TSE autoriza preenchimento de 398 cargos efetivos na Justiça Eleitoral
Os maiores quantitativos de vagas estão no TRE de São Paulo, no TRE de Minas…
Iniciativa tem como objetivo aprimorar o sistema de Justiça brasileiro.
A 22ª edição do Prêmio Innovare foi entregue na manhã desta quarta-feira (3), em cerimônia realizada no Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa busca identificar, divulgar e difundir práticas inovadoras que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil.

O presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, e outros ministros da Corte participaram da solenidade.
Esta edição recebeu 702 inscrições de nove estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pará, Ceará, Mato Grosso e Distrito Federal. Os integrantes da comissão julgadora avaliaram as iniciativas indicadas para homenagem nas categorias Tribunal, Juiz, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia, Justiça e Cidadania, Destaque e CNJ.
As práticas premiadas abordaram temas diversos, como o uso da aviação privada para transporte de órgãos destinados a transplantes, o acordo de repactuação no processo do rompimento da barragem de Mariana (MG), o acesso afirmativo racial à magistratura e a prevenção de atos de violência por meio do monitoramento de redes sociais e plataformas digitais.
Destaques
Na categoria Destaque de 2025, com o tema “Tecnologia e eficiência na Justiça”, o prêmio foi concedido à Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo pelo trabalho “Conexão Familiar – Visitas Virtuais Mulher”. Desenvolvido pela Polícia Penal, por meio da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania do Estado de São Paulo, o projeto viabiliza a comunicação virtual entre pessoas privadas de liberdade e seus familiares. Criado durante a pandemia de Covid-19, o Conexão Familiar obteve resultados tão positivos que se tornou política permanente, com expansão para hospitais de custódia e estabelecimentos penais femininos.
Categoria CNJ
O Curso de Acesso Afirmativo Racial à Carreira da Magistratura, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), foi o vencedor da categoria CNJ, cujo tema era “Equidade Racial”. Desenvolvido em parceria com a Escola da AJURIS, o curso busca preparar de forma completa e gratuita candidatos negros e indígenas para concursos da magistratura. Por meio de uma plataforma de educação a distância, o programa oferece ensino jurídico, suporte emocional e mentorias com magistrados experientes, visando não apenas ao preparo acadêmico, mas também ao fortalecimento dos candidatos diante das adversidades do processo seletivo.
Categoria Tribunal
O Acordo de Repactuação de Mariana, conduzido pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), recebeu o prêmio da categoria Tribunal. A iniciativa promoveu um acordo multilateral e interfederativo firmado por entidades do poder público e empresas, com o objetivo de solucionar de forma definitiva os danos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 5 de novembro de 2015. O acordo buscou evitar a contínua judicialização e a litigiosidade do processo de reparação.
Categoria Juiz
Na categoria Juiz, o prêmio foi concedido ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte (TJRN) pelo projeto Escritores do Cárcere, que incentiva pessoas privadas de liberdade a escrever sobre suas vivências, conflitos e trajetórias, produzindo livros e cartas que ressignificam suas experiências. Desde 2012, a iniciativa já acompanhou a criação de mais de dez obras, algumas delas publicadas, e se tornou referência na historiografia do sistema prisional do estado. O projeto também promove atividades de contação de histórias relacionadas à realidade carcerária.
Categoria Ministério Público
Na categoria Ministério Público, o vencedor foi o projeto “Precisamos falar de violência extrema”, desenvolvido pelo Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE) do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Com foco na proteção de crianças, adolescentes e idosos contra a violência extrema e o discurso de ódio, o projeto, também conhecido como Sin@is, busca prevenir atos de violência por meio do monitoramento contínuo de plataformas digitais e redes sociais. Além disso, adota uma abordagem multidisciplinar de apoio e intervenção, com destaque para a atuação do Ministério Público como órgão articulador. A prática foi criada em resposta ao aumento da violência e à radicalização juvenil impulsionada pela internet.
Defensoria Pública
A prática “Defensoras Populares”, da Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), foi premiada na categoria Defensoria Pública. A iniciativa enfrenta o analfabetismo jurídico estrutural, gerado socialmente pelo racismo, pela desigualdade e pela marginalização dos territórios populares, formando lideranças comunitárias que atuam como agentes da Justiça em suas regiões. Em três núcleos regionais, Fortaleza, Cariri e Sobral, abrangendo 16 cidades, cem mulheres foram selecionadas para receber informações sobre o funcionamento do sistema de Justiça e colaborar com relatos sobre vulnerabilidades emergentes de suas comunidades.
Categoria Advocacia
Vencedor da categoria Advocacia, o projeto “Procurando Saber”, da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, promove o encontro direto entre procuradores e estudantes da rede pública. Por meio de linguagem simples, jogos e dinâmicas interativas, a prática estimula o pensamento crítico e aproxima os jovens do funcionamento do sistema de Justiça. A experiência permite que os estudantes percebam possibilidades de participação e questionamento, enquanto os procuradores desenvolvem maior sensibilidade social e compreensão dos impactos concretos das políticas públicas.
Categoria Justiça e Cidadania
Na categoria Justiça e Cidadania, o prêmio foi concedido ao Programa TransplantAR, que utiliza a aviação privada a serviço da sociedade para captar órgãos humanos destinados a transplantes. Em uma parceria, o Instituto Brasileiro de Aviação (IBA), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e o Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, unem forças para agilizar o processo de resgate e transplante de órgãos na cidade. O programa mobiliza proprietários de aeronaves privadas a disponibilizar um voo por mês, fortalecendo a logística de captação e transporte de equipes médicas e órgãos para transplante.
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