A trajetória poética de Giuseppe Caonetto, do TRT9
“Escritor por inquietação do espírito”, ele tem vários livros publicados.

Servidor da Justiça do Trabalho por quase 37 anos e escritor por inquietação do espírito, Giuseppe Caonetto — nome autoral de José A. Cauneto — construiu uma trajetória que une dedicação ao serviço público e produção literária consistente. Ingressou na JT em agosto de 1986 e, ao longo de quase quatro décadas, exerceu diversas funções, com destaque para os períodos como Diretor de Secretaria na Vara do Trabalho de Jacarezinho (1994–2001) e na Vara do Trabalho de Paranavaí (2006–2015).
A escrita surgiu na vida de Caonetto ainda na adolescência, em 1976, quando vivia na zona rural e estudava em escola pública em Mato Grosso do Sul (MS). O contato com poemas nos livros didáticos despertou o desejo de escrever, mesmo com pouco acesso a obras literárias.
Após retornar a Paranavaí, onde teve seu nascimento registrado, em 1962, dedicou-se ao trabalho e aos estudos. A poesia adormeceu por um período, enquanto a vida profissional e familiar ocupava seu tempo. A retomada ocorreu em 1999, com a chegada da internet e o contato com grupos literários virtuais.
O primeiro livro veio em 2012, lançado no ano de seu cinquentenário. “Posso dizer que me fiz poeta por inquietação do espírito”, afirma. Para ele, a publicação da obra foi um ato libertador, que marcou o início de uma fase mais intensa de produção literária, já no período que define como sua “gerontolescência”, após anos de atividades judiciárias.
E, de lá para cá, não parou, tendo diversas obras publicadas.
Obras e reconhecimento
Giuseppe Caonetto participou de diversas coletâneas e é autor de obras como:
- Santo Rosário: um tesouro mariano (2010)
- Para que os olhos falem: poemas ternos (2012; 2023, eBook)
- Doarte (2016; 2025, eBook)
- Trilhas sazonais: versos liturgos (2020, em coautoria com Lilia Souza)
- O livro do amor (2023)
- Nasci em 62: sessenta e dois sonetos e um sonetilho (2024; 2025, eBook)
- tantum: apenas tanto (2025)
Também foi coautor e organizador da obra Vara do Trabalho de Paranavaí: 18 anos de história (TRT-PR, 2004).
Em 2019, foi premiado na 54ª edição do FEMUP – Festival de Música e Poesia de Paranavaí, na categoria poesia.
Após seu afastamento do serviço público, em julho de 2023, fundou a Doarte Edições, ampliando sua atuação no cenário literário como editor.
Influências e identidade poética
Entre suas principais influências estão Manuel Bandeira, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles e Manoel de Barros. Também cita Fernando Pessoa e Emily Dickinson como referências marcantes na sua história. Na prosa, destaca Machado de Assis, José de Alencar e Mia Couto.
Duas obras foram decisivas em sua formação literária: Estrela da Vida Inteira, de Manuel Bandeira, e Dom Casmurro, de Machado de Assis.
Quanto aos temas, Caonetto afirma não ter um predileto. No entanto, palavras como “solo”, “terra” e “chão” aparecem com frequência em seus versos (observação feita por uma leitora) — marcas de uma infância vivida no campo. “O autor somente consegue escrever sobre o que preenche seu ser, sua história, seu mundo”, reflete.
Formação e vida acadêmica
Graduado em Letras pela Fafipa/Unespar (1989), com especialização em Língua Portuguesa (1992), também é bacharel em Direito pela Fundinopi/UENP (1997). Atualmente, cursa Jornalismo na UniCesumar.
Em 2007, tornou-se membro fundador da Academia de Letras e Artes de Paranavaí (ALAP), ocupando a cadeira nº 2, cujo patrono é Sérgio Rubens Sossella. Presidiu a instituição nos biênios 2016/2017 e 2018/2019. Em dezembro de 2023, foi recepcionado como membro do Centro de Letras do Paraná.
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