STJ encerra primeiro semestre com mais de 260 mil novos processos
Para o ministro Herman Benjamin, presidente do STJ, o balanço estatístico…
Membros do Laboratório de Inovação da Justiça Federal da 1ª Região (LAB JF1) participaram da primeira oficina presencial no espaço criativo localizado na sede do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília. O encontro aconteceu na manhã de quarta-feira, 5/10, e teve como motivação traçar os esboços do funcionamento do laboratório a partir da futura formação de um primeiro protótipo, reunindo ideias em torno de compreender a situação atual do processo de inovação na 1ª Região.
Focados na técnica do design thinking (DT) e sob a condução da juíza federal em auxílio à corregedoria regional da 1ª Região, Maria Cândida Carvalho de Almeida, os participantes começaram o encontro resgatando os conceitos que juntos aprenderam durante formação coletiva para pensar a atual e a nova estrutura da inovação na JF1 e também apresentar e trabalhar em uma proposta mais direcionada às necessidades da 1ª Região.
“Essa é a primeira oficina que realizamos após a capacitação, que foi feita com o intermédio do TRF 3ª Região, e estamos hoje fazendo essa oficina exatamente para construir o nosso laboratório”, afirmou a juíza federal Maria Cecília. “A ideia é que tenhamos encontros periódicos para receber as ideias, dar as respostas e, acima de tudo, manter o laboratório ativo e em expansão. E difundir a cultura”, reforçou.
Foco no usuário
“O design thinking tem como centro a pessoa humana”, lembrou a juíza federal e condutora da oficina Maria Cândida ao falar sobre os princípios desse processo de trabalho, que esteve presente na formação dos membros. Nesse sentido, salientou a magistrada, é como se, ao pensar na elaboração de um produto, a primeira preocupação dos que produzem estivesse, antes de mais nada, na experiência final do usuário, em como aquele produto é por ele utilizado.
“A ideia da inovação é a gente colocar lentes para poder ver as coisas de forma diversa. E um dos pontos é conseguir colocar os nossos usuários no centro de todo esse processo. Então o usuário, quando chega à Justiça, ele sente que é um ambiente muito intimidante, às vezes não entende direito, acha que aquilo é muito distante”, explicou. “Mas quando a Justiça começa a repensar todos os seus procedimentos colocando o ponto de vista do usuário no centro, nós o acolhemos e ele tem todas as condições de receber mais justiça”, esclareceu, afirmando que isso vale tanto para a área fim, de atendimento ao jurisdicionado, quanto para o usuário interno que precisa do Tribunal para desenvolver o seu trabalho.
Também o juiz federal Roberto Veloso, coordenador do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes do TRF1 (Nugep), falou sobre a importância de se pensar a partir dessa perspectiva. “Essa iniciativa que foi tomada com a criação do laboratório da 1ª Região é importantíssima. Primeiro porque há uma demanda: a correição que está sendo realizada agora na Primeira Instância, por exemplo, detectou que há um problema no atendimento ao usuário”, apontou o magistrado. “O laboratório de inovação pode ajudar na solução desse problema. Além de outros tantos que podem surgir e o laboratório está aqui para ajudar”, frisou.
A dinâmica no laboratório
Para cada dinâmica, uma nova possibilidade criativa de utilizar o ambiente a favor da exposição de ideias: o espaço físico do LAB JF1, inaugurado em abril deste ano, foi fundamental para o melhor desenvolvimento das propostas e discussões na oficina.
A juíza federal Maria Cecília destacou que o espaço é um ambiente absolutamente fluido, informal.
O LAB JF1 funciona ainda com um forte princípio de horizontalidade, em que todos os membros possam ter a mesma abertura para expor ideias e propor caminhos e soluções para os problemas apresentados. A juíza federal Maria Cândida lembrou que o laboratório trabalha com o conceito de colaboração radical, em que não importa o cargo naquele momento, porque qualquer pessoa pode ter uma boa ideia e, para que ela seja coletiva, tem que ter a participação de todos.
É por isso também que tanto magistrados quanto servidores de diversas áreas do Tribunal compõem o atual laboratório. “É uma oportunidade maravilhosa de poder ter pessoas de áreas distintas, poder compartilhar conhecimentos distintos, cada um com seu propósito e, quando se juntam, vira um propósito único e daí surge a inovação”, afirmou um dos membros do laboratório, o diretor da Divisão de Sistemas do Tribunal, Leandro Franco Villar.
“Só o fato de a gente ter esse momento para parar e pensar em melhorias, resolução de problema e unir diversas ideias, diversos pensamentos para formar um único propósito que é o de melhorar os serviços e atender melhor o cidadão é um grande ganho”, concluiu.
Novo encontro será marcado para a primeira quinzena de novembro, quando o grupo se prepara para sugerir um primeiro protótipo para o funcionamento do LAB JF1, aproveitando tudo o que foi possível levantar nessa primeira oficina, que envolveu inclusive um mapa de jornada com um primeiro “diagnóstico” da situação atual da inovação e a percepção de onde estão as dificuldades e as oportunidades no funcionamento atual.
Um protótipo para uma página online on-line do LAB JF1 também deve ser discutido na próxima oficina.
Participaram desse primeiro encontro também o juiz federal Newton Ramos e os servidores Adriana (Asfaj), Marcos (Cogep), Fábio João (Secor), Roberto Barrense (Covip), Sérgio Faria Lemos (Asfaj) e Verônica Azambuja (Nuibi).
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