Estagnação econômica e seus reflexos

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José Carlos Dorte

Como dizia minha avó: “A fome e a sede põe a lebre a caminho”. Com este provérbio inicio meus comentários para uma síntese do momento em que vivemos.

Está em debate em todo país como dividir os recursos financeiros gerados pelos impostos pagos pelas empresas e pelo trabalhador, e a forma que esses recursos são utilizados.

De um lado, quem paga os impostos não suporta mais a carga tributária e, do outro, o cidadão espera ser atendido pelas instituições públicas com saúde, educação e transporte de qualidade. O que não acontece.

Chegamos a um momento que os direitos transcendem os deveres e os orçamentos, e para regularizar a situação todos deverão dar um passo atrás para reequilibrar as finanças do país.

A velha fórmula do tripé da economia: produção, consumo e renda, que sintetiza a dinâmica financeira de uma sociedade, foi atacada no cerne central, da crise de confiança. Quando não se confia, nada evolui e tudo para. A palavra crédito vem do latim “credere”, que significa crer e confiar. Estando o crédito cada vez mais restrito no mercado, as instituições optam por não atuar em momentos de crise.

Neste cenário, encontra-se nossos servidores, sem reajustes salariais e, grande parte, com altíssimos volumes de empréstimos, diante das limitações de crédito com as instituições financeiras. Para aqueles que estão nestas condições, a orientação é ter perícia e saber jogar, para não cometer erros e aumentar ainda mais as dificuldades alavancando o endividamento.

Alongar a dívida nem sempre é o melhor caminho. Esta tem sido uma prática para reduzir o valor da prestação, entretanto no final pode-se acabar pagando duas vezes o valor da dívida. Neste momento as taxas de crédito aumentaram em função das restrições a crédito e torna-se um perigo a vista.

Nossa recomendação é que caso opte em alongar, observe se as taxas são menores da que foi contratada na primeira operação, e não estique muito no prazo para não duplicar o valor final da dívida.

Busque outras opções de crédito para amenizar: penhor de joias, se desfazer de alguns bens, como, por exemplo, no caso de possuir dois ou mais veículos, que podem pesar no orçamento. Pode ser uma opção de melhorar o fluxo de caixa.

É possível ainda trocar um financiamento de veículo, cuja prestação está afogando o orçamento, por um consórcio. Neste caso, é importante observar as taxas de administração da empresa financiadora.

Outra opção é a liquidação dos créditos mais caros pelos mais baratos. Substituir o valor do cheque especial, cartões de crédito que tem taxas superiores a 13% ao mês por crédito consignado ou empréstimos pessoais com taxas inferiores.

Analise todas as despesas com um olhar voltado ao momento atual, eliminando aquelas que neste momento é possível para atravessar a crise. Antes da tomada de decisão reflita se não vai trazer prejuízos futuros. Por exemplo: abrir mão de um plano de saúde agora e ter que contratar depois, pagando mais caro. Além de não ter dinheiro e nem o plano, você ainda fica vulnerável a uma doença.

No caso de ter dois imóveis, apartamento e casa, sendo um financiado e outro quitado, cabe uma reflexão quanto ao orçamento, se é preciso ou não voltar atrás e se desfazer de algum deles. Existe a opção de morar naquele que foi quitado ou vender o quitado e liquidar o financiamento.

Ter foco nas soluções e não se iludir cortando despesas menores que em nada resolve e causando a miopia financeira é o principal. Todas as medidas para reequilibrar o orçamento são necessárias neste momento, porque não sabemos quanto tempo esta crise vai durar. Poderá ser passageira, no entanto, a sua extensão será mortal se nada não for feito.

José Carlos Dorte é consultor financeiro da ANAJUSTRA

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A ANAJUSTRA Federal e a Funpresp-Jud convidam você para a live “O preço de não escolher: Previdência e os custos da inércia”.

Quinta-feira, 12/11
19h
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Nosso convidado, o professor e doutor em Finanças Comportamentais Jurandir Sell Macedo, vai mostrar como as mudanças demográficas pressionam a previdência pública e por que confiar que tudo continuará como antes é uma estratégia arriscada.

A conversa vai além do dinheiro: envelhecer bem depende de quatro capitais, o financeiro, o físico, o social e o intelectual. Porque o futuro não começa quando deixamos de trabalhar. Ele é construído, ou negligenciado, nas decisões que tomamos hoje.

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Ao longo de 2026, o calendário da ANAJUSTRA Federal celebra histórias de amizade que nasceram no Judiciário Federal e seguiram muito além do ambiente de trabalho.

Em novembro, conhecemos a história compartilhada por Micheline Moraes Aarão, do TRT-17. @trtespiritosanto 

Em 21 anos de Tribunal, Micheline passou por diferentes unidades, acumulou conhecimentos e construiu amizades que pretende levar para toda a vida. De cada lugar, deixou um pouco de si e carregou muito das pessoas que conheceu.

Uma trajetória marcada por laços que atravessam setores, cidades e fases da vida, mas permanecem unidos pelo carinho. 

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📚 Histórias que merecem ser contadas. E preservadas!

Recebemos com muita alegria um exemplar do livro Memórias da História da Justiça do Trabalho na Paraíba, de autoria do nosso associado Ocino Batista, servidor aposentado do TRT da 13ª Região. @trt13paraiba 

Na obra, Ocino percorre quatro décadas da história da Justiça do Trabalho na Paraíba, resgatando acontecimentos e experiências sob o olhar de quem acompanhou de perto essa trajetória.

E essa história com a literatura não é novidade por aqui! ❤️ Em março de 2021, contamos no nosso blog Espaço Cultural sobre sua estreia como romancista, com A Chegada da prima Vera, uma narrativa ambientada no sertão cearense.

Advogado, escritor e articulista, com publicações em diversos veículos de comunicação, Ocino segue transformando vivências e memórias em literatura.

Para nós, é uma alegria acompanhar e valorizar o talento dos nossos associados. E, desta vez, com um presente que também contribui para preservar a memória da Justiça do Trabalho.

👏 Parabéns pela obra, Ocino! E muito obrigado pelo carinho de compartilhar conosco mais esse capítulo da sua trajetória!

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