Catarse poética

Conheça a história da associada, poeta e arteterapeuta Consuelo Pagani.

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“Poesia é algo escrito com a inspiração poética e não só com a mente cognitiva. É algo escrito com a força intrínseca que habita todo o seu ser.” Para Consuelo Pagani, a descoberta da poesia como força de expressão aconteceu ainda na infância. A associada, que atua no TRT17, é escritora, poeta e arteterapeuta, tem poesias escritas desde os nove anos. Aos dez anos, ela foi premiada em um concurso nacional com uma redação escrita em forma de poesia.

Consuelo relembra que o despertar poético não foi solitário: “Meu pai sempre foi meu maior exemplo, incentivador e motivador!. Ele era exímio poeta, formado em Letras Clássicas e Filosofia; um homem de extrema cultura e saber. Professor de Letras, Linguística, Francês e Latim. Foi ele que me despertou para o poder transformador e libertador da poesia. Ele que jogou em mim os primeiros ‘respingos de luz’ de poesia, mostrou-me o que é o verdadeiro ‘poetar’: é quando a nossa alma se funde às palavras, resgatando a essência do infinito, que está dentro e fora de nós”.

Lapidando poemas

A redescoberta da poesia no dia a dia foi acompanhada de uma viagem à infância e aos poemas escritos há alguns anos. “Já estou com 70 (poesias) prontas, e mais outros fragmentos de papel para passar a limpo… Vou resgatando memórias do passado, transcrevendo algumas fidedignamente, enquanto outras, vou lapidando, moldando algumas palavras, porém, sempre respeitando o sentimento original, a essência do momento em que foi escrita, podendo, até mesmo, surgir ali uma nova poesia, contendo o sentimento que a impulsionou e a força expressiva do presente. Assim, vou fazendo uma ‘catarse’ emocional e literária ao mesmo tempo!”

Consuelo também explica como é o processo criativo e como materializa as palavras: “Sinto o brotar da criatividade que, de repente, precisa jorrar do fundo do meu ser, com toda a força expressiva… de forma espontânea, sem “sofrimento mental”, apenas fluindo… Aí, eu corro e pego um papel e anoto para não perder a inspiração e depois, venho lapidando suavemente as palavras… ou, conforme o momento, já deixo fluir toda a poesia, aproveitando aquele instante mágico em que céu e terra se fundem dentro do meu ser”.

O infinito particular e poético da escritora pulsa com frequência e, mesmo durante a pandemia, ela conseguiu “poetar”. Consuelo finalizou três poemas sobre a temática: “Quando tudo acabar”, “Que eu seja luz na pandemia” e “Só depende de mim”. As duas últimas, inclusive, foram selecionadas e serão publicadas na antologia poética “Só depende de mim”, da Revista Literária Inversos.

“Poesia vem de dentro”

Para Consuelo, seja nos momentos tristes ou alegres, a poesia está lá “[…] para resgatar nossa integridade: ou ela vem comemorar conosco a alegria, ou ela nos é solidária na dor… por meio de palavras, que se tornam mágicas, conseguimos encontrar uma força infinita que palpita nosso coração, nos faz fundir com o brilho das estrelas e nos faz pulsar, ser feliz e encontrar a paz… que só quem tem a verdadeira poesia pulsando dentro de si sabe o que é”.

“O importante é frisar que poesia é algo que vem de dentro. Não basta querer ‘levantar bandeira’ e dizer: ‘vou fazer uma poesia contra o racismo’ ou ‘contra a discriminação’, só por fazer, sem que a pessoa esteja realmente motivada a escrever sobre aquele tema com a força de sua alma; pois, não será poesia.”

Histórias infantis

Além da poesia, Consuelo compartilha sua vertente de escritora de histórias infantis. “Já publiquei um livro, “A Viagem da Gotinha”, selecionada pela Lei Rubem Braga, do Espírito Santo. Tenho outros livros infantis já escritos, prontos para serem publicados; outros rascunhados. Agora que, graças a Deus, voltei para a vida literária, estou ‘engrenando’ as poesias, e quando já estiver com meu livro em fase de publicação, vou dar atenção também às historinhas infantis, para ajudar a semear flores em muitas vidas infantis, com histórias ricas e profundas mensagens, que tocam adultos e crianças, mas com linguagem lúdica para agradar aos pequeninos”.

