Preparação para aposentadoria é discutida nos TRTs 11 e 17

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Se indentificar como aposentado (a) é o objetivo de vários servidores quando estão às vésperas de requerer a aposentadoria do serviço público, mas a nova etapa deve ser planejada com antecedência. Pensando nisso, os Tribunais Regionais da 11ª e 17ª Região promoveram ações, no início desse mês, para os servidores que prentendem se aposentar nos próximos cinco anos.

Em Manaus, na sede do TRT11, no encontro “Enfim, Aposentadoria” a desembargadora Maria das Graças Alecrim Marinho falou sobre a imagem negativa que as palavras “inativo” e “aposentado” têm, e desqualificam uma vida inteira de trabalho e dedicação. “Que a partir de agora as palavras de referência da aposentadoria e do aposentado sejam positivas e traduzam saúde, conquista, privilégio, qualidade de vida e o prazer de fazer as atividades inviáveis durante a fase laboral”, disse.

Os receios e as dúvidas sobre a nova fase da vida dos servidores foram compartilhados e discutidos entre os colegas, aposentados ou não, e, de acordo com a diretora da Secretaria de Gestão de Pessoas, Socorro Chaves, “a perspectiva do TRT11 é de fazer dois eventos este ano. O próximo deve acontecer em novembro. O objetivo é ajudar os servidores a tomarem essa decisão, que é esperada a vida toda, mas quando chega o momento, sempre causa algum receio ou alguma dificuldade”, afirmou.

Em Vitória, capital do Espírito Santo, e sede do TRT17, a aposentadoria será assunto permanente do “Programa de Preparação para a Aposentadoria”, lançado no dia 3/7.  Os encontros entre os futuros aposentados e os membros do Programa, entre eles, a psicóloga do Tribunal, Gilmara Wolkartt, serão quinzenais, com duração média de três horas. No total, onze encontros serão realizados visando apoiar os servidores e magistrados na tomada de decisões a respeito da nova fase.

A palestra inaugural do Programa foi proferida pela desembargadora aposentada Maria Francisca dos Santos Lacerda, que lançou questionamentos sobre as motivações para se aposentar. Para a desembargadora, não é aconselhável requerer a aposentadoria por estar magoado ou cansado da função que desempenha e, sim, por almejar novos projetos. 

“A rotina quase entorpece a gente. É normal ficarmos perdidos. Como disse Rubem Alves, pensamos que a felicidade está em ser ferramenta”, disse. Para a nova fase, ela conta que se matriculou em diversos cursos, chegando até mesmo a fazer um mestrado. Outra dica da desembargadora é formar uma nova rede de contatos.

“É normal que depois de um tempo se perca o vínculo com os colegas de trabalho. As pessoas somem e temos de entender que isso é normal. Por isso, quem não tem, deve fazer uma nova rede”, aconselhou. Mas o novo período tem também seus encantos. “Não ter mais de conviver com o colega ‘reclamão’ com quem você não tem afinidade é uma delas. É uma libertação. Você aprende a ser melhor você mesmo. Não tem mais que ficar dando satisfação”, afirma.

*Com informações dos TRTs11 e 17

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Advogado, escritor e articulista, com publicações em diversos veículos de comunicação, Ocino segue transformando vivências e memórias em literatura.

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