Na Rua dos Ipês Amarelos: servidora escreve ficção histórica sobre a Segunda Guerra

A autora Liliam de Fátima Ribeiro, do TRT da 3ª Região, mergulha em narrativa que mistura realidade e ficção.

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Após receber a notícia da futura instalação de um museu da Força Expedicionária Brasileira em sua cidade natal, Maria São Pedro deixa Belo Horizonte para ser voluntária na fundação do lugar. Essa é a premissa da história criada pela associada Liliam de Fátima Ribeiro, filha do ex-combatente Álvaro Delcidio Ribeiro, que lutou durante a Segunda Guerra Mundial. “Meu pai é ex-combatente e nos contava muitas histórias do tempo que passou na Itália”, recorda.

A maior inspiração de Liliam foi seu pai e todas as histórias que ele contava sobre o período. “O livro é uma ficção, mas os dados sobre os pracinhas são verdadeiros, bem como as referências históricas sobre a guerra.” A produção do livro começou há bastante tempo, mas a servidora só pode se dedicar integralmente à escrita quando se aposentou, em 2014. Em 2018, a obra foi concluída e seu lançamento aconteceu no ano passado.

Essa é a primeira produção individual de Liliam, mas ela já escreveu outras narrativas e também participou de concursos de contos pelo Sindicado dos Professores de Minas Gerais e pelo TRT3. Além disso, a servidora também integra coletâneas de quatro concursos literários.

Na Rua dos Ipês Amarelos

A obra gira em torno da protagonista Maria São Pedro, filha de um ex-combatente e que retorna para a sua cidade natal com o intuito de ser voluntária do Museu da Força Expedicionária Brasileira. Durante suas pesquisas, Maria retoma um plano antigo de escrever sobre os ex-combatentes daquela cidade, incentivada pelas histórias que sempre ouvia de seu pai, em especial de um soldado que sofreu de estresse pós-traumático.

Em meio às buscas pelas histórias do passado, a protagonista descobre um diário de guerra escrito por ex-combatentes, em 1945. A partir desse momento, a narrativa se divide entre o presente e o passado, com uma história paralela, que se passa em 1944, nove dias antes dos convocados partirem para a Itália.

Ficou curioso para conhecer mais sobre essa aventura? O livro pode ser adquirido na Livraria e Sebo Rumo Novo, para os moradores de Varginha, ou através do site da Estante Virtual.

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Confira um trecho da obra:

A ansiedade por ouvir explicações sobre aquele ex-combatente, para logo desvendar o enigma que o diário se tornara, o mistério daquele pracinha de quem ninguém se lembrava, me impulsionava a entrar nos locais onde, do lado de fora, antevia possibilidades de informações concretas sobre o assunto, ou seja, procurava por pessoas certamente idosas, mais qualificadas para clarear memórias passadas.

Percorri a avenida quase toda, me encostando alguma vez, desanimada, me sentindo, quem sabe, um pouco ridícula ante as respostas desta classe: “Não, senhora, não me recordo de uma pessoa assim por aqui”, a palavra “senhora” aludindo ao fato de uma mulher que já não era nova, estar procurando por vestígios de pessoa mais remota ainda, numa manhã tão igual e provavelmente tão apressada de um dia qualquer da semana, não me lembro qual, mas, todavia, daquela vez, como de muitas outras, não me deixando enganar por minha breve imagem refletida nos vidros espelhados das lojas, compatível, seguramente, com o tratamento a mim dirigido, mas nunca com o que sentia interiormente, o que me fez erguer e seguir adiante, voltando às razões que me moviam a terminar minha história, a ter, finalmente, a coragem para concluí-la e além do mais agora que trazia junto comigo a pasta com a cópia do diário e também os nomes dos ex-combatentes gravados na memória.

Fonte: Livia Lino, da assessoria.

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📚✨ Um diário que atravessou o tempo e virou livro.

A associada da ANAJUSTRA Federal Cristina Gemaque, do TRT8, transformou memórias, reflexões e imagens em uma obra sensível e profunda: “Diário de uma desconhecida”.

Entre textos intimistas e fotografias feitas no Brasil e em diferentes partes do mundo, Cristina constrói um mosaico sobre arte, amizade, perdas, crescimento e a forma como nos colocamos no mundo.

O livro nasceu de anotações escritas ao longo de anos e ganhou novas camadas ao dialogar com imagens, cartas e lembranças. Há páginas que parecem sussurros. Outras, abraços. Algumas, perguntas que permanecem.

Uma obra que reafirma a arte como expressão, elaboração e esperança.

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Hoje celebramos o berço do samba e da bossa nova, cenário onde natureza e cidade se encontram em um abraço harmonioso entre o mar e a montanha.

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A proposta que regulamenta a data-base dos servidores do PJU e do MPU avançou mais uma etapa e agora está em votação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH).

De autoria da associada da ANAJUSTRA Federal, Marta Hungria Garcia, servidora do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, a iniciativa busca tornar obrigatória e periódica a revisão anual dos vencimentos, conforme previsto na Constituição.

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