Finanças

Reflexões sobre catástrofes e a gestão financeira

17/05/2024 12:26 | Fonte: José Carlos Dorte - Consultor financeiro da ANAJUSTRA Federal

Neste artigo, o consultor financeiro ressalta a importância de analisar as causas para evitar novas crises futuramente

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 É importante buscar a causa da instabilidade financeira, agir na solução e permanecer no propósito de sanear o endividamento - Freepik
Desde os primórdios, a humanidade enfrenta catástrofes de todas as naturezas: astrológicas, geológicas, climáticas, bélicas, pandêmicas, entre outras. Essas calamidades, sejam resultado do acaso ou provocadas pela ação humana em busca de riqueza ou poder, moldam a trajetória da civilização ao longo da história. No entanto, as lições dessas tragédias podem ser aplicadas de maneira significativa à gestão financeira pessoal.

Podemos classificar as reações humanas em três grupos distintos: os inconscientes coletivos, que reagem emotivamente em massa devido à falta de conhecimento ou experiência pessoal, sendo facilmente manipuláveis; os bem-intencionados, que colaboram voluntariamente para mitigar os efeitos das tragédias, sem se preocupar com as causas; e os buscadores da verdade, que trabalham não só para controlar os efeitos, mas também para entender e solucionar as causas das catástrofes de forma definitiva.

Sócrates afirmou: "Só o ingênuo acredita que as causas da miséria física estão no plano físico; as causas da miséria física sempre estiveram e estarão na miséria moral, psicológica e espiritual do homem." 

A falta de alimento no mundo, seria falta de produto ou falta de fraternidade? A pobreza no mundo poderia ser resolvida com 2% da riqueza mundial. Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância. O ignorante estabelece critérios que desqualifica o conhecimento alheio em favor da sua falta de conhecimento. Ele faz ideias falsas sobre si, e o mundo que o cerca de forma errônea e deturpada.

Trazendo o assunto para as nossas finanças, os efeitos são os mesmos. Há aqueles que entram em dificuldades financeiras, criando uma falsa ideia de que o problema está nos outros, na família, nos governos, culpa a economia etc. Porém ele não observa que ao lado dele há várias pessoas com o mesmo nível salarial e levam uma vida tranquila.

Ele não reconhece que o problema está em si, numa falta de controle emocional, uma compulsão ou a forma de levar uma vida de prazer exagerado. Viver dentro de uma caixinha cheia de medo e desejos, elimina a possibilidade de enxergar uma vida plena e de crescimento físico e espiritual.

É importante buscar a causa da sua instabilidade financeira, agir na solução, permanecer no propósito de sanear o endividamento e, sempre que possível, buscar novas oportunidades de receitas. Jamais deve-se pautar sua vida pelo status que deseja, mas por aquilo que é possível viver sem comparações a outras pessoas.

Quantas tragédias já foram vividas e o homem ainda não aprendeu a lidar com as causas, através das experiências passadas, com planejamento, para alcançar uma solução definitiva?! 

Viver de maneira simples, mas plena de virtudes, não só promove a estabilidade financeira, como também enriquece a vida espiritual e emocional. Dessa forma, mesmo que o "paraíso" não exista, a jornada pelo planeta será significativa, deixando um legado de sabedoria e humanidade.

Por José Carlos Dorte

Consultor financeiro da ANAJUSTRA Federal

 

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