Luciana Martins: a pintora que transformou a dor em cores

A arte da servidora aposentada do TRT18 será apresentada na Live Sarau desta sexta, 27.

Com uma paixão pela escrita desde a infância, Luciana Martins chegou a vencer concursos de redação e o desejo de escrever um livro era parte fundamental de sua identidade. No entanto, os desafios da vida a levaram por outros caminhos. Em sua trajetória, a arte se tornou a inesperada válvula de mudança, restaurando sua paixão e permitindo-lhe redescobrir a beleza da expressão criativa. A história de Luciana, servidora aposentada do TRT18, é um exemplo inspirador de como a expressão artística pode transformar vidas. 

“Sempre sonhei em escrever um livro, mas a vida me levou por caminhos diferentes”, compartilha Luciana. Após se formar em Letras pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), em Anápolis (GO), em 1990 passou no concurso para o Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT18). Em 2001, enquanto trabalhava na Vara de São Luís de Montes Belos, fez um curso de pintura a óleo. Flores e casebres eram os temas centrais das pinturas. 

– Luciana Martins

Entretanto, em 2002, a perda da filha Ana Clara, com apenas três dias após nascer prematuramente em decorrência de uma eclampsia, provocou uma reviravolta na vida pessoal e emocional de Luciana. 

O casamento não resistiu e a fibromialgia (doença reumatológica que afeta a musculatura e provoca dor) se instalou. As dores a limitavam e a conduziram duas vezes ao centro cirúrgico para operar o ombro e a coluna. Após anos de tratamento, se aposentou do serviço em 2018. “Nesse conflito todo fiquei 20 anos sem pintar”, disse. 

– Luciana Martins

No entanto, a arte entrou novamente em cena como a redescoberta de uma paixão e uma válvula de mudança, uma aliada valiosa em sua jornada de superação, após a morte do pai em 2022 e da mãe em julho deste ano. Desta vez, deixou de lado a tinta óleo e se debruçou na acrílica para se expressar por meio da arte abstrata, sem a busca da perfeição que tinha consigo mesma quando pintava arte figurativa. “A pintura tornou-se meu refúgio, onde posso expressar minhas emoções. É a hora em que me extravaso, fico leve, esqueço das dores.”

Após poucos meses de retornar, já obteve alguns reconhecimentos. Além de vender algumas telas, recebeu um convite para participar da revista internacional Arte e Estilo e de uma exposição no Rio de Janeiro. “O convite veio em meio ao luto da minha mãe e não consegui aceitar. Mas deixei claro meu interesse em participar no próximo ano”, afirmou.

– Luciana Martins

Após esse “renascimento”, o antigo desejo de ser escritora ressurgiu também: “Com a pintura, encontrei fôlego para escrever o livro que sempre sonhei. Quero expor tudo o que vivi, mas de uma forma romantizada, escrevendo crônicas sobre esses momentos”, revela. Sua jornada inspiradora é um testemunho do poder da arte em trazer cura e transformação para aqueles que ousam explorar sua criatividade e expressão pessoal.

Luciana Martins compartilhará sua arte na Live Sarau comemorativa ao Dia do Servidor, no dia 27/10, no Instagram da ANAJUSTRA  Federal. Acompanhe a partir das 18h (horário de Brasília). 

Arte na veia

Natural de Ouro Preto, tradicional cidade mineira reconhecida pela arte barroca, Luciana Martins também compartilha uma veia artística que percorre sua família. Seu avô tocava acordeão. “E ele aprendeu a tocar teclado com mais de 70 anos. Hoje, aos meus 56 anos, me pergunto: por que não seguir esse caminho e me reinventar?”, reflete ela. Esse amor pela música e arte também está se espalhando pela próxima geração. 

Para conhecer mais, siga o perfil da Luciana no Instagram.

– Luciana Martins

A filha de Luciana, Eloah, sonha em ser médica, mas também é violinista e uma entusiasta da arte. Além disso, sua neta de sete anos, Ana Laura, já demonstra interesse pela pintura. “Ela fala ‘vovó, vou ser artista como você’ e traz sua própria tela para colorir”, comenta orgulhosa. 

 

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A ANAJUSTRA Federal e a Funpresp-Jud convidam você para a live “O preço de não escolher: Previdência e os custos da inércia”.

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Nosso convidado, o professor e doutor em Finanças Comportamentais Jurandir Sell Macedo, vai mostrar como as mudanças demográficas pressionam a previdência pública e por que confiar que tudo continuará como antes é uma estratégia arriscada.

A conversa vai além do dinheiro: envelhecer bem depende de quatro capitais, o financeiro, o físico, o social e o intelectual. Porque o futuro não começa quando deixamos de trabalhar. Ele é construído, ou negligenciado, nas decisões que tomamos hoje.

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Ao longo de 2026, o calendário da ANAJUSTRA Federal celebra histórias de amizade que nasceram no Judiciário Federal e seguiram muito além do ambiente de trabalho.

Em novembro, conhecemos a história compartilhada por Micheline Moraes Aarão, do TRT-17. @trtespiritosanto 

Em 21 anos de Tribunal, Micheline passou por diferentes unidades, acumulou conhecimentos e construiu amizades que pretende levar para toda a vida. De cada lugar, deixou um pouco de si e carregou muito das pessoas que conheceu.

Uma trajetória marcada por laços que atravessam setores, cidades e fases da vida, mas permanecem unidos pelo carinho. 

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📚 Histórias que merecem ser contadas. E preservadas!

Recebemos com muita alegria um exemplar do livro Memórias da História da Justiça do Trabalho na Paraíba, de autoria do nosso associado Ocino Batista, servidor aposentado do TRT da 13ª Região. @trt13paraiba 

Na obra, Ocino percorre quatro décadas da história da Justiça do Trabalho na Paraíba, resgatando acontecimentos e experiências sob o olhar de quem acompanhou de perto essa trajetória.

E essa história com a literatura não é novidade por aqui! ❤️ Em março de 2021, contamos no nosso blog Espaço Cultural sobre sua estreia como romancista, com A Chegada da prima Vera, uma narrativa ambientada no sertão cearense.

Advogado, escritor e articulista, com publicações em diversos veículos de comunicação, Ocino segue transformando vivências e memórias em literatura.

Para nós, é uma alegria acompanhar e valorizar o talento dos nossos associados. E, desta vez, com um presente que também contribui para preservar a memória da Justiça do Trabalho.

👏 Parabéns pela obra, Ocino! E muito obrigado pelo carinho de compartilhar conosco mais esse capítulo da sua trajetória!

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