Cristina Gemaque, do TRT8, lança o livro “Diário de uma desconhecida”

Servidora do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (PA/AP) e associada da ANAJUSTRA Federal, Cristina Gemaque lançou na última sexta, 30/1, o livro “Diário de uma desconhecida”, uma obra híbrida com escrita intimista e fotografia, reunindo reflexões, memórias, cartas e imagens captadas no Brasil e em diferentes partes do mundo por ela mesma.
Com trajetória já conhecida pelos leitores do Espaço Cultural, Cristina transforma experiências pessoais em um mosaico sensível e provocador, reafirmando a arte como forma de expressão, memória e reflexão sobre o mundo contemporâneo.
Um diário que virou livro
A origem do livro está em um diário escrito de forma disciplinada entre 2016 e 2021. Ao longo desse período, ela registrou pensamentos sobre temas diversos — música, arte, amizade, disciplina, erro, perda, relações humanas e o modo como nos colocamos no mundo.
Algumas anotações são breves, quase aforismos; outras se estendem em reflexões mais profundas. Parte desses registros tem caráter autobiográfico, enquanto outros surgem como máximas e observações filosóficas, muitas vezes permeadas por leveza e humor.
Com o tempo, a autora percebeu que aquelas frases poderiam ganhar novos sentidos ao dialogar com imagens e textos mais longos, o que deu origem ao livro.
Cartas que atravessam gerações
Além do diário, a obra reúne cartas escritas para duas sobrinhas-netas, Letícia e Isabella, nascidas em um período marcado pela pandemia e por perdas familiares. As cartas funcionam como testemunhos afetivos de um tempo específico, registrando sentimentos, desejos e reflexões sobre a vida, a felicidade e a esperança.
Ao falar sobre a infância, Cristina recorre à imagem do jardim — espaço vivo, em constante transformação — para simbolizar o crescimento das crianças e a importância de preservar a memória do momento em que tudo começa.
Fotografia como linguagem complementar
A fotografia, outra grande paixão da servidora, é parte essencial do livro. As imagens não surgem como ilustrações literais dos textos, mas como pontes sensíveis entre palavra e imagem. Portas, janelas, cidades, detalhes arquitetônicos e cenas cotidianas aparecem como convites à interpretação do leitor.
Entre as fotos, há registros feitos em Belém e em outras cidades do mundo, algumas já expostas anteriormente e outras inéditas. Cada imagem contribui para o caráter visual e estético da obra, reforçando a ideia de que o livro também pode ser visto, contemplado e vivido.
Inspiração, diversidade e criação
Para Cristina, a inspiração nasce da diversidade: da leitura, das viagens, da arquitetura, da fotografia e das múltiplas identidades que cada pessoa carrega ao longo da vida. Essa multiplicidade se reflete no livro, que dialoga com diferentes referências culturais e artísticas, incluindo a literatura e o pensamento filosófico.
A escrita do diário — iniciada pouco tempo após a perda de sua mãe — também se revela como uma forma de elaboração da dor, da memória e das transformações pessoais, sem perder de vista os momentos de alegria, criação e descoberta.
Como comprar?
O livro pode ser adquirido diretamente com a autora pelo e-mail crisgemaque.fotos@gmail.com, pelo Instagram @cristina_gemaque_fotos ou via WhatsApp (91) 98118-1198.
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