Servidora do TRT7 compartilha reflexão sobre maternidade

Jamille Ipiranga é autora de crônicas e artigos de opinião.

Com a proximidade do Dia das Mães, a maternidade se torna protagonista nas propagandas, publicidades e rende homenagens às mulheres. Para pensar a experiência da maternidade, a servidora do TRT7, Jamille Ipiranga, enviou um texto de sua autoria com percepções sobre a realidade, em diversas fases.

Para Jamille: “A maternidade é algo tão divino que esse compromisso é assumido no dia que a mulher se percebe mãe, podendo ser de filho biológico ou não, pois ser mãe é uma escolha, e não apenas uma imposição da natureza. Precisa desejar ser mãe.”

Confira o texto completo a seguir.

Maternidade – um protagonismo de amor e culpa

Ao falarmos de mãe, lembramos de amor, dedicação, carinho e zelo. Mas as mães lembram disso também? Ou melhor: elas lembram só disso? Na verdade, não. As mães vêm com uma missão quase impossível de cuidar de tudo e de todos. E como nem tudo sai como planejado, vem a frustração de não ter conseguido, vem a culpa por algo não ter dado certo. Os motivos que geram isso são de toda sorte: se o filho vai mal na escola, se está triste, se não conta pra ela o que acontece, se não sabe que curso escolher, se não decidiu a carreira, ou se decidiu e não está feliz com essa escolha; se casa mal ou se não casa, se volta pra casa depois de desfeito um lar. As mães têm a ousadia de achar que tudo é culpa delas, gerando uma carga de responsabilidades inimagináveis. Alegram-se imensamente com as vitórias dos filhos e se martirizam com os seus fracassos.

A maternidade é algo tão divino que esse compromisso é assumido no dia que a mulher se percebe mãe, podendo ser de filho biológico ou não, pois ser mãe é uma escolha, e não apenas uma imposição da natureza. Precisa desejar ser mãe.

É um contrato eterno, gratuito e fiel, onde os deveres são infinitamente superiores aos direitos. Esse contrato divino, que não tem dia, hora, doença, trabalho, compromisso, que impeça uma mãe de “acudir” um filho. Deve-se estar atenta para que esses super deveres maternais não se tornem em super direitos filiais, gerando nestes filhos a apatia de achar que tudo será super resolvido pela mãe.

Quando se fala da mãe, lembra-se logo da mãe de filhos pequenos. Parece até que as mães de jovens e adultos não têm a mesma importância. Se duvidar, tem até mais angústias como a dificuldade do “ninho vazio”. Já não tem a autoridade de outrora, em que bastava dizer um “sim” ou um “não” para definir o rumo das coisas. Agora não, tem que sugerir, e muitas vezes não ser ouvida. Faz parte da vida, da maturidade, inclusive das próprias mães, que tem que aceitar que os filhos crescem e tomam outros rumos, que as mães não tem mais o condão de educar, direcionar, mas continuam eternamente amando, cuidando e, inevitavelmente, se culpando…

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Ao longo de 2026, o calendário da ANAJUSTRA Federal celebra histórias de amizade que nasceram no Judiciário Federal e seguiram muito além do ambiente de trabalho.

Em novembro, conhecemos a história compartilhada por Micheline Moraes Aarão, do TRT-17. @trtespiritosanto 

Em 21 anos de Tribunal, Micheline passou por diferentes unidades, acumulou conhecimentos e construiu amizades que pretende levar para toda a vida. De cada lugar, deixou um pouco de si e carregou muito das pessoas que conheceu.

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📚 Histórias que merecem ser contadas. E preservadas!

Recebemos com muita alegria um exemplar do livro Memórias da História da Justiça do Trabalho na Paraíba, de autoria do nosso associado Ocino Batista, servidor aposentado do TRT da 13ª Região. @trt13paraiba 

Na obra, Ocino percorre quatro décadas da história da Justiça do Trabalho na Paraíba, resgatando acontecimentos e experiências sob o olhar de quem acompanhou de perto essa trajetória.

E essa história com a literatura não é novidade por aqui! ❤️ Em março de 2021, contamos no nosso blog Espaço Cultural sobre sua estreia como romancista, com A Chegada da prima Vera, uma narrativa ambientada no sertão cearense.

Advogado, escritor e articulista, com publicações em diversos veículos de comunicação, Ocino segue transformando vivências e memórias em literatura.

Para nós, é uma alegria acompanhar e valorizar o talento dos nossos associados. E, desta vez, com um presente que também contribui para preservar a memória da Justiça do Trabalho.

👏 Parabéns pela obra, Ocino! E muito obrigado pelo carinho de compartilhar conosco mais esse capítulo da sua trajetória!

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