentos da sociedade, mudanças, desde a utilização de uma grua no meio da aldeia para a gravação de uma das cenas de Kuarup até um momento de “bastidor” do teatro quando a atriz Dercy Gonçalves subiu ao palco e emocionou os atores e a plateia da peça “A casa dos budas ditosos” que entrará em cartaz novamente no próximo semestre.

O escritor e roteirista Antonio Prata assina o prefácio do último livro e já começa dizendo que “Se o mundo fosse justo, Fernanda Torres escreveria mal – e não haveria nada de errado nisso”, já que o talento enquanto atriz bastaria. “Acontece que o mundo não é justo – neste caso: ainda bem”, finaliza Prata. 

Os leitores também agradecem e esperam ansiosos pelos próximos livros mas para quem gosta de crônicas, é possível acompanhar pelo site da revista Veja Rio as publicações quinzenais de Fernanda. “Fim” e “Sete Anos” são encontrados nas maiores livrarias ou no site da editora Companhia das Letras e custam R$34,50 e R$17,50, respectivamente.

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Durante os meses finais da segunda gravidez, em 2007, Fernanda Torres, conhecida até então como atriz de filmes premiados, séries televisas e peças teatrais de sucesso, e, ainda, como filha do casal de atores brasileiros Fernanda Montenegro e Fernando Torres, encontrou na escrita a atividade criativa para o período em que teria que se afastar das telas da TV e da plateia do teatro.

Mais do que um passatempo, a escrita pode externar uma outra dimensão subjetiva exercida esporadicamente e sem muitas pretensões. No caso de Fernanda, os primeiros textos foram publicados na revista piauí, na Veja Rio, onde ainda mantém a coluna quinzenal de crônicas e no jornal Folha de São Paulo. O início pouco modesto pode ter despertado a desconfiança e a surpresa de alguns, ao saber que a atriz também escrevia e, em seguida, a pergunta inevitável: escreve bem? 

Em 2013, com o lançamento do primeiro livro pela Companhia das Letras a pergunta foi respondida: “Fim”, o primeiro romance, foi um dos best-sellers daquele ano e ficou várias semanas no topo da lista dos livros mais vendidos no Brasil com mais de 100 mil exemplares comercializados. Com rememorações dos momentos mais marcantes de suas vidas, cinco amigos cariocas (Álvaro, Sílvio, Ribeiro, Neto e Ciro) compartilham as aventuras e também as desventuras da vida após os 70 anos. Sem ser superficial, nem chato, o romance caiu nas graças dos leitores e da crítica literária que aplaudiu de pé o primeiro livro de Fernanda.

Em 2014, também pela Companhia das Letras, a Fernanda escritora lançou “Sete Anos”, o livro de crônicas com textos da época em que iniciou o “noviciado”, como ela chama, nas letras, ainda na época da gravidez de Antonio, o caçula (Joaquim é o filho mais velho). Se para alguns ela já tinha mostrado a que veio, com “Sete Anos” é possível perceber que o sangue de cronista já corria nas veias da atriz há muitos anos. “Desenvolver ideias dentro de um espaço determinado, falar, sem deixar de ser pessoal, de temas de interesse comum, e dar valor à concisão são algumas lições que tomei do jornalismo”, relembra na primeira página do livro.

“‘Kuarup’ foi o primeiro texto que escrevi para mim mesma, com a finalidade de ordenar as memórias dos dois meses e meio de filmagem na selva, sob o comando de Ruy Guerra”, afirma na apresentação de “Sete Anos”. A crônica, a mais extensa e a primeira do segundo livro, foi escrita quando Fernanda tinha 23 anos, em 1988, no período em que participou das filmagens do longa em duas aldeias do Alto Xingu, em Mato Grosso. Pelo texto é possível perceber o estilo despojado e fluído da escrita com alguns acontecimentos “pinçados” do cotidiano que era totalmente novo e inesperado para o pequeno exército que participou do filme.

As “miudezas” que caracterizam as crônicas, apesar da aparente efemeridade e simplicidade, acompanham a transitoriedade do cotidiano que em nenhum momento se apresenta desconexo, apesar da possibilidade de leitura aleatória dos textos. As “coisas miúdas” que povoam os textos de “Sete Anos” testemunham, a partir do olhar da atriz, acontecimentos da sociedade, mudanças, desde a utilização de uma grua no meio da aldeia para a gravação de uma das cenas de Kuarup até um momento de “bastidor” do teatro quando a atriz Dercy Gonçalves subiu ao palco e emocionou os atores e a plateia da peça “A casa dos budas ditosos” que entrará em cartaz novamente no próximo semestre.

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Os leitores também agradecem e esperam ansiosos pelos próximos livros mas para quem gosta de crônicas, é possível acompanhar pelo site da revista Veja Rio as publicações quinzenais de Fernanda. “Fim” e “Sete Anos” são encontrados nas maiores livrarias ou no site da editora Companhia das Letras e custam R$34,50 e R$17,50, respectivamente.

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Hoje, celebramos a capital mais antiga do Brasil, terra de cultura pulsante onde o frevo ferve no asfalto e o Galo da Madrugada desperta multidões.

Viva o Recife Antigo e seus casarões históricos, o Marco Zero que nos conecta ao mundo e a força da cultura popular que resiste e se reinventa. Viva a terra dos altos coqueiros e da criatividade sem limites, berço de poetas e revoluções.

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