Parlamentar

Discussão sobre a reforma administrativa divide opiniões

05/05/2021 12:24 | Fonte: Louise, da assessoria

Debates em audiências públicas seguem na Câmara dos Deputados

Audiência Pública Reforma Administrativa | Foto: Agência Câmara
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O debate sobre a reforma administrativa (PEC 32/2020) continua na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados. Na última audiência pública realizada no dia 3, palestrantes e deputados apresentaram suas opiniões sobre a proposta.

O texto de reforma administrativa enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional restringe a estabilidade no serviço público e cria cinco tipos de vínculos com o Estado. A proposta estabelece que leis complementares tratarão de temas como política de remuneração, ocupação de cargos de liderança e assessoramento, progressão e promoção funcionais e definição das chamadas “carreiras típicas de Estado”.

De um lado, os defensores da reforma argumentam que a PEC garantirá um Estado mais moderno e eficiente. Por outro lado, os contrários acreditam que o texto precariza o serviço público, e o coloca a serviço de quem estiver no poder.

Representantes das categorias ressaltaram que o texto ataca direitos de servidores atuais, e a possibilidade de extinção de cargos pelo presidente; e não ataca pontos como salários extrateto e nepotismo. Os dirigentes defenderam a inconstitucionalidade da PEC e a suspensão dos debates durante o período de pandemia.

A CCJ não avalia o mérito, ou seja, o conteúdo da proposta, e sim aspectos técnicos, como, por exemplo, se o texto está de acordo com a Constituição Federal. Depois de passar pelo colegiado, a reforma administrativa ainda precisa ser analisada por uma comissão especial e pelo Plenário, em dois turnos de votação.

Tramitação da PEC
O relator da reforma administrativa, deputado Darci de Matos (PSD-PR), afirmou na imprensa que apresentará o parecer sobre a proposta na semana que vem. Segundo ele, o texto não atingirá atuais servidores e destacou que a PEC dependerá de projetos de lei subsequentes para definir as carreiras que serão consideradas de Estado e que, portanto, não terão a estabilidade retirada.

 

Mais sobre a reforma administrativa

Para saber mais informações sobre a reforma administrativa, acesse a página especial da ANAJUSTRA Federal sobre a PEC 32/20

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