Innovare anuncia vencedores de 2025 em solenidade no STF

Iniciativa tem como objetivo aprimorar o sistema de Justiça brasileiro.

A 22ª edição do Prêmio Innovare foi entregue na manhã desta quarta-feira (3), em cerimônia realizada no Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa busca identificar, divulgar e difundir práticas inovadoras que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil.

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, e outros ministros da Corte participaram da solenidade.

Esta edição recebeu 702 inscrições de nove estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pará, Ceará, Mato Grosso e Distrito Federal. Os integrantes da comissão julgadora avaliaram as iniciativas indicadas para homenagem nas categorias Tribunal, Juiz, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia, Justiça e Cidadania, Destaque e CNJ.

As práticas premiadas abordaram temas diversos, como o uso da aviação privada para transporte de órgãos destinados a transplantes, o acordo de repactuação no processo do rompimento da barragem de Mariana (MG), o acesso afirmativo racial à magistratura e a prevenção de atos de violência por meio do monitoramento de redes sociais e plataformas digitais.

Destaques

Na categoria Destaque de 2025, com o tema “Tecnologia e eficiência na Justiça”, o prêmio foi concedido à Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo pelo trabalho “Conexão Familiar – Visitas Virtuais Mulher”. Desenvolvido pela Polícia Penal, por meio da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania do Estado de São Paulo, o projeto viabiliza a comunicação virtual entre pessoas privadas de liberdade e seus familiares. Criado durante a pandemia de Covid-19, o Conexão Familiar obteve resultados tão positivos que se tornou política permanente, com expansão para hospitais de custódia e estabelecimentos penais femininos.

Categoria CNJ

O Curso de Acesso Afirmativo Racial à Carreira da Magistratura, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), foi o vencedor da categoria CNJ, cujo tema era “Equidade Racial”. Desenvolvido em parceria com a Escola da AJURIS, o curso busca preparar de forma completa e gratuita candidatos negros e indígenas para concursos da magistratura. Por meio de uma plataforma de educação a distância, o programa oferece ensino jurídico, suporte emocional e mentorias com magistrados experientes, visando não apenas ao preparo acadêmico, mas também ao fortalecimento dos candidatos diante das adversidades do processo seletivo.

Categoria Tribunal

O Acordo de Repactuação de Mariana, conduzido pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), recebeu o prêmio da categoria Tribunal. A iniciativa promoveu um acordo multilateral e interfederativo firmado por entidades do poder público e empresas, com o objetivo de solucionar de forma definitiva os danos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 5 de novembro de 2015. O acordo buscou evitar a contínua judicialização e a litigiosidade do processo de reparação.

Categoria Juiz

Na categoria Juiz, o prêmio foi concedido ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte (TJRN) pelo projeto Escritores do Cárcere, que incentiva pessoas privadas de liberdade a escrever sobre suas vivências, conflitos e trajetórias, produzindo livros e cartas que ressignificam suas experiências. Desde 2012, a iniciativa já acompanhou a criação de mais de dez obras, algumas delas publicadas, e se tornou referência na historiografia do sistema prisional do estado. O projeto também promove atividades de contação de histórias relacionadas à realidade carcerária.

Categoria Ministério Público

Na categoria Ministério Público, o vencedor foi o projeto “Precisamos falar de violência extrema”, desenvolvido pelo Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE) do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Com foco na proteção de crianças, adolescentes e idosos contra a violência extrema e o discurso de ódio, o projeto, também conhecido como Sin@is, busca prevenir atos de violência por meio do monitoramento contínuo de plataformas digitais e redes sociais. Além disso, adota uma abordagem multidisciplinar de apoio e intervenção, com destaque para a atuação do Ministério Público como órgão articulador. A prática foi criada em resposta ao aumento da violência e à radicalização juvenil impulsionada pela internet.

Defensoria Pública

A prática “Defensoras Populares”, da Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), foi premiada na categoria Defensoria Pública. A iniciativa enfrenta o analfabetismo jurídico estrutural, gerado socialmente pelo racismo, pela desigualdade e pela marginalização dos territórios populares, formando lideranças comunitárias que atuam como agentes da Justiça em suas regiões. Em três núcleos regionais, Fortaleza, Cariri e Sobral, abrangendo 16 cidades, cem mulheres foram selecionadas para receber informações sobre o funcionamento do sistema de Justiça e colaborar com relatos sobre vulnerabilidades emergentes de suas comunidades.

Categoria Advocacia

Vencedor da categoria Advocacia, o projeto “Procurando Saber”, da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, promove o encontro direto entre procuradores e estudantes da rede pública. Por meio de linguagem simples, jogos e dinâmicas interativas, a prática estimula o pensamento crítico e aproxima os jovens do funcionamento do sistema de Justiça. A experiência permite que os estudantes percebam possibilidades de participação e questionamento, enquanto os procuradores desenvolvem maior sensibilidade social e compreensão dos impactos concretos das políticas públicas.

Categoria Justiça e Cidadania

Na categoria Justiça e Cidadania, o prêmio foi concedido ao Programa TransplantAR, que utiliza a aviação privada a serviço da sociedade para captar órgãos humanos destinados a transplantes. Em uma parceria, o Instituto Brasileiro de Aviação (IBA), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e o Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, unem forças para agilizar o processo de resgate e transplante de órgãos na cidade. O programa mobiliza proprietários de aeronaves privadas a disponibilizar um voo por mês, fortalecendo a logística de captação e transporte de equipes médicas e órgãos para transplante.

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📚 Histórias que merecem ser contadas. E preservadas!

Recebemos com muita alegria um exemplar do livro Memórias da História da Justiça do Trabalho na Paraíba, de autoria do nosso associado Ocino Batista, servidor aposentado do TRT da 13ª Região. @trt13paraiba 

Na obra, Ocino percorre quatro décadas da história da Justiça do Trabalho na Paraíba, resgatando acontecimentos e experiências sob o olhar de quem acompanhou de perto essa trajetória.

E essa história com a literatura não é novidade por aqui! ❤️ Em março de 2021, contamos no nosso blog Espaço Cultural sobre sua estreia como romancista, com A Chegada da prima Vera, uma narrativa ambientada no sertão cearense.

Advogado, escritor e articulista, com publicações em diversos veículos de comunicação, Ocino segue transformando vivências e memórias em literatura.

Para nós, é uma alegria acompanhar e valorizar o talento dos nossos associados. E, desta vez, com um presente que também contribui para preservar a memória da Justiça do Trabalho.

👏 Parabéns pela obra, Ocino! E muito obrigado pelo carinho de compartilhar conosco mais esse capítulo da sua trajetória!

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