Servidora do TRT4 lança seu primeiro livro de contos sobre momentos de finais e de recomeços da vida

Reavaliar as relações pessoais após um problema de saúde pode até ser um lugar comum, como destaca a servidora do TRT4, Renata Wolff, mas, no caso dela, a guinada como escritora de contos é resultado de um momento como esse ocorrido no ano de 2006. Quase uma década depois, Renata lança seu primeiro livro: “Fim de Festa” com 21 contos “sobre acontecimentos únicos e diferentes tingidos de uma beleza melancólica, mas não desesperançada. Como todo fim de festa, uma fase se encerra, mas novos convites podem surgir”, disse.

Servidora do Tribunal desde 2001, inicialmente na categoria de nível médio e atualmente como analista, a reavaliação afetou principalmente a produção cultural de Renata que decidiu explorar o universo da escrita e conciliar as duas atividades mesmo sem ter uma fórmula. “O ideal seria escrever todos os dias, o que nem sempre é possível, um pouco pela falta de tempo e outro pouco por um defeito que assumo sem reservas: sou completamente indisciplinada.”

A produção de texto literário pode até ser caótica e sem muita disciplina mas se tornou rotina na vida da servidora desde que teve o primeiro contato com as técnicas de escrita. “Comecei a participar de oficinas literárias, primeiro com o Charles Kiefer, e foi nelas que tive o contato com a técnica da narrativa de ficção, aprendi a ler um texto com esse olhar, passei a conviver com pessoas que pensavam a literatura e se dedicavam a ela, publiquei em coletâneas. Considero as oficinas como o verdadeiro início da minha produção textual e elas fizeram toda a diferença.”

Mesmo sem horário definido para escrever, apesar de preferir o período noturno e as madrugadas, Renata dá vasão aos contos a partir de uma imagem. “Por exemplo: um casal dentro de um carro, na estrada, subindo a serra, no meio de uma neblina que não os deixa enxergar o caminho. A imagem me aparece mais ou menos pronta, e a partir daí construo o resto da cena, desenvolvo as ações das personagens que levam ao desfecho e deixam entrever o conflito e a história maior”, explica.

Obras e autores definitivos

Premiada em concursos nacionais com os contos “Vício” e “Névoa”, ela cita os livros e autores favoritos e prefere recorrer às obras que considera “definitivas”, entre elas, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, do português José Saramago; “Cem Anos de Solidão”, do colombiano Gabriel Gárcia Márquez e “O Grande Gatsby” de F. Scott Fitzgerald.

“No conto, Raymond Carver é uma grande referência, aqueles contos de atmosfera, reverberando fundo no leitor, mostrando sem dizer, sem explicar nada, às vezes com muito pouca coisa acontecendo na superfície, mas com um conflito forte e comovente logo abaixo dela. “Missa do Galo” do Machado também é um conto assim e é genial. Clarice Lispector, já em outro estilo, tem contos extraordinários. Dos gaúchos, Josué Guimarães é um nome que não pode cair no esquecimento.”

Para ela, a escrita “tem uma técnica que pode e deve ser aprendida – nem que seja para o escritor depois desafiar essa técnica se assim preferir, mas para isso há que primeiro conhecê-la e dominá-la”, afirma. E uma das maneiras para aprender são as oficinas literárias, de acordo com Renata.

“Todo caminho é válido. A única coisa que não recomendo, ao menos para quem quer fazer boa literatura, é ir atrás da lista dos mais vendidos e tentar escrever algo parecido com o que está sendo consumido em massa naquele momento. Acho que um escritor tem de buscar a qualidade e a originalidade, tentar criar algo que permaneça, e isso raramente envolve vampiros ou tons de cinza.”

Confira abaixo alguns parágrafos do conto “Vício”, um dos 21 do livro “Fim de Festa” que pode ser adquirido no site da Livraria Dublinense por R$35 com frete grátis ou no site da Livraria Saraiva por R$28. Para entrar em contato com a servidora, envie e-mail para renata2304@hotmail.com.

