Pedalando pelo Brasil

Ari Wagner Coelho é cicloviajante e conta mais detalhes das aventuras.

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De Paranaguá (PR) para o mundo! Para Ari Wagner Coelho, servidor aposentado pelo TRT9, não há obstáculos para viajar. Partindo sempre da cidade paranaense, sua residência fixa, ele escolhe o destino, faz um treino prévio e no dia agendado começa a viajar, a bordo de sua bicicleta.

Ser cicloviajante não foi uma atividade programada, mas depois que Ari começou a rodar por diversas cidades brasileiras, ele compreendeu que era a maneira ideal para aliar a vontade de conhecer outros lugares e fazer exercício, ao mesmo tempo.

“A primeira cicloviagem aconteceu em dezembro de 2014, em desafio aos familiares. Ocorre que anualmente minha família se reunia, a cada ano na casa de um dos seis irmãos. Quando surgiu a ideia de o encontro de 2014 acontecesse na casa do mano que reside em Salvador, os demais acharam difícil de comparecer posto que todos residem no Sul do país. Foi quando eu disse aos demais que iria, nem que fosse de bicicleta”, relembra Ari.

Ele não estava brincando e colocou o plano em prática, sem contar para ninguém. “Assim, marcou-se o encontro, e eu decidi cumprir o desafio. Comprei uma bike e fiz alguns treinamentos. No dia previsto, saí de madrugada, sozinho, escondido dos familiares, que desaprovavam a ideia e procuravam impedir-me de tamanha loucura, dada a distância de Paranaguá até Salvador, de aproximadamente 2.500 Km.”

Esta foi a primeira de outras cicloviagens realizadas. Ari já visitou Maringá (PR), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Brasília (DF) e a última foi Corumbá (MS). Por conta da pandemia, ele não fez nenhuma cicloviagem em 2020, mas as memórias da última ainda estão latentes e Ari conta como foi a viagem, no formato de relato.

Leia a seguir:

“A ideia de ir a Corumbá (MS) surgiu do convite feito por uma sobrinha que reside naquela cidade.
No final de setembro de 2019 iniciaram-se os preparativos, traçado do roteiro, verificadas as distâncias entre uma cidade e outra, revisão completa da bike, separação do equipamento, e condicionamento físico, consistente apenas em pequenas pedaladas locais para acostumar braços, pernas, corpo e as nádegas.

Estivesse na ativa, no TRT9, o início da viagem esperaria a entrada do recesso para não conflitar com o trabalho. A saída se deu no dia 09/12/2019, com foto no caranguejo de Paranaguá.  A 1ª etapa, com a subida da Serra do Mar a Curitiba foi longa e demorada, devido ao peso da bagagem e a baixa velocidade e cuidados com o fluxo intenso de veículos. A saída ocorreu às 6h e a chegada no Posto Pari, foi às 13h. Vencida essa primeira etapa, o pernoite se deu na Churrascaria Quinta, imediações de Campo Largo.

Em Ponta Grossa, começaram os problemas que até então não tinham se apresentado. Logo na saída de manhã, o primeiro furo de câmara de ar. No 21º Km adiante, rumo norte do Paraná, passado o pedágio, estourou uma câmara. Substituída esta, percebi que o pneu traseiro estava partindo. Sem pneu reserva, amarrei o local com a câmara que havia estourado e retornei 2 km até a lanchonete Pão de Queijo. Sem condições de retornar a Ponta Grossa para comprar novo pneu, saí à procura de um pneu usado nas casas de moradores das imediações e, por sorte, em uma delas, obtive um pneu já bem velho, mas que serviu direitinho no aro. Para evitar sobrecarga sobre o pneu traseiro, enjambrei um suporte na frente, com um martelo velho, e assim amarrei como deu, parte do equipamento que carregava. Com o pneu velho toquei até a localidade seguinte, onde pude comprar um pneu novo e seguir viagem.

