DE OLHO EM BRASÍLIA 

Reajuste e novo AQ: avanço necessário, mas longe do ideal 

Assessor parlamentar da ANAJUSTRA Federal, Roberto Bucar diz que a luta por valorização deve continuar. 

Plenário do Senado Federal. Jefferson Rudy/Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou, na quarta-feira (26), o PL 4.750/2025, de recomposição salarial dos servidores do Poder Judiciário da União (PJU), e o PL 3.084/2025, de atualização das regras do Adicional de Qualificação (AQ).  

O PL 4.750/2025 estabelece um reajuste de 8%, dividido entre julho de 2026, 2027 e 2028. Embora positivo, o valor está muito aquém das perdas inflacionárias acumuladas desde 2019, que ultrapassam 30%. 

Repito, em outras palavras. A recomposição salarial mitiga parte da corrosão dos últimos anos, mas não repõe integralmente as perdas e tampouco inaugura uma nova fase de valorização. É o mínimo para impedir que a carreira continue se deteriorando. 

E sobre a reformulação do Adicional de Qualificação (AQ) é preciso dizer com clareza: o AQ estava completamente defasado, sem qualquer reestruturação por muitos anos, enquanto o benefício para outras carreiras avançou. O salto atual é necessário, mas também revela o abandono prolongado da política de valorização. 

Atenção permanente 

A carreira do PJU exige atenção contínua — não apenas correções esporádicas. A categoria não pode mais ser tratada como coadjuvante na estrutura que sustenta a Justiça brasileira. Não se constrói eficiência, modernização ou cidadania sem gente. E gente qualificada e dedicada precisa ser valorizada de forma real, contínua e estrutural. 

Este momento não encerra uma luta; ele reforça a urgência dela. 

A categoria deve ser manter mobilizada, atenta e firme. Porque quem garante o funcionamento da Justiça merece muito mais do que reajustes fragmentados — merece reconhecimento pleno, respeito institucional e uma política salarial à altura da importância do seu trabalho. 

Um conclame a favor do funcionalismo - Na coluna "De olho em Brasília" deste mês

De Olho em Brasília

Os bastidores da política brasileira, no que diz respeito ao funcionalismo público, são pauta da coluna mensal “De Olho em Brasília”, do assessor parlamentar, Roberto Bucar. 

O material é um serviço de informação ao associado que fica por dentro de tudo o que é de interesse e o que há por trás da aprovação ou rejeição de matérias legislativas. 

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Ao longo de 2026, o calendário da ANAJUSTRA Federal celebra histórias de amizade que nasceram no Judiciário Federal e seguiram muito além do ambiente de trabalho.

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Em 21 anos de Tribunal, Micheline passou por diferentes unidades, acumulou conhecimentos e construiu amizades que pretende levar para toda a vida. De cada lugar, deixou um pouco de si e carregou muito das pessoas que conheceu.

Uma trajetória marcada por laços que atravessam setores, cidades e fases da vida, mas permanecem unidos pelo carinho. 

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