ANAJUSTRA Federal participa de encontro nacional de aposentados e pensionistas
O encontro pede aprovação da PEC 6/2024 que prevê a extinção gradual da…
Roberto Bucar analisa o cenário de incertezas que ameaça reajustes e o futuro do serviço público.
O Congresso Nacional vive um momento duplo de expectativa e incerteza. De um lado, servidores acompanham com expectativa os avanços dos projetos de recomposição salarial e adicional de qualificação; do outro, veem a tramitação de reformas, sobretudo, a administrativa que pode vir a alterar profundamente o serviço público como o conhecemos.
Os projetos de lei PL 4750/2025 (reajuste salarial para servidores do Poder Judiciário da União) e PL 3084/2025 (do adicional de qualificação) têm recebido requerimentos de urgência o que sinaliza pressão para que avancem. Ainda assim, na sessão da segunda-feira (27) os requerimentos não foram apreciados, demonstrando que nem sempre o “adiantar” da pauta se transforma em votações concretas.
Para os servidores, a recomposição proposta pelo PL 4750/2025 não é algo negociável: ela representa parte das perdas acumuladas nos últimos anos (em torno de 30% desde 2019) e deve ser acompanhada de perto em cada tramitação, cada comissão, cada emenda.
Enquanto isso, a PEC 38/2025 até então chamada de reforma administrativa atingiu o número mínimo de assinaturas (171) para sua tramitação formal, o que demonstra que o relógio do processo legislativo está correndo.
O conteúdo da proposta contempla cerca de 70 mudanças, incluindo avaliação de desempenho individualizada, mudança nas regras de concursos e flexibilização de vínculos.
Para muitos servidores, isso soa como “reforma para os bons e castigo para os demais”, ou seja, o critério de desempenho passa a pesar, e a estabilidade perde a robustez de outrora.
O fato de a crise política se impor como pano de fundo com alianças variáveis, eleições à vista e discursos de eficiência que nem sempre se traduzem em valorização real deixa o cenário ainda mais complexo.
Há a pressão para que a reforma administrativa seja incluída em outra PEC com o objetivo de “encurtar o rito” e levar a matéria diretamente ao plenário, evitando etapas de debate e comissão. Isso representa um risco à transparência e à participação dos servidores no processo.
A demora na votação dos projetos de reajuste mostra que, embora haja protocolo e promessa, a concretização depende de articulações políticas, não apenas técnicas.
Mesmo quando o regime de urgência é aprovado, como foi o caso do PL 4750/25 com 300 votos favoráveis na Câmara, ainda assim isso não garante a aprovação imediata ou sem alterações.
Para que a categoria não fique à mercê de promessas vazias ou “soluções de bastidor”, é fundamental monitorar:
Comissões: se os PLs ou PECs são encaminhados corretamente para as comissões correspondentes, com audiências públicas, participação dos servidores e transparência nas decisões.
Cronogramas reais: acompanhar se os prazos são cumpridos ou se, como tantas vezes, os projetos ficam “aguardando”.
Mudanças de mérito escondidas: observar se alterações de contrato, adicionais, estabilidade, cargos comissionados ou critérios de avaliação entram de forma disfarçada.
Articulação política: entender quem articula a pauta, quais são os interesses partidários, quem ganha o poder de definir o que será votado e quando.
A voz dos servidores precisa estar presente, ativa, articulada mais do que nunca.
O que está em jogo não é apenas um percentual de reajuste ou uma mudança num artigo da Constituição. O que se define agora pode marcar o perfil do serviço público brasileiro pelos próximos anos: se será valorizado, se a estabilidade será garantida, ou se passará por um processo de flexibilização sem contrapartida.
Em um Congresso que, por vezes, dá sinais de esgotamento ou foco eleitoral mais acentuado que legislativo, os servidores públicos, em especial os do Judiciário Federal, devem manter-se vigilantes, mobilizados e exigentes.
A ANAJUSTRA Federal está atenta a cada passo e seguirá cobrando transparência, participação e respeito aos que fazem o Estado funcionar.

De olho em Brasília
Os bastidores da política brasileira, no que diz respeito ao funcionalismo público, são pauta da coluna mensal “De Olho em Brasília”, do assessor parlamentar, Roberto Bucar.
O material é um serviço de informação ao associado que fica por dentro de tudo o que é de interesse e o que há por trás da aprovação ou rejeição de matérias legislativas.
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Mais energia, saúde e novas amizades. 🏓
Foi no pickleball que o servidor Alexandre Cunha de Souto Maior, do TRE de São Paulo, encontrou muito mais do que uma atividade física.
A prática passou a fazer parte da sua rotina, contribuindo para a perda de peso, a disposição e o bem-estar, além de ampliar sua rede de amizades. Para Alexandre, o pickleball se tornou um verdadeiro estilo de vida, unindo saúde física, equilíbrio emocional e conexão com outras pessoas.
💙 E qual atividade coloca você em movimento?
Participe do Calendário 2027 da ANAJUSTRA Federal e compartilhe a sua história.
📅 O prazo foi prorrogado: participações até 14/8, às 16h.
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FELIZ DIA DOS PAIS! 💙 No Judiciário, eles dedicam seus dias a proteger direitos, promover a justiça e cuidar da sociedade. Em casa, essa missão continua: proteger, orientar, acolher e amar.
Para homenagear esses pais que fazem a diferença dentro e fora do trabalho, preparamos uma comemoração especial. 🎁
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Todos os associados homens e adimplentes estão concorrendo automaticamente. Não é necessário cadastro.
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🏃♀️ Mais uma semana para colocar a sua história em movimento!
O prazo para participar do Calendário ANAJUSTRA Federal 2027 foi prorrogado até 14 de agosto, às 16h.
Com o tema “Servidores em movimento”, a campanha quer conhecer histórias de associados que encontraram na atividade física uma forma de transformar a rotina, cuidar da saúde e buscar mais equilíbrio.
Vale caminhada, corrida, musculação, dança, ciclismo, natação ou qualquer outra atividade. Mais do que mostrar o exercício, queremos saber o que mudou na sua vida depois que você começou a se movimentar.
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A ANAJUSTRA Federal e a Funpresp-Jud convidam você para uma live com dois especialistas que vão esclarecer, de forma prática, os principais efeitos da reforma sobre a vida dos servidores: Amarildo Vieira de Oliveira, Diretor-presidente da Funpresp-Jud, e Jurandir Sell Macedo, Doutor em Finanças Comportamentais
Na conversa, eles vão explicar os impactos das regras vigentes na aposentadoria, na pensão por morte, na incapacidade permanente, na proteção da renda e no planejamento financeiro.
Hoje, 6/8
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Ao vivo no YouTube da ANAJUSTRA Federal e no Instagram.
Esperamos você!
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