Novas regras para capacitação de escolas judiciais estão abertas a sugestões

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por intermédio da Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas, encerrou a primeira fase da revisão da Resolução 126, que trata da capacitação dos magistrados e servidores e das competências das Escolas Judiciais. Nessa etapa do trabalho foi produzido um texto preliminar de nova redação normativa, o qual será distribuído a todas as escolas judiciais e de magistratura, bem como aos tribunais, para eventuais contribuições.

A equipe redatora do texto base, que realizou seis reuniões nos últimos meses, foi formada pelo presidente da comissão, conselheiro Lucio Munhoz; pelo juiz convocado da presidência do CNJ, José Eduardo Chaves; e pelos representantes da  escolas de formação de magistrados Enfam, Enamat, ENM, Cejum CEJ/CJF e o CEAJud/CNJ – entidades de nível nacional que se dedicam exclusivamente à capacitação de juízes ou servidores do Poder Judiciário.

Competência

De acordo com o conselheiro Lucio Munhoz, entre as alterações até agora propostas destacam-se a importância do reconhecimento da competência das escolas nacionais na regulamentação dos cursos oficiais e na coordenação das respectivas escolas estaduais ou regionais. Nesse sentido, informou o conselheiro, confere-se autonomia às escolas nacionais para estabelecerem critérios de pontuação dos cursos oficiais e acadêmicos e, ainda, para fixarem carga horária mínima obrigatória para os cursos de vitaliciamento e aperfeiçoamento e definirem os limites de remuneração de professores integrantes do Judiciário, entre outros temas discutidos.

“O texto base avança ao valorizar e reconhecer às escolas suas devidas competências, enaltecendo a importância da capacitação para a prestação dos serviços jurisdicionais com a qualidade que a cidadania espera do Poder Judiciário. Além disso, é um texto construído coletivamente e a partir das próprias entidades diretamente envolvidas com a matéria, o que o torna plural e representativo, de modo que o Pleno do CNJ possa receber uma proposta que signifique um aprimoramento do que já foi construído e conquistado com a Resolução 126”, enfatizou o conselheiro.

Sugestões

Os integrantes da comissão permanente responsável pelo tema esperam receber as sugestões quanto ao texto base e discutir com os coordenadores das escolas nacionais (Enfam e Enamat) o texto final que será encaminhado ao Pleno do CNJ ainda nos primeiros meses de 2012.
 

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