Encantada pelas palavras, servidora do TRT6 se dedica à escrita poética

“Poesia é voar fora da asa”, para o poeta mato-grossense Manoel de Barros, que viveu quase 100 anos, e grande parte deles dedicado às letras. Esse encanto pela liberdade de criar também faz parte da vida da servidora do TRT6, Alveny Nascimento Neri que encontrou na poesia uma espécie de terapia.

“As palavras me encantam. Longe das pretensões, quero mesmo é tornar público algo que amo tanto fazer: escrever”, explicou. A escrita faz parte do cotidiano da servidora no Regional, mas ela afirma que são atividades distintas, já que em sua função a norma culta predomina. Mas, apesar de seguir as normas em seus textos e poemas, “sinto-me muito livre”, disse.

“Sempre fui atraída por leituras, livros e palavras. Escrever sempre foi  uma forma de expressar o que eu sinto.  E isso tornou-se uma prática quase que diária. Na verdade não há tempo e nem lugar para escrever. Ando com uma caderneta  e caneta em minha bolsa. Assim que a vontade surge eu começo a escrever. Todos os momentos da alma são registrados.”

Com mais de 235 poemas impressos, Alveny decidiu lançar um livro em 2017, e submeteu suas criações à correção e análise por uma amiga que é editora. “Não atuo profissionalmente. Até 2015 eu não pensava em publicar um livro, mas os amigos leitores me incentivaram.”

Inspirada por Clarice Lispector, Cecília Meireles e José Saramago, ela afirma que escreve “aquilo que sinto, o que vejo, o que me acontece. Às vezes retrato alguém com quem relaciono. Escrevo as minhas inquietações. Minhas ânsias. Tudo tem um significado e uma vivência”, disse.

Para Alveny, independente da tecnologia sempre haverá leitores para diversos gêneros literários e em qualquer época. “O que se tem a fazer é difundir a leitura a partir da infância à idade mais avançada adequando-a a modernidade e a suas tecnologias para que surjam leitores. Mesmo num mundo virtual, quem é leitor, não deixará de sê-lo. A poesia é um gênero literário de leitores raros, a meu ver. Mas enquanto ela tocar nossas almas, a poesia terá seu público cativo.”

Enquanto o livro não concretiza, é possível conhecer as poesias de Alveny logo abaixo. Confira!

Sinergia

Sinergia é o que precisamos.
Nos precisamos.
Somos uma unidade.
Um centro
Uma finalidade.
Somos
Energia.
Amantes da poesia.
Sem que tenhamos que entendê-la.
Somos amor
Que se busca
Que se põe.
Que se cria.
Somos força.
Realidade.
Estamos no agora.
Aguardando o sempre.
Somos até inocentes.
Acanhados.
Nos queremos.
Nos tivemos.
Com as delícias.
De tantos encontros.
De tantos sonhos.
Somos o que somos.
Tão verdadeiramente
Amantes de tudo
De nós.
Mas estamos sempre sós.

Tristeza

Sem que eu soubesse tua identidade
e que todos os teus movimentos me chamassem à atenção
Eu vi em ti tanta sensibilidade.
Tantas coisas a descobrir.
Vi teus olhos marejados
Li-os e os compreendi.
Querendo te dar um afago.
Vi lágrimas fáceis escorregando em  teu rosto.
Deixando-o molhado sobre tua pele
No convívio de tuas dores disfarçadas.
Via o teu nariz róseo
Sinalizando que estavas envolta de emoções.
Havia mistérios.
E ainda há.
Eu me apaixonei pela pessoa que saltou aos meus olhos tanto encantamento.
Tu ainda estás em mim.
E como estás!
Não consegui desvencilhar-me.
Acordo, durmo pensando em ti.
Como se houvesse ainda algum laço que nos prenda.
Tu estás a todo tempo ao meu redor.
Como se fora um espírito de luz.
Busco respostas irrespondíveis.
Vigio os meus passos para que eu não tropece mais uma vez.
Fico olhando a ermo.
Buscando sentido.
Eu já saí de ti, assim bem eu sei.
Como uma página virada.
Mesmo neste curto espaço de tempo.
Tempo? Ah! Esse tempo.
Não passa.
Não sei como te alcançar.
Somos duas estrangeiras
Dois enigmas.
Parecendo duas desconhecidas.
Nossas roupas retornaram aos nossos corpos
Como se nunca houvera saído.
Fico com pudor e acanhada.
Não há mais intimidade.
Não sinto mais tua pele.
Perdi tua tatuagem.
Ah! se eu pudesse voltar o tempo, esse não passa.
Sinto falta
Sinto saudade.
Como se eu pudesse sentir saudade de ti.
Tudo me é vazio.
Tua ausência me faz sofrer
E nada me é tão caro amar assim.
Alguém que não me quer mais.