No alto da Serra do Cadeado, logo depois do pedágio de Ortigueira, a corrente arrebentou. Emendei e segui a pedalada, até que, no início da próxima subida, ocorreu que o esticador de corrente quebrou e entrou nos raios, quebrando alguns. Tentei deixar a corrente direto, sem utilizar as marchas, mas não deu muito certo. Assim, tive que subir boa parte da Serra do Cadeado, cerca de 9 km, à noite, sem jantar, até chegar no alto onde tem um posto de combustíveis, por volta de 23h, local onde pernoitei e consegui me alimentar. Já no altiplano, cheguei à cidade de Mauá da Serra, onde renovei todo o conjunto de marchas, pneus, câmaras, raios, corrente, etc. A bike ficou zerada novamente.

Chegando a Maringá no 5º dia de pedal, descansei no sábado e domingo na casa de parentes. Como a distribuição de pesos deixou a bike mais estável, eu e meu cunhado Valdir usando uma chave de fenda grande como base, construímos um suporte para melhor acomodar a carga. De Maringá saí em direção a Paranavaí, porém saí do roteiro para visitar parentes em Paraíso do Norte, distante 40 Km. No dia seguinte retomei o roteiro chegando a Guairaçá, de onde segui rumo ao Norte passando por Terra Rica, Diamante do Norte, Primavera e Rosana.

Em Rosana (SP), fiquei um dia na casa de um primo, para descansar. Recebi a companhia de meu filho Felipe (20 anos), que dali em diante seguiu viagem comigo.

O calor era intenso, as distâncias eram longas. Passamos por Batayporã, Nova Andradina, Casa Verde, Nova Alvorada Do Sul, Anhanduí e Campo Grande.

Na região metropolitana de Campo Grande (MS), na cidade de Indubrasil, passamos a noite de Natal em uma pousada, onde nossa janta e ceia foi um panetone e uma sidra. Os proprietários da pousada festejavam o evento com familiares. Neste local, foi necessária nova troca de pneu da minha bicicleta, que por sorte, consegui numa borracharia, às 21 h do dia 24/12/2019.

No dia de Natal, retomamos o pedal, passando por Terrenos, Anastácio e Miranda. De Miranda a Corumbá, a distância é de mais de 220 Km, sem nenhuma outra cidade intermediária. Pernoitamos na cidade de Miranda, onde, em conversas, fomos advertidos por um caminhoneiro para que não ficássemos à noite na rodovia, pois havia o perigo de sermos atacados por onças, que era comum naquelas paragens. Disse ainda ter ouvido dos policiais da Polícia Rodoviária local que não raro encontram carcaças humanas destroçadas por esse tipo de animal.

Temerosos, saímos de Miranda às 4h da manhã, rumo a Corumbá. Pedalamos forte. Às 16h, sem café da manhã e sem almoço, só com lanche, chegamos a um posto da Polícia Ambiental, Buraco das Piranhas e ainda faltava mais de 50 Km até o próximo posto de combustíveis. Já havíamos pedalado por mais de 111 Km. Não havia mais condições de prosseguir, por medo de cair a noite e viramos carne pra onça. Resolvemos procurar uma região de pesqueiros, onde havia restaurante e pousada, distante 8 Km da rodovia. Seguimos por uma estrada sem pavimentação, seguidos por nuvens de pernilongos. Ou firmava a bike ou espantava os bichinhos.

Pernoitamos confortavelmente e retomamos a viagem no dia seguinte até a ponte do rio Paraguai. Nesse local, chegamos na casa de pescadores para pedir água. Não havia comércio de refeições, mas fomos convidados pelo sr. Zezinho, para almoçar com ele e seus amigos, pois estavam fazendo um cozido de peixe. Não deu pra recusar. Descansamos e ouvimos as cantorias nordestinas do sr. Zezinho ao som do triângulo que ele mesmo tocava no ritmo de suas canções.
Dali em diante seguimos até Corumbá.

Há que registrar que encontramos grande quantidade de animais mortos, cobra, anta, tatus, tamanduás, dentre outros. Fomos pegos por fortes temporais que nos obrigaram a parar, sem ter onde abrigar, apenas para evitar sermos jogados fora da rodovia. Nessa viagem ainda foi possível constatar o terrível desastre ecológico provocado por queimadas que assolaram a região e devastaram grande parte do Pantanal.”

Caso queira entrar em contato com Ari Wagner Coelho, envie e-mail para: ariwcoelho@gmail.com.

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