A simplicidade das palavras de Antônio Gomes

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O jogo de palavras que buscam beleza e singularidade formam a escrita poética. O servidor do TRT18, Antônio Gomes Júnior lida com este dom há algum tempo. Com três obras já publicadas, “Palingenesia Poética” em 2000, em 2003 “A Gênese Segundo a Poesia” e finalmente em 2009 “Rastros”.

“Agora estou escrevendo também em prosa. Tenho uma obra de crônicas praticamente pronta. Não consegui ainda publicar”, revela o servidor artista.

Antônio busca alguma editora que possa facilitar a publicação de suas novas obras. “A intenção é que um dia eu tenha condições de levar a público essas histórias ingênuas que escrevo”, completa.
 

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UMA RUGA, UMA HISTÓRIA

        Eram dois bons compadres. Um era compadre do outro e o outro, compadre do um.  Genésio confiara sua caçula Gerusa ao primo Sivaldo que, por sua vez, solicitou os préstimos de Genésio para batizar o seu primogênito.

        Companheiros de longas datas. Desde o tempo em que trabalhavam juntos na lavoura, buscando na terra o néctar de suas subsistências. Muito tinham em comum. Não eram jovens, evidentemente. Traziam no rosto as marcas profundas de um tempo em que o homem do campo arrastava sofrido uma “navalha” ou uma “duas caras” ligada a um galho roliço de guatambu. A pele enrugada mostrava claro o sinal do verão camponês. As pernas já quase não obedeciam aos comandos do cérebro cansado. Os olhos não reluziam como n’outrora. Orelhas e nariz crescidos ostentavam fios de cabelos brancos e meio encaracolados. Os cabelos eram de algodão.

        Dedicaram uma vida inteira ao plantio e à colheita de gêneros alimentícios, fornecendo o de comer e beber às suas famílias e, o pouco que sobejava, vendiam no mercado urbano, a preço de banana, no tempo em que banana era vendida, mesmo, a preço de banana.

        Viviam ambos, agora, desfrutando de uma parca aposentadoria, na pequena cidade próxima à região que serviram por toda a vida. A casa, palco dos acontecimentos que serão narrados, era de Genésio; simples, evidentemente. Trazia em suas paredes carcomidas as marcas impiedosas do tempo. Cinco cômodos apenas, se contado o banheiro. Sala, cozinha, quarto e uma pequena despensa, onde eram guardados os produtos que serviam à alimentação. Havia, ainda, uma pequena área, com um fogão a lenha e uma bacia que era usada para lavar as roupas de algodão. Uma pequena cisterna abastecia a casa que não era servida pelos benefícios da água tratada. À noite serviam-se de um lampeão para iluminar o casebre. Os móveis, rústicos, naturalmente, eram espalhados em cada compartimento, obedecendo à ordem natural de uma decoração simples. O piso era de cimento grosso. Os vasilhames de alumínio brilhavam ao reflexo do sol que raiava por um pequeno furo no telhado.

        Ali viviam apenas Genésio e sua esposa, dona Sinhá, uma senhora muito piedosa e que trazia, em suas atitudes, gestos que denotavam um espírito de nobres valores. Um retrato de Nossa Senhora de Fátima enfeitava a parede da sala, deixando clara a convicção religiosa daquele casal de velhos. O quintal era espaçoso e ostentava uma vetusta mangueira que oferecia, de graça, sua guarida sombrosa àqueles anciãos, cujos filhos já haviam se casado e prestavam, por sua vez, a valiosa contribuição na lida ruralista.

        As visitas de compadre Sivaldo eram frequentes, já que este era viúvo e morava sozinho numa residência próxima, no subúrbio da pequena cidade. A grande mangueira era testemunha das longas recordações dos dois compadres, acompanhados da aprovação tácita de dona Sinhá.

        Era uma terça-feira, ainda pela manhã, quando Sivaldo oferece o ar de sua graça a seo Genésio e dona Sinhá. Encontrara o casal, como de costume, sentando num banco de madeira, recostado na velha e sombrosa mangueira. Um breve menear com a cabeça e um sinal com o polegar, indicando positivo, era o cumprimento dos velhos que já se entendiam a um breve olhar e o emanar de uma vibração de companheirismo. Nem mesmo uma palavra, ou um resmungado sequer, era necessário para a compreensão de todas as informações que se queriam passar um ao outro. Afinal de contas não foram poucas as experiências que passaram juntos.

        Sivaldo puxara uma banqueta de tábuas que repousava à sombra da grande mangueira. Acomodou-a no chão, num local onde não estaria em falso. Sentou-se.

        O tempo passava ali, como que alheio a todos os assuntos que dissessem respeito à correria a que nos obriga os tempos modernos. Inflação, alta do dólar, arrocho econômico, reforma fiscal, queda na bolsa de valores, globalização não estavam na pauta diária dos velhos companheiros.

