7 passos para o desequilíbrio financeiro

Consultor detalha atitudes dos servidores que levam ao endividamento.

Nem sempre ser servidor público é sinônimo de estabilidade financeira ou uma aposentadoria digna e segura, especialmente em tempos de sucessivas crises econômicas, falta de reajuste real dos salários e cortes cada vez maiores de direitos previdenciários.

Além disso, o servidor sabe que por contar com uma renda “estável”, ele tem acesso facilitado a linhas de crédito com taxas de juros bastante atraentes se comparadas às do mercado. É o caso do empréstimo consignado, modalidade em que o servidor pode comprometer até 35% do orçamento mensal.

Um estudo de 2018, do Serasa Experian, mostrou que 29% dos servidores federais e estaduais estavam inadimplentes sobre pagamentos de créditos consignados em dezembro de 2017. Ainda conforme a pesquisa, o endividamento é maior entre os homens: 31,7% estão inadimplentes. Entre as servidoras, 25,7%. A faixa etária com o maior percentual de servidores inadimplentes é entre 18 e 30 anos, com 37,3% das dívidas. Em segundo lugar, a faixa entre 31 e 35 anos.

Esses números nos levam a crer que o empréstimo consignado é o grande vilão da história, mas a verdade é que não é bem assim. Não fossem as contratações sucessivas, ele seria até uma boa alternativa para os funcionários públicos. Há longos anos acompanhando as complicações da vida financeira de muitos servidores, tendo a dizer que são sete as principais atitudes que os levam ao endividamento. As listo aqui:

1. Acreditar que a estabilidade financeira está garantida ao passar em um concurso. Há inúmeros fatores que desequilibram a paz financeira, entre eles, crises como a que estamos passando por conta da pandemia da Covid-19.

2. Crer na permanência vitalícia no emprego. Não se esqueça que podem ocorrer acidentes, problemas de saúde, mau desempenho, desídia, privatizações, extinções, reformas e você ficar sem o seu emprego e sua renda ser drasticamente reduzida.

3. Consumo desenfreado de créditos ou financiamentos parcelados. Aqui, o problema está essencialmente nas compras parceladas no cartão de crédito somadas às parcelas de um, dois ou mais empréstimos, o que cria um alto volume de dívidas, desequilibrando o orçamento.

4. Não levar em consideração os efeitos inflacionários que corroem lentamente o salário que você recebe. No Judiciário, isso é uma realidade que os servidores enfrentam há anos. 

5. Ter um estilo de vida incompatível com o orçamento. Acontece com muitas pessoas, especialmente, com aquelas que convivem com outras com uma conta bancária bem gorda.

6. Negligenciar a aposentadoria. Não fazer um bom planejamento futuro, criando reservas financeiras ou patrimônio que lhe dê segurança quando deixar de trabalhar é um enorme erro. Lembre-se que as reformas estarão sempre em voga e elas cortam cada vez mais direitos do funcionalismo. É preciso ser precavido.

7. Não adquirir conhecimentos financeiros. Por considerar seu padrão de vida estável, o servidor não costuma se dedicar ao tema e em horas cruciais não tem subsídios para tomada de decisão. Não deixe que isso aconteça com você. Há conteúdo sobre economia doméstica, investimentos e muitos outros temas disponíveis na internet. Se preferir, compre um curso, com mentoria.

Você se identifica com alguma destas atitudes e quer mudar isso? Eu posso te ajudar. Envie um e-mail para financas@anajustra.org.br e, nele, detalhe suas fontes de renda, dívidas, investimentos. Me conte também quais os sonhos que quer realizar que dependem da sua mudança de comportamento. Vamos fazer um diagnóstico da sua real situação financeira e criar um plano de ação personalizado para você.

José Carlos Dorte é consultor financeiro da ANAJUSTRA Federal

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A ANAJUSTRA Federal e a Funpresp-Jud convidam você para a live “O preço de não escolher: Previdência e os custos da inércia”.

Quinta-feira, 12/11
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Nosso convidado, o professor e doutor em Finanças Comportamentais Jurandir Sell Macedo, vai mostrar como as mudanças demográficas pressionam a previdência pública e por que confiar que tudo continuará como antes é uma estratégia arriscada.

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Em novembro, conhecemos a história compartilhada por Micheline Moraes Aarão, do TRT-17. @trtespiritosanto 

Em 21 anos de Tribunal, Micheline passou por diferentes unidades, acumulou conhecimentos e construiu amizades que pretende levar para toda a vida. De cada lugar, deixou um pouco de si e carregou muito das pessoas que conheceu.

Uma trajetória marcada por laços que atravessam setores, cidades e fases da vida, mas permanecem unidos pelo carinho. 

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