TRT14 implanta método participativo na abertura do calendário de correições

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O TRT da 14ª Região realizou de 11 a 13 de março, a primeira correição participativa da atual administração na 1ª Vara do Trabalho de Ji-Paraná, segundo maior município de Rondônia. A nova modalidade, de acordo com o corregedor e presidente do Tribunal, desembargador Ilson Pequeno, não perde o seu foco correicional, objetivando não só correções, mas também a motivação do grupo, do clima organizacional e a melhoria da prestação jurisdicional, com medidas práticas e efetivadas em curto prazo, como a redução do prazo final da prestação jurisdicional, beneficiando o cidadão, a sociedade.

O corregedor ressaltou ainda que a presença do vice-presidente, desembargador Francisco José Pinheiro Cruz, na equipe correicional, visa dar perenidade a esse tipo de ação correicional. O desembargador Ilson Pequeno disse que “é membro da comissão que trata da correição virtual no PJe e que irá defender o viés participativo também dessa modalidade de correição, passando a ser a correição virtual participativa, onde o corregedor e servidores após a emissão de relatórios, identificarão óbices processuais, discutirão técnicas de gestão e soluções gerenciais para a melhoria da prestação jurisdicional”.

O desembargador Francisco Cruz já atuou como magistrado de primeiro grau e sofreu correições. Mas identificou na correição participativa uma ação que vem para construir. “É um processo que congrega os membros da VT, promove a visão do todo, demonstrando os erros e as respectivas correções. Trata-se de ação proveitosa, que deve ser contínua, fortalecendo magistrados e servidores para os próximos desafios, como o PJe”, disse o vice-presidente do Tribunal.

O juiz José Carlos Haddad de Lima, na titularidade da 1ª VT de Ji-Paraná, afirmou que desde a posse do atual presidente do Tribunal ficou curioso a respeito da correição participativa, prática que foi mencionada no discurso de posse, e chegou a se perguntar se não passaria de apenas mais uma novidade. “Contudo, observando a prática, sentiu que vai funcionar, porquanto o viés é mesmo participativo, com os servidores acessando formulários, planilhas e processos correicionados, conhecendo os parâmetros e métodos correicionais. “O viés participativo torna o ambiente agradável, acreditando que não há espaço para retrocesso diante de uma atividade tão positiva”.

A maioria dos servidores da Vara do Trabalho que participou das atividades correicionais destacou a importância da nova metodologia. A diretora de Secretaria, Tama Mendes Ohira de Rosse, identificou a ação como inovadora, positiva, estimulante e motivacional para o grupo, ao contrário do método anterior que desestimulava os servidores. Entende que a administração e os jurisdicionados, com essa prática, a curto prazo, colherão frutos. “Estou esperançosa pela continuidade da prática nas próximas gestões”, disse.

A assistente, Tânia Cristina de Lima Nogueira, esperava a correição tradicional, mas logo depois de ficar conhecendo a metodologia da correição participativa se mostrou impressionada com a dinâmica que lhe transferiu conhecimentos. Afirmou que pretende colocar em prática todo aprendizado e que estava contente com a forma como a correição participativa foi conduzida, trazendo tranquilidade aos servidores.

A chefe da Seção de Processos, Aline Pinheiro Rios, lembrou que a nova modalidade de correição assegura a obtenção de uma visão do todo em relação não só ao fluxo processual. Antes, acrescentou: pensava apenas no seu prazo para cumprimento de despachos e decisões. Contudo, passou a refletir sobre o prazo macro da entrega prestação jurisdicional, identificando seu papel no fluxo processual.

Já o chefe da Seção de Execução, Genésio Oliveira Barros, assinalou que a correição participativa impactou o grupo, de forma positiva, reavivando os laços de união, bem como despertou o senso crítico do grupo produzindo questionamentos sobre a rotina funcional da vara e das práticas já implementadas. Alegou, por fim, que a metodologia é agradável e deve ser implementada, em definitivo, no Tribunal.

Edna Torres Gomes Lorga, chefe da Sala de Audiências, admitiu que com a correição participativa entendeu os critérios da correição. Aprendeu bastante, identificando pequenas falhas, como a falta de lançamento no SAP I, que impactam no prazo da prestação jurisdicional. Assinalou que reconheceu na prática uma mudança, com uma face mais humanizada.

Valter Sebastião do Santos passou a identificar com o novo método os seus erros e as respectivas soluções, afirmando ter certeza de que a ocorrerão traz melhorias para a rotina da VT.

A servidora Maria Betânia Apolinário Alves de Lyra afirmou estar entusiasmada com a prática e reconheceu que o método promove uma melhoria aos relacionamentos internos, motivando mudanças e o aprendizado. Com a correição participativa, aprendeu sobre o fluxo processual, e ao falar de suas expectativas para o futuro disse estar ansiosa e com vontade de realizar e superar novos desafios, como o PJe.

O servidor Alessandro Magalhães Thaddeu assegurou que a correição participativa fomenta o trabalho em equipe, que as vezes é relegado por causa da correria diária, está entusiasmado com o PJe e espera melhoria na rotina dos trabalhos e na qualidade de vida.

 

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