Vício

“Ela estreitou os olhos ao tragar o cigarro e soprou por entre os lábios comprimidos a fumaça que se misturou ao ar já abafado das seis da manhã. O sol recém-saído escondia-se e, lá embaixo, na avenida, sons do trânsito começavam a se anunciar: pneus acelerando no asfalto, freada, buzina breve. Debruçada ao parapeito, ela moveu a cabeça e jogou para o lado uma mecha de cabelo em desalinho enquanto trocou de posição as pernas e manteve o corpo despido apoiado na janela. Ouviu o toque de um celular no quarto, uma, duas, três vezes, até ser atendido por um sussurro. Tragou de novo, fundo. Exalou devagar e coçou o pescoço na marca arroxeada. Escutou a porta do quarto abrir com um estalo, seguido de passos cuidadosos no parquê antigo. Só se virou quando ele disse, baixo, como se envergonhado:

– Acordou cedo…

Ele já subia as calças e fechava o zíper. Passou as mãos no cabelo. Sorriu, mas era um ensaio de sorriso que morreu depressa.

– Tem café – ela avisou, com um gesto para a própria xícara, já vazia, no chão.

– Tá. Eu… – ele hesitou, esfregou as mãos, olhou para a cozinha e de volta para ela. – Obrigado, mas eu… vou indo.

Ela molhou os lábios com a língua. Bateu cinzas do cigarro no cinzeiro equilibrado no parapeito. Ele apontou, ligeiro, algo constrangido, para os seios à mostra.

– Não te enxergam daqui?

Ela tornou a fumar. Soltou uma baforada.

– Era ela?

Ele não respondeu.”

Reavaliar as relações pessoais após um problema de saúde pode até ser um lugar comum, como destaca a servidora do TRT4, Renata Wolff, mas, no caso dela, a guinada como escritora de contos é resultado de um momento como esse ocorrido no ano de 2006. Quase uma década depois, Renata lança seu primeiro livro: “Fim de Festa” com 21 contos “sobre acontecimentos únicos e diferentes tingidos de uma beleza melancólica, mas não desesperançada. Como todo fim de festa, uma fase se encerra, mas novos convites podem surgir”, disse.

Servidora do Tribunal desde 2001, inicialmente na categoria de nível médio e atualmente como analista, a reavaliação afetou principalmente a produção cultural de Renata que decidiu explorar o universo da escrita e conciliar as duas atividades mesmo sem ter uma fórmula. “O ideal seria escrever todos os dias, o que nem sempre é possível, um pouco pela falta de tempo e outro pouco por um defeito que assumo sem reservas: sou completamente indisciplinada.”

A produção de texto literário pode até ser caótica e sem muita disciplina mas se tornou rotina na vida da servidora desde que teve o primeiro contato com as técnicas de escrita. “Comecei a participar de oficinas literárias, primeiro com o Charles Kiefer, e foi nelas que tive o contato com a técnica da narrativa de ficção, aprendi a ler um texto com esse olhar, passei a conviver com pessoas que pensavam a literatura e se dedicavam a ela, publiquei em coletâneas. Considero as oficinas como o verdadeiro início da minha produção textual e elas fizeram toda a diferença.”

Mesmo sem horário definido para escrever, apesar de preferir o período noturno e as madrugadas, Renata dá vasão aos contos a partir de uma imagem. “Por exemplo: um casal dentro de um carro, na estrada, subindo a serra, no meio de uma neblina que não os deixa enxergar o caminho. A imagem me aparece mais ou menos pronta, e a partir daí construo o resto da cena, desenvolvo as ações das personagens que levam ao desfecho e deixam entrever o conflito e a história maior”, explica.

Obras e autores definitivos

Premiada em concursos nacionais com os contos “Vício” e “Névoa”, ela cita os livros e autores favoritos e prefere recorrer às obras que considera “definitivas”, entre elas, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, do português José Saramago; “Cem Anos de Solidão”, do colombiano Gabriel Gárcia Márquez e “O Grande Gatsby” de F. Scott Fitzgerald.

