RESOLUÇÃO 207/15

CNJ aprimora coleta de dados sobre saúde mental no Judiciário

O intuito é combater a subnotificação dos casos e permitir uma melhor análise por perfil de risco.

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, na terça-feira (20/5), alterações na Política de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores do Poder Judiciário para refinar o diagnóstico da saúde mental. O intuito é combater a subnotificação dos casos e permitir uma melhor análise por perfil de risco.  

7ª Sessão Ordinária do CNJ de 2025.

As mudanças no anexo da Resolução CNJ n. 207/2015 foram propostas a partir do Acompanhamento de Cumprimento de Decisão 0003117-28.2020.2.00.0000 e apresentadas na 7.ª Sessão Ordinária de 2025 do CNJ. Segundo o relator, conselheiro Guilherme Feliciano, os dados colhidos pelo CNJ sobre a saúde mental de magistrados, magistradas, servidores e servidoras se mostravam distantes dos números apresentados por associações que coletam informações a partir da autodeclaração.  

“Para se ter uma ideia, a Associação Cearense dos Magistrados trouxe a informação de que 78% dos juízes daquele estado estavam relatando sofrer de ansiedade, nervosismo ou depressão. E o Censo do Poder Judiciário apresentou um cenário em que 58,5% dos magistrados brasileiros se autodeclararam com estresse e 56,2% com quadros de ansiedade”, explicou Feliciano, que preside o Comitê de Atenção Prioritária à Saúde de Magistrados e Servidores. 

O conselheiro mencionou que, no ano de 2023, o levantamento do CNJ registrou apenas 69 magistrados afastados por doenças relacionadas a transtornos de ordem mental e comportamental. “Esse número representaria menos de 0,5% do total de 18.642 juízes em atuação no Brasil”, observou.  

Após análises sobre os dados disponíveis, o comitê chegou à conclusão de que a discrepância nos números se explicava pelo fato de que as buscas estavam sendo feitas para afastamentos com mais de 30 dias. “Dessa forma, identificamos um outro cenário igualmente problemático: o estigma. Magistrados e servidores não pedem licenças para além dos 30 dias exatamente para não terem o estigma do transtorno mental ou do transtorno comportamental”, avaliou. 

Coleta de dados 

Com as mudanças aprovadas pelo CNJ, haverá um refinamento do mecanismo de coleta de dados dos setores médicos. 

A primeira proposta envolve uma segmentação etária nas informações sobre a realização do exame periódico de saúde de magistrados e servidores. “A segunda alteração prevê as desnecessidades de coleta de algumas variáveis porque, no atual estágio tecnológico, o próprio CNJ tem acesso direto a esses dados por meio do Módulo de Pessoal e Estrutura Judiciária Mensal do Poder Judiciário (MPM)”, enumerou o conselheiro.   

“Foi proposta ainda a melhoria da gestão do absenteísmo por doenças de magistrados e servidores, de tal maneira que o acesso a dados analíticos sobre a ocorrência de afastamentos vai considerar, além da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (Cidis), os respectivos dias de ausência, mesmo que esses não ultrapassem os 30 dias. Portanto, se houver um dia apenas, já teremos essa informação”, reforçou Feliciano. 

O conselheiro pontuou ainda que haverá levantamento de informações detalhadas sobre sexo, faixa etária do paciente, grau de jurisdição, de atuação e lotação, se atua na área de apoio direto ou indireto à atividade judicante e se o servidor está em regime de trabalho presencial, híbrido ou remoto. “Esses dados são relevantes para termos um desenho mais exato da realidade da saúde mental dos juízes e servidores do nosso Poder Judiciário”, explanou. 

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A Black Friday chegou e, com ela, uma enxurrada de ofertas que mexem com nossos gatilhos emocionais.

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Hoje foi um dia histórico para os servidores do Poder Judiciário da União!

O Senado aprovou o reajuste salarial em três parcelas (2026, 2027 e 2028) e também as novas regras do Adicional de Qualificação (AQ) — dois avanços que fortalecem a carreira e valorizam quem faz a Justiça acontecer todos os dias.

Agora, os projetos seguem para sanção presidencial.

Seguimos juntos — por mais conquistas, mais reconhecimento e mais futuro para os servidores do Judiciário. 💪✨

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🚨 APROVADOS NA CCJ!
Os servidores do Poder Judiciário deram mais um passo rumo à valorização da carreira.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou hoje:

🔹 PL 4750/2025 – Reajuste salarial em 3 parcelas
🔹 PL 3084/2025 – Novas regras do Adicional de Qualificação (AQ)

Ambos receberam parecer favorável e agora seguem para votação em Plenário.

A ANAJUSTRA Federal acompanha cada movimento das matérias — e segue na defesa de um Judiciário mais forte e valorizado.

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Boa notícia: os projetos da recomposição salarial e do Adicional de Qualificação (AQ) avançaram no Senado e foram incluídos na pauta da CCJ desta quarta, 26/11.

Agora, a sua participação é essencial! 🔵
O Senado abriu enquetes públicas para os dois PLs — e cada voto conta como força política para a aprovação.

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