        Nenhuma palavra, até então. E nem era preciso. A um leve sinal entendiam-se perfeitamente. Quantas experiências vividas juntas aqueles três personagens que ali se postavam! Inumeráveis vezes sentiram juntos o cheiro da terra que recebia, generosa, chuva farta à entrada da primavera. O arrozal tombando ao peso de graciosos cachos já presenciou histórias inenarráveis de renúncia e suor, que se misturavam à terra, trazendo-lhe fertilidade. O plantio e a colheita roubaram-lhes três quartos de suas vidas; entretanto trouxeram a sabedoria e a bagagem merecidas por aqueles aposentados que repousavam sob aquela frondosa mangueira.

        O sol quase a pino indicava que era chegada a hora de dona Sinhá preparar o almoço. A velha entendeu o gesto vagaroso de Genésio, que acendia, com um isqueiro de pedra, o seu cigarro de palha. Uma baforada no pito era correspondida por um atiçar da lenha, um sopro na cinza quente e o apontar da fumaça na chaminé de dona Sinhá.

        Os velhos compadres não trocavam uma palavra sequer, por absoluta desnecessidade, já que as cenas e os gestos eram por demais compreensíveis pelos companheiros de longas jornadas.

        A fumaça que lambia as paredes da chaminé de dona Sinhá trazia à lembrança dos compadres as tardes de inverno, no rancho de capim, no interior da mata bravia; quando o fogo impiedoso fazia em cinzas as árvores secas, derrubadas a golpes de machado. Tudo era triste e alegre ao mesmo tempo. Era triste a destruição da mata mas, por outro lado, alegre, já que a queimada não era, senão, o prenúncio de uma colheita farta e de uma tulha repleta.

        Um breve sorriso de Genésio, um olhar demorado e um menear de cabeça de cima a baixo, levavam Sivaldo de volta ao rancho no meio da mata. Nenhuma palavra. Somente gestos de perfeita sintonia entre os velhos lavradores que saboreavam a sombra da majestosa mangueira.

        O cheiro do arroz que frigia na panela de ferro de dona Sinhá era sinônimo de fartura nos tempos da vida dura no campo. O aroma de milho verde cozido, de feijão, farinha, farofa de abóbora, tudo estava gravado no psiquismo de nossos personagens. Um pedaço minguado de bife, que seria cuidadosamente dividido entre os três, relembravam-nos dos tempos da caça farta de capivaras e pacas na beira do riacho de águas límpidas.

        Um pequeno sinal de dona Sinhá significava comida à mesa, se é que existia mesa naquela casa modesta. O almoço a três, em silêncio, debaixo da velha mangueira. Após o repasto, uma sesta. Os velhos descansavam as pálpebras, enquanto recostavam a cabeça no tronco da árvore, sentados no singelo banco de madeira. Dona Sinhá dava brilho às suas vasilhas de alumínio com uma bucha de areia. O cantar de um pássaro no galho da árvore despertara Genésio, que acendera um cigarro de palha, que acordara Sivaldo.

        E as lembranças vinham à mente como se revivessem cada momento de um passado longínquo. De repente um sorriso que despontara dos lábios de Genésio encontrara ressonância no semblante de Sivaldo, que também sorrira timidamente. Ambos relembraram uma história, de certa forma cômica, que ocorrera com eles enquanto repousavam do almoço, na roça de uma mata recém derrubada. Resolveram deitar-se à sombra de um frondoso jatobá, enquanto faziam o “quilo”. Dormiram e somente despertaram com o cantar da juriti, que anunciava o pôr-do-sol.

        O tempo passava lentamente, sem compromisso. Um cigarro… e outro. Uma lembrança alegre, outra nostálgica. Cada fato era relembrado e como que vivido no semblante de cada um dos velhos lavradores. Um ronco estrondoso na barriga de Sivaldo era um despertador que anunciava três horas da tarde. Dona Sinhá acordara assustada no velho sofá da sala, onde havia recostado logo após o almoço. Já estou atrasada com o café, pensou. Levantou-se, apressadamente, cortou um pedaço de queijo, preparou um café colhido no quintal e o levou ao seu esposo e ao compadre. Um olhar repreensivo, e talvez irônico, de Genésio, deixava bem claro que o café da tarde estava fora de hora. Mais uma refeição, mais um tempo. Muitas lembranças. Dona Sinhá retornara ao interior da casa. O sol dá mostras de que é próximo o cair da tarde.

        E dormiram os velhos matutos. Somente os roncos se ouviam ao longe.

        De repente canta a juriti da tarde e ressonam os nossos personagens. Sivaldo toma a palavra pela primeira vez:

        ____ É, compadre, a prosa tá muito boa, mas eu já vou indo…
 

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