“No conto, Raymond Carver é uma grande referência, aqueles contos de atmosfera, reverberando fundo no leitor, mostrando sem dizer, sem explicar nada, às vezes com muito pouca coisa acontecendo na superfície, mas com um conflito forte e comovente logo abaixo dela. “Missa do Galo” do Machado também é um conto assim e é genial. Clarice Lispector, já em outro estilo, tem contos extraordinários. Dos gaúchos, Josué Guimarães é um nome que não pode cair no esquecimento.”

Para ela, a escrita “tem uma técnica que pode e deve ser aprendida – nem que seja para o escritor depois desafiar essa técnica se assim preferir, mas para isso há que primeiro conhecê-la e dominá-la”, afirma. E uma das maneiras para aprender são as oficinas literárias, de acordo com Renata.

“Todo caminho é válido. A única coisa que não recomendo, ao menos para quem quer fazer boa literatura, é ir atrás da lista dos mais vendidos e tentar escrever algo parecido com o que está sendo consumido em massa naquele momento. Acho que um escritor tem de buscar a qualidade e a originalidade, tentar criar algo que permaneça, e isso raramente envolve vampiros ou tons de cinza.”

Confira abaixo alguns parágrafos do conto “Vício”, um dos 21 do livro “Fim de Festa” que pode ser adquirido no site da Livraria Dublinense por R$35 com frete grátis ou no site da Livraria Saraiva por R$28. Para entrar em contato com a servidora, envie e-mail para renata2304@hotmail.com.

Vício

“Ela estreitou os olhos ao tragar o cigarro e soprou por entre os lábios comprimidos a fumaça que se misturou ao ar já abafado das seis da manhã. O sol recém-saído escondia-se e, lá embaixo, na avenida, sons do trânsito começavam a se anunciar: pneus acelerando no asfalto, freada, buzina breve. Debruçada ao parapeito, ela moveu a cabeça e jogou para o lado uma mecha de cabelo em desalinho enquanto trocou de posição as pernas e manteve o corpo despido apoiado na janela. Ouviu o toque de um celular no quarto, uma, duas, três vezes, até ser atendido por um sussurro. Tragou de novo, fundo. Exalou devagar e coçou o pescoço na marca arroxeada. Escutou a porta do quarto abrir com um estalo, seguido de passos cuidadosos no parquê antigo. Só se virou quando ele disse, baixo, como se envergonhado:

– Acordou cedo…

Ele já subia as calças e fechava o zíper. Passou as mãos no cabelo. Sorriu, mas era um ensaio de sorriso que morreu depressa.

– Tem café – ela avisou, com um gesto para a própria xícara, já vazia, no chão.

– Tá. Eu… – ele hesitou, esfregou as mãos, olhou para a cozinha e de volta para ela. – Obrigado, mas eu… vou indo.

Ela molhou os lábios com a língua. Bateu cinzas do cigarro no cinzeiro equilibrado no parapeito. Ele apontou, ligeiro, algo constrangido, para os seios à mostra.

– Não te enxergam daqui?

Ela tornou a fumar. Soltou uma baforada.

– Era ela?

Ele não respondeu.”

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🚨 A GAACTA chegou à Justiça Eleitoral.

O TSE publicou resolução que institui a GAACTA de 15% para servidores que ocupam cargos em comissão CJ-1 a CJ-4 em toda a Justiça Eleitoral.

A medida acontece depois do pedido apresentado pela ANAJUSTRA Federal em junho, que também protocolou pedido junto ao CSJT para garantir a mesma gratificação aos servidores dos 24 TRTs e Varas.

Ou seja: uma frente avançou. A outra continua em movimento. 💪

Enquanto STJ, TST, Justiça Federal e agora a Justiça Eleitoral já contam com a gratificação, os servidores dos TRTs ainda aguardam o mesmo reconhecimento.

E a ANAJUSTRA Federal vai intensificar os trabalhos junto ao CSJT para garantir esse direito!

Mesma responsabilidade. Mesma complexidade. Mesmo Judiciário. Por que tratamento diferente?

A luta pela isonomia continua e não para na GAACTA.

➡️ O próximo passo também será buscar o reconhecimento para as Funções Comissionadas (FCs), além de melhorias para toda a categoria em todos os seus ramos.

Porque isonomia não se faz pela metade.