Arteterapia

Outro aspecto artístico do dia a dia de Consuelo é a arteterapia, área na qual finalizou uma pós-graduação, além de ser graduada em Artes Plásticas. Para ela, a arteterapia e a criação literária serão predominantes no cotidiano quando a aposentadoria chegar.

A servidora conta um pouco dos planos: “Estou iniciando meu retorno à criatividade com a Literatura (poesia e histórias infantis); e depois, paulatinamente, voltarei a ministrar oficinas de Arteterapia, que é uma ciência que ajuda a resgatar a integridade emocional do indivíduo por meio da expressão criativa, abrindo um canal direto com o inconsciente. Não quero me ‘autocobrar produtividade’, nem ter pressa e ansiedade, mas seguir de forma livre e leve o ‘curso do rio’, até a minha realização plena. E, se Deus quiser, com minha aposentadoria, claro que terei mais tempo livre para tanto. Como também para minhas viagens, que tanto amo, ficar com o maridão, curtir meus amados netinhos, minha vida cultural, meus amigos, família, a natureza”.

Consuelo finaliza a conversa dizendo: “A vida é para ser vivida em toda a sua plenitude”.

Para entrar em contato com a escritora e arteterapeuta envie e-mail para consueloarteterapia@gmail.com ou adicione Consuelo nos perfis do Instagram e Facebook.

Confira a poesia “Quando tudo acabar”, selecionada para a antologia da Revista Literária Inversos.

QUANDO TUDO ACABAR…
Por Consuelo Pagani

Quando tudo acabar…
Vou me lambuzar de areia,
Sentir-me como sereia
Nas águas verdes do mar

Quando tudo acabar…
Quero brincar c’ as estrelas
Rodopiar com o vento
Tomar banho de luar

Quando tudo acabar…
Quero ver crianças livres
Correndo em disparada
A gargalhada no ar

Quero os parquinhos abertos
Os pequenos nos balanços
Casinha, escorregador

Ouvir gritos bem felizes
Meninada saltitando
Poder cheirar uma flor

Quando tudo acabar…
Vou ver escolas abertas
Os ideais renascendo
Felicidade no ar

Ver sorriso de criança
A pular, fazer lambança
Até o suor pingar…

Quero me roçar na relva
Refrescar na madrugada
Acordar com a passarada
Mil fragrâncias aspirar

Quero sentir no meu corpo
Gotas suaves de orvalho
E a floresta a farfalhar

Quando tudo acabar…
Quero um abraço apertado
Sorriso profundo e largo
E o amor a borbulhar

Quero os amigos do peito
Bem por perto, a me afagar
O egoísmo acabando
E o mundo inteiro a se amar

A Poesia voltando
Os corações se encontrando
Novas flores, ver brotando
Tempo para o pôr do sol…

Tempo para coisas nobres
P’ra sentir a Natureza
No olhar, mais singeleza
E a Humanidade, uma só…

Quando tudo acabar…
Quero ver vida pulsando
Quero ver gente cantando
Quero ver gente feliz

Quero ir para o cinema
Teatro, praia, ou mesmo
Conhecer o meu país

Ver abertos os restaurantes
Lojas, bares, fervilhantes
E quero até turistar…

Mas… quando tudo acabar
Nesta mesma caminhada
Muitos irmãos de jornada
Não vão mais poder sonhar…

Então… antes de tudo acabar
Peço a Deus que a Humanidade
Aprenda a dura lição
Para muitos, bem sofrida:

Precisamos de amor
Precisamos de união
Nova conscientização
P’ra preservarmos a Vida!

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A ANAJUSTRA Federal segue atuando de forma firme na defesa da valorização dos servidores de todo o Poder Judiciário da União.

Em reunião com a Associação, nesta quinta-feira, 29/1, o presidente do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que pretende implementar o Adicional de Qualificação de forma quase imediata e também avançar na regulamentação da licença compensatória.

Segundo o ministro, ambas as medidas serão implementadas após o recebimento dos cálculos de impacto orçamentário a serem encaminhados pelos tribunais. Na ocasião, ele reafirmou o compromisso de tratar magistrados e servidores de forma isonômica ao longo de sua gestão.

A ANAJUSTRA Federal acompanha de perto os desdobramentos e reforça seu compromisso com a valorização dos servidores.

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📸 Na foto, o Presidente do CSJT, ministro Vieira de Mello Filho, ao lado da representante e do presidente da ANAJUSTRA Federal, respectivamente, Janedir Lopes Morata (à esquerda) e Antônio Carlos Parente (à direita).

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