Tua Sempre Tua

O amor que te sinto tem cheiro.
Tem prazer.
Tem amor que  se toca
Irradia.
Tem perfume
Tem desejo.
Tem vontade.
Tu que faz ser
O que te queres ser.
Sou tua.
Indescritivelmente tua.
Amante,
Sempre amante
Tua.
Tua
E sempre tua.

Vulcão

Pra quê poesia se o que sinto é tão real.
Se já  tive o despudor de teu corpo
Desbravando caminhos meus
De certo,  fugidios
Ou atalhos, até então desconhecidos.
No esplendor de quem se redescobre
Única e  tão fêmea.
E nos amamos.
Na intenção
E com toda intensidade.
Ostentando a felicidade
Como se fora uma eterna conquista.
Reverenciei o amor.
Brindei em tua boca
Toda paixão que eu me tinha.
Fui minha e tua
De uma só vez.
Vivendo todo o meu deleite.
E tu que me destes tanto regalo
Que vedes em  mim um vulcão adormecido.
Fez-me retirar  toda a  lava liquefeita
De dentro de mim
Como um magma em erupção
Quando me torno e me faço só tua.
Em nossos momentos mais íntimos.

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A ANAJUSTRA Federal e a Funpresp-Jud convidam você para a live “O preço de não escolher: Previdência e os custos da inércia”.

Quinta-feira, 12/11
19h
Canal da ANAJUSTRA Federal no YouTube

Nosso convidado, o professor e doutor em Finanças Comportamentais Jurandir Sell Macedo, vai mostrar como as mudanças demográficas pressionam a previdência pública e por que confiar que tudo continuará como antes é uma estratégia arriscada.

A conversa vai além do dinheiro: envelhecer bem depende de quatro capitais, o financeiro, o físico, o social e o intelectual. Porque o futuro não começa quando deixamos de trabalhar. Ele é construído, ou negligenciado, nas decisões que tomamos hoje.

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#ANAJUSTRAFederal #FunprespJud #Previdência #Aposentadoria #ServidorPúblico JudiciárioFederal
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Ao longo de 2026, o calendário da ANAJUSTRA Federal celebra histórias de amizade que nasceram no Judiciário Federal e seguiram muito além do ambiente de trabalho.

Em novembro, conhecemos a história compartilhada por Micheline Moraes Aarão, do TRT-17. @trtespiritosanto 

Em 21 anos de Tribunal, Micheline passou por diferentes unidades, acumulou conhecimentos e construiu amizades que pretende levar para toda a vida. De cada lugar, deixou um pouco de si e carregou muito das pessoas que conheceu.

Uma trajetória marcada por laços que atravessam setores, cidades e fases da vida, mas permanecem unidos pelo carinho. 

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📚 Histórias que merecem ser contadas. E preservadas!

Recebemos com muita alegria um exemplar do livro Memórias da História da Justiça do Trabalho na Paraíba, de autoria do nosso associado Ocino Batista, servidor aposentado do TRT da 13ª Região. @trt13paraiba 

Na obra, Ocino percorre quatro décadas da história da Justiça do Trabalho na Paraíba, resgatando acontecimentos e experiências sob o olhar de quem acompanhou de perto essa trajetória.

E essa história com a literatura não é novidade por aqui! ❤️ Em março de 2021, contamos no nosso blog Espaço Cultural sobre sua estreia como romancista, com A Chegada da prima Vera, uma narrativa ambientada no sertão cearense.

Advogado, escritor e articulista, com publicações em diversos veículos de comunicação, Ocino segue transformando vivências e memórias em literatura.

Para nós, é uma alegria acompanhar e valorizar o talento dos nossos associados. E, desta vez, com um presente que também contribui para preservar a memória da Justiça do Trabalho.

👏 Parabéns pela obra, Ocino! E muito obrigado pelo carinho de compartilhar conosco mais esse capítulo da sua trajetória!

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