LDO de 2027 será analisada junto com Lei Orçamentária
A LDO estabelece metas fiscais, prioridades para o gasto público e regras de…
Roberto Bucar analisa o cenário de incertezas que ameaça reajustes e o futuro do serviço público.
O Congresso Nacional vive um momento duplo de expectativa e incerteza. De um lado, servidores acompanham com expectativa os avanços dos projetos de recomposição salarial e adicional de qualificação; do outro, veem a tramitação de reformas, sobretudo, a administrativa que pode vir a alterar profundamente o serviço público como o conhecemos.
Os projetos de lei PL 4750/2025 (reajuste salarial para servidores do Poder Judiciário da União) e PL 3084/2025 (do adicional de qualificação) têm recebido requerimentos de urgência o que sinaliza pressão para que avancem. Ainda assim, na sessão da segunda-feira (27) os requerimentos não foram apreciados, demonstrando que nem sempre o “adiantar” da pauta se transforma em votações concretas.
Para os servidores, a recomposição proposta pelo PL 4750/2025 não é algo negociável: ela representa parte das perdas acumuladas nos últimos anos (em torno de 30% desde 2019) e deve ser acompanhada de perto em cada tramitação, cada comissão, cada emenda.
Enquanto isso, a PEC 38/2025 até então chamada de reforma administrativa atingiu o número mínimo de assinaturas (171) para sua tramitação formal, o que demonstra que o relógio do processo legislativo está correndo.
O conteúdo da proposta contempla cerca de 70 mudanças, incluindo avaliação de desempenho individualizada, mudança nas regras de concursos e flexibilização de vínculos.
Para muitos servidores, isso soa como “reforma para os bons e castigo para os demais”, ou seja, o critério de desempenho passa a pesar, e a estabilidade perde a robustez de outrora.
O fato de a crise política se impor como pano de fundo com alianças variáveis, eleições à vista e discursos de eficiência que nem sempre se traduzem em valorização real deixa o cenário ainda mais complexo.
Há a pressão para que a reforma administrativa seja incluída em outra PEC com o objetivo de “encurtar o rito” e levar a matéria diretamente ao plenário, evitando etapas de debate e comissão. Isso representa um risco à transparência e à participação dos servidores no processo.
A demora na votação dos projetos de reajuste mostra que, embora haja protocolo e promessa, a concretização depende de articulações políticas, não apenas técnicas.
Mesmo quando o regime de urgência é aprovado, como foi o caso do PL 4750/25 com 300 votos favoráveis na Câmara, ainda assim isso não garante a aprovação imediata ou sem alterações.
Para que a categoria não fique à mercê de promessas vazias ou “soluções de bastidor”, é fundamental monitorar:
Comissões: se os PLs ou PECs são encaminhados corretamente para as comissões correspondentes, com audiências públicas, participação dos servidores e transparência nas decisões.
Cronogramas reais: acompanhar se os prazos são cumpridos ou se, como tantas vezes, os projetos ficam “aguardando”.
Mudanças de mérito escondidas: observar se alterações de contrato, adicionais, estabilidade, cargos comissionados ou critérios de avaliação entram de forma disfarçada.
Articulação política: entender quem articula a pauta, quais são os interesses partidários, quem ganha o poder de definir o que será votado e quando.
A voz dos servidores precisa estar presente, ativa, articulada mais do que nunca.
O que está em jogo não é apenas um percentual de reajuste ou uma mudança num artigo da Constituição. O que se define agora pode marcar o perfil do serviço público brasileiro pelos próximos anos: se será valorizado, se a estabilidade será garantida, ou se passará por um processo de flexibilização sem contrapartida.
Em um Congresso que, por vezes, dá sinais de esgotamento ou foco eleitoral mais acentuado que legislativo, os servidores públicos, em especial os do Judiciário Federal, devem manter-se vigilantes, mobilizados e exigentes.
A ANAJUSTRA Federal está atenta a cada passo e seguirá cobrando transparência, participação e respeito aos que fazem o Estado funcionar.

De olho em Brasília
Os bastidores da política brasileira, no que diz respeito ao funcionalismo público, são pauta da coluna mensal “De Olho em Brasília”, do assessor parlamentar, Roberto Bucar.
O material é um serviço de informação ao associado que fica por dentro de tudo o que é de interesse e o que há por trás da aprovação ou rejeição de matérias legislativas.
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Por que costumamos adiar decisões sobre previdência e proteção financeira?
O professor Jurandir Sell Macedo, doutor em Finanças Comportamentais, vai responder essa e outras perguntas sobre o futuro financeiro dos servidores.
Neste vídeo, ele te convida a participar do encontro que também terá a presença do Diretor-Presidente da Funpresp-Jud, Amarildo Vieira, que falará as regras que estão vigentes desde a EC 103/20219.
É na quinta, 6 de agosto, às 19h.
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☯️ Nem todo movimento precisa ser acelerado.
Para Adrienne Ramos Garcia (TRT7), o Tai Chi Chuan é um compromisso diário com a saúde, o equilíbrio e a qualidade de vida.
Todos os dias, às cinco da manhã, ela reserva um tempo para cuidar do corpo e da mente. O resultado? Mais disposição, concentração, serenidade e energia para enfrentar a rotina.
Histórias como a dela mostram que cada atividade física tem um jeito único de transformar vidas.
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📅 Participe do Calendário 2027 até 7/8.
O Congresso Nacional retomou os trabalhos, mas o calendário eleitoral já começa a influenciar o ritmo das votações.
O que isso significa para as pautas de interesse dos servidores públicos? Quais temas têm mais chances de avançar neste segundo semestre?
Na coluna De Olho em Brasília, o assessor parlamentar da ANAJUSTRA Federal, Roberto Bucar, analisa o cenário político e explica como esse contexto pode impactar a agenda legislativa nos próximos meses.
Acesse o conteúdo completo em anajustrafederal.org.br
Ao longo de 2026, o calendário da ANAJUSTRA Federal celebra histórias de amizade que nasceram no Judiciário Federal e seguiram muito além do ambiente de trabalho.
Em agosto, conhecemos a história do grupo Sete Estrelas, compartilhada por Marley Aparecida de Souza Almeida, do TRT-2.
Formado por sete amigos que celebram 25 anos de parceria, o grupo encontrou na estrela de sete pontas um símbolo para representar valores como prudência, justiça, fortaleza, temperança, fé, esperança e amor.
Uma história que mostra como os laços construídos no serviço público podem atravessar o tempo e permanecer por toda a vida.
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De 10 a 12 de agosto, acontece o treinamento “Recursos para o TST: o Caminho das Pedras”, conduzido pela professora Sílvia Pérola, com quase 40 anos de experiência no Tribunal Superior do Trabalho.
Além do conteúdo prático sobre Recurso de Revista, a programação inclui experiências exclusivas, como sessão da Turma do TST, audiência com o ministro Maurício Godinho Delgado e Aula Magna sobre Sustentação Oral com Cezar Britto.
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No Dia do Vira-Lata, o Espaço Cultural da ANAJUSTRA Federal traz uma homenagem especial, assinada por um de seus associados, aos cães sem raça definida.
O associado João da Cruz Ramos Filho, servidor aposentado do TRT da 12ª Região (SC), compartilha a emocionante história de Barão, um vira-lata que marcou sua vida e relembra como amor, lealdade e companheirismo não têm raça.
Uma leitura sensível que também convida à reflexão sobre o cuidado e o respeito aos animais.
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