Lista de deputados que votaram contra e a favor do veto 26

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Manifestação reuniu servidores de todo o Judiciário que acreditavam na derrubada do veto.

O site da Câmara disponibilizou o nome dos deputados que votaram contra e a favor do veto 26, mantido na sessão conjunta do Congresso realizada nesta terça-feira, 17/11.  Há duas listas para consulta, uma com o resultado por partido e outra por estado. 

Lista por partido
Lista por estado

Discursos

A noite de ontem foi marcada por discursos inflamados pela derrubada do veto 26. Vários congressistas destacaram que a categoria aguarda a aprovação de sua recomposição salarial há nove anos e que não poderia pagar a conta pelos desmandos econômicos do governo. “Estão tentando transferir para o servidor o ônus de uma crise de gestão”, alertou o deputado Rocha (PSDB-AC) que também acrescentou: “os senhores sabem o quanto ganhavam nove anos atrás? Os servidores do Judiciário sabem”. 

Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) lembrou que os projetos que tratam de benefícios para magistrados têm tratamento diferenciado, sendo facilmente aprovados. “Para os “capas pretas” tudo, para os servidores não”. Ele ainda acrescentou que a reposição do vencimento básico dos servidores não afetaria o ajuste fiscal, que se daria de forma escalonada. 

Pauderney Avelino (DEM-AM) também fez um pronunciamento acalorado. Lembrando que foi o relator do último reajuste aprovado para a categoria, o deputado afirmou que pauta-bomba é o desgoverno da atual presidente e fez um apelo para que os colegas votassem a favor dos servidores. 

Também discursaram pela derrubada do veto Morani Torgan (DEM-CE), Miro Teixeira (Rede-RJ), Betinho Gomes (PSDB-PE), Caio Nárcio (PSDB-MG), Pompeo de Matos (PDT-RS), Domingos Sávio (PSDB-MG), Expedito Netto (SD-RO), Fábio Sousa (PSDB-GO), Rubens Bueno (PPS-PR), Ivan Valente (PSOL-SP), Efraim Filho (DEM-PB), dentre outros. 

Entre os senadores, se posicionaram contra o veto Ronaldo Caiado (DEM-GO), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Magno Malta (PR-ES) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA). 

Com dedo em riste, Randolfe enfatizou que se o governo executasse dívidas tributárias de grandes empresas, 13 reajustes para a categoria seriam pagos. “Os argumentos para negar o reajuste não se sustentam”, disse ele em sua primeira fala. Quando o veto já estava sendo votado, o senador voltou a se pronunciar. “Temos uma escolha a fazer. O que está em jogo é o veto a um direito legítimo de uma categoria que vem enfrentando diversas inverdades. O reajuste é a reposição de dez anos sem aumento”.

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Bode expiatório

Para Caiado, o governo escolheu os servidores do Judiciário como bodes expiatórios. “Os servidores da Justiça merecem respeito. Não é justo o governo dizer que pra salvar a governabilidade é preciso manter o veto”, declarou. 

O congressista também elogiou a categoria pela capacidade de mobilização e resistência. “Jamais assistimos a uma classe com tamanha capacidade de se mobilizar”. 

Já os parlamentares da base, em suas falas, alegaram que o veto não tratava do mérito do reajuste, mas da necessidade de equilibrar a economia do país em um momento de crise. 

Perseverança e força 

A diretora de assuntos legislativos da ANAJUSTRA, Glauce de Oliveira Barros, e o assessor parlamentar, Roberto Bucar, acompanharam a votação. Resumindo o sentimento de toda a categoria, a diretora se disse decepcionada com o resultado, especialmente, com o descompromisso de congressistas que não registraram seus votos. 

“A abstenção e a ausência daqueles deputados que já haviam registrado a presença e se ausentaram no Plenário, não indica uma derrota da categoria, mas a falta de compromisso do parlamentar que deixa de cumprir com a obrigação assumida quando empossado no cargo para o qual foi eleito”, ressaltou.

Glauce também afirmou que o momento é de perseverar. “Essa força tem que continuar não só perante o parlamento, mas nas bases representativas. Esse é o momento para que os servidores se mantenham unidos para alavancar a carreira. Qualquer desistência ou movimento individual que leve à desunião representa mais uma década de congelamento salarial”.

“Não podemos nos deixar levar por divisões partidárias ou por busca de conquistas individualizadas. Não vamos nos prender em discussões que levam à separação e ao enfraquecimento da carreira. O momento é de movimentação de toda a categoria em busca de uma remuneração digna aos servidores que representam a pilastra que sustenta o Poder Judiciário. A busca pela conquista continua”, finalizou. 

 

 

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