Por trás das cortinas

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Roberto Bucar, assessor parlamentar da ANAJUSTRA Federal.

*Por Roberto Bucar

Agosto chegou ao fim e algumas coisas ficaram mais claras neste mês que, pela sabedoria popular, costuma trazer alguns desgostos. Para os servidores, um desses desfortúnios tem nome: reforma administrativa. 

Na semana passada, surpreendentemente – mas nem tanto, se considerarmos a insistência do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), em favor do tema, foi noticiado que a proposta seria encaminhada ao Congresso Nacional em até 60 dias. Mais precisamente, em outubro. 

O rumor surgiu após negociação do governo com parlamentares do Centrão (PP, PL, Republicanos, Solidariedade, PTB, PSD, MDB, DEM, PROS, Avante e Patriota) e a ideia é que a tramitação comece na Câmara dos Deputados que confirmou o veto do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao reajuste do funcionalismo, depois da derrubada dele no Senado. 

Esse toma lá dá cá, nos faz pensar: falta realmente articulação entre governo e Congresso e a cada hora a balança pende para um lado? A articulação é tão grande que todas as notícias sobre o adiamento da reforma administrativa não passaram de jogo político? 

Eu era um dos que apostavam que a proposta de novas regras para o funcionalismo brasileiro não seria apresentada em 2020, mas o cenário que se desenha para os próximos 60 dias é a consolidação da base do governo para iniciar a tramitação, debate e votação da matéria, junto com a pauta econômica e as eleições.  

Lembrando que a vitória do governo na Câmara deu força e fôlego a Maia, o maior defensor da reforma administrativa. Astuto e eloquente, ele vende bem a ideia de que é essencial aprovar a medida para melhorar o serviço público no Brasil. 

A mídia, que sempre se posiciona contra os servidores, comprou totalmente essa versão e vem colocando isso na cabeça das pessoas em várias e várias publicações. Uma delas, divulgada pelo jornal Folha de São Paulo no último dia 24/8, revelou que entre as 10 ocupações mais bem pagas no Brasil, 6 estão no setor público –4 delas entre as “top 5”. 

Nesta lista, estão ministros e procuradores, além de diplomatas, “que só perdem em remuneração para donos de cartórios, com renda média mensal acima de R$ 100 mil.” 

Arrisco dizer, no entanto, que essa realidade atinge uma parcela mínima do funcionalismo e, depois de ler toda a matéria, me perguntei: os jornalistas sabem disso e não questionam a parcialidade destes dados? Me perguntei também: todos os servidores devem ser punidos por conta de uma parcela? E mais: os trabalhadores privados não deveriam ganhar mais ao invés de querermos que os públicos ganhem menos? 

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A coluna “De Olho em Brasília” é um serviço mensal oferecido pela assessoria parlamentar da ANAJUSTRA. Confira todas as anteriores na página especial. Dê sua opinião, tire dúvidas e sugira assuntos pelo e-mail ass_parlamentar@anajustra.org.br.

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A ANAJUSTRA Federal segue atuando de forma firme na defesa da valorização dos servidores de todo o Poder Judiciário da União.

Em reunião com a Associação, nesta quinta-feira, 29/1, o presidente do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que pretende implementar o Adicional de Qualificação de forma quase imediata e também avançar na regulamentação da licença compensatória.

Segundo o ministro, ambas as medidas serão implementadas após o recebimento dos cálculos de impacto orçamentário a serem encaminhados pelos tribunais. Na ocasião, ele reafirmou o compromisso de tratar magistrados e servidores de forma isonômica ao longo de sua gestão.

A ANAJUSTRA Federal acompanha de perto os desdobramentos e reforça seu compromisso com a valorização dos servidores.

Leia a notícia completa no site da ANAJUSTRA Federal
🔗 anajustrafederal.org.br (na bio)

📸 Na foto, o Presidente do CSJT, ministro Vieira de Mello Filho, ao lado da representante e do presidente da ANAJUSTRA Federal, respectivamente, Janedir Lopes Morata (à esquerda) e Antônio Carlos Parente (à direita).

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ESPAÇO CULTURAL | Talento do Judiciário Federal

O servidor aposentado do TRT3 Ricardo dos Reis lançou o CD Acender o escuro, apagar a solidão, já disponível nas principais plataformas digitais.

O álbum reúne canções autorais que transitam entre a MPB e a poesia, abordando temas como afeto, tempo e sensibilidade no cotidiano. Com formação em Letras e Educação Musical, Ricardo une palavra e música em uma trajetória que segue ativa também após a aposentadoria.

📖 Leia a matéria completa no blog Espaço Cultural da ANAJUSTRA Federal.

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