Acesse o site e fique por dentro de tudo sobre o tema!
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🏥 Saúde em foco no @trtrjoficial!

Nos dias 17 e 18/8, a ANAJUSTRA Federal esteve no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no Rio de Janeiro, levando informação e cuidado aos servidores.

Durante a ação, os participantes puderam aproveitar serviços gratuitos de saúde, como aferição de pressão, teste de glicemia e bioimpedância, além de contar com um plantão tira-dúvidas sobre as opções de planos de saúde oferecidas pela entidade.

E, nesta quarta-feira (19), o presidente da ANAJUSTRA Federal, Antônio Carlos Parente, acompanhado dos consultores Nelson Dantas e Wallace Calazans e do gerente João Lemos, esteve com o presidente do TRT1, desembargador Roque Lucarelli Dattoli, para apresentar as alternativas de planos de saúde disponíveis para os servidores.

Também participaram do encontro o assessor da Presidência, Sérgio Lobo, e o vice-presidente do Tribunal, desembargador Leonardo da Silveira Pacheco.

🤝 A ANAJUSTRA Federal agradece ao TRT1 pelo espaço, pela receptividade e pela oportunidade de estar mais perto dos servidores, levando informação, prevenção e opções para cuidar da saúde de toda a família.

#anajustrafederal #trtrio #saude
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Vocês correram, pedalaram, nadaram, dançaram, treinaram e, principalmente, compartilharam histórias. 💙

Encerramos na sexta a etapa de envio de participações para o Calendário ANAJUSTRA Federal 2027 – Servidores em movimento. A todos os associados que enviaram fotos e relatos, o nosso agradecimento por dividirem conosco um pouco de suas trajetórias e mostrarem como a atividade física faz parte de suas vidas.

Agora, começa uma nova etapa: a votação popular.

As 34 participações selecionadas estão disponíveis para votação e as 12 mais votadas irão compor o Calendário 2027.

Acesse o hotsite, conheça as histórias e vote nas suas favoritas.

O calendário é feito pelos associados. Agora, a escolha também é de vocês.

#anajustrafederal #servidoresemmovimento #calendário2027
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Saúde, informação e proximidade com os servidores. 💙

A ANAJUSTRA Federal esteve nesta segunda-feira (17/8) no Edifício Sede do TRT da 1ª Região, @trtrjoficial  no Rio de Janeiro, para apresentar as opções de planos de saúde disponíveis aos associados e esclarecer dúvidas sobre coparticipação, portabilidade, reembolso e outros temas relacionados à assistência à saúde.

Participaram da ação o consultor de benefícios em saúde da ANAJUSTRA Federal, Nelson Dantas, e os gerentes João Lemos e Wallace Calazanz, além da representante da subsede do Rio de Janeiro, Priscilla Mayerhofer. 

E a programação continua! Nesta terça-feira (18/8), das 9h às 16h, a equipe estará no Fórum da Lavradio, com plantão para apresentação dos planos e esclarecimento de dúvidas, aferição de pressão e glicose, bioimpedância e distribuição de brindes, sucos e saladas de frutas.

📍 Rua do Lavradio, 132, 5º andar – Sala da ANAJUSTRA Federal – Lapa/RJ.

#anajustrafederal #saúde #trt1
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Depois de explicar como começou o princípio contributivo no regime próprio dos servidores, Amarildo Vieira de Oliveira, Diretor-Presidente da Funpresp-Jud, explica as principais mudanças nas regras de aposentadoria trazidas pela EC 103/19, atualmente vigentes. 

Foram várias alterações, sendo que a última trouxe o aumento do tempo de contribuição e a redução nos valores dos benefícios, além da elevação da contribuição.

E, segundo Amarildo, novas reformas ainda estão por vir. Por isso, estar informado e se preparar para diferentes cenários é cada vez mais importante.

Dê o play e acompanhe mais um trecho da live “Reforma da Previdência: você está preparado para os impactos?”. 

Você também pode assistir à conversa completa no nosso canal do Youtube!

#anajustrafederal #funprespjud #reformadaprevidencia #previdenciacomplementar
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