DE OLHO EM BRASÍLIA

Perspectivas para 2025: um ano de expectativas e desafios 

Na coluna de fevereiro, Roberto Bucar diz que a grande preocupação para os servidores é terem suas pautas deixadas de lado, mais uma vez. 

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Em 19 de fevereiro, conforme já se esperava, o Senado Federal instalou 14 comissões permanentes, resultado dos acordos realizados durante a eleição da Mesa Diretora. A articulação do presidente Davi Alcolumbre foi habilidosa, conseguindo apoio tanto da base governista quanto da oposição, demonstrando a complexidade e a necessidade de um diálogo constante no cenário político. 

Plenário do Congresso.

O governo ficou com duas das comissões de maior calibre: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo senador Otto Alencar (PSB/BA), e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que terá à frente o senador Renan Calheiros (MDB/AL). Ambas são comissões essenciais, responsáveis por questões constitucionais e econômicas de grande impacto. 

Por outro lado, a oposição também conquistou comissões importantes, como a Comissão de Infraestrutura (CI), que tem um impacto direto nas decisões relacionadas às agências reguladoras, e será presidida por Marcos Rogério (PL/RO). A Comissão de Segurança Pública (CSP) ficará sob a presidência de Flávio Bolsonaro (PL/RJ), e a Comissão de Direitos Humanos (CDH) terá Damares Alves (Republicanos/DF) à frente. A presença da oposição em comissões desse porte certamente marcará uma nova fase no debate político do país. 

Na Câmara dos Deputados, a instalação das comissões permanentes foi adiada para após o Carnaval, com previsão para março. A escolha dos integrantes ainda está sendo discutida, refletindo as negociações internas e as articulações dos partidos. 

Outro ponto relevante e que começa a ganhar corpo é a votação do orçamento de 2025. O governo precisará destravar recursos para obras públicas e políticas sociais. No entanto, o cenário fiscal é preocupante, e já se prevê uma forte tendência de cortes para atender às metas fiscais, o que pode comprometer investimentos essenciais. Essa situação fiscal se soma a uma reforma ministerial em andamento, da qual o governo precisa muito mais do que apenas “torcer para dar certo”. Garantir que essa reforma seja bem-sucedida é fundamental para a estabilidade política e a continuidade do mandato até o final. 

Entretanto, a oposição não deixará barato. Pautas como a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 começam a ganhar força, e isso pode impulsionar o ex-presidente Jair Bolsonaro na corrida presidencial de 2026. Esse cenário político se intensifica com a pauta anti-STF, que tem ganhado adesão entre congressistas que reclamam da interferência do Supremo nas questões políticas do Congresso. 

E é aqui que entra um dos maiores desafios. Ao que tudo indica 2025 será um ano completamente atípico. Antecipando as tensões políticas de 2026, o Brasil começa a viver um clima eleitoral já em 2025. Denúncias, julgamentos, defesas, e um envolvimento crescente do Congresso com questões partidárias irão dominar a agenda política, fazendo com que o foco na governabilidade e na execução de políticas públicas caia para um segundo plano. A política partidária ganha primazia, muitas vezes prevalecendo sobre a razão, e a busca por resultados eleitorais esvazia a capacidade de consenso e colaboração entre os agentes políticos. 

A grande preocupação para os servidores públicos federais é que, nesse turbilhão, nossas pautas podem ser deixadas de lado. Podemos até prever que, ao final do ano, em meio a todas essas disputas, o governo venha a apresentar algo do tipo: “Fiquem tranquilos, pois ano que vem, ano eleitoral, daremos a vocês alguns miseráveis percentuais de reajuste, parcelados ao longo de três anos”. Essa promessa soa mais como uma tentativa de apaziguar os ânimos e garantir um clima de paz social do que uma real intenção de valorizar a categoria. E isso é algo com o qual precisamos estar preparados. 

Em um ano de tanto embate político, será essencial que os servidores se mantenham mobilizados e vigilantes, acompanhando de perto as movimentações políticas, para garantir que nossos direitos não sejam mais uma vez ignorados em nome das disputas eleitorais. 

De olho em Brasília 

Os bastidores da política brasileira, no que diz respeito ao funcionalismo público, são pauta da coluna mensal “De Olho em Brasília”, do assessor parlamentar, Roberto Bucar. 

O material é um serviço de informação ao associado que fica por dentro de tudo o que é de interesse e o que há por trás da aprovação ou rejeição de matérias legislativas. 

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A ANAJUSTRA Federal segue atuando de forma firme na defesa da valorização dos servidores de todo o Poder Judiciário da União.

Em reunião com a Associação, nesta quinta-feira, 29/1, o presidente do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que pretende implementar o Adicional de Qualificação de forma quase imediata e também avançar na regulamentação da licença compensatória.

Segundo o ministro, ambas as medidas serão implementadas após o recebimento dos cálculos de impacto orçamentário a serem encaminhados pelos tribunais. Na ocasião, ele reafirmou o compromisso de tratar magistrados e servidores de forma isonômica ao longo de sua gestão.

A ANAJUSTRA Federal acompanha de perto os desdobramentos e reforça seu compromisso com a valorização dos servidores.

Leia a notícia completa no site da ANAJUSTRA Federal
🔗 anajustrafederal.org.br (na bio)

📸 Na foto, o Presidente do CSJT, ministro Vieira de Mello Filho, ao lado da representante e do presidente da ANAJUSTRA Federal, respectivamente, Janedir Lopes Morata (à esquerda) e Antônio Carlos Parente (à direita).

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ESPAÇO CULTURAL | Talento do Judiciário Federal

O servidor aposentado do TRT3 Ricardo dos Reis lançou o CD Acender o escuro, apagar a solidão, já disponível nas principais plataformas digitais.

O álbum reúne canções autorais que transitam entre a MPB e a poesia, abordando temas como afeto, tempo e sensibilidade no cotidiano. Com formação em Letras e Educação Musical, Ricardo une palavra e música em uma trajetória que segue ativa também após a aposentadoria.

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