Uma reforma conveniente, por Roberto Bucar

Para assessor parlamentar, uma reforma política poderia arrecadar muito mais.

O servidor público tem sido achincalhado pela mídia nacional. Sinto que nós não estamos tendo espaço para nos posicionarmos. E a tentativa de desmonte é gritante. Ao meu ver, essa posição radical da mídia faz com que a sociedade em sua quase totalidade se posicione contra a classe dos servidores públicos.

Ainda no que diz respeito à categoria, e com a reforma administrativa em debate, reitero que as reformas são importantes – são parte de um governo –, no entanto a grande questão é do por que a obsessão, do Congresso e de Rodrigo Maia, em discuti-la o mais rápido possível? E uma reforma política – tão ou mais importante que essa? Por que não colocá-la na pauta?

O fato é que a reforma administrativa está sendo vista como um jeito de arrecadar. O ministro da economia, Paulo Guedes, diz que ela trará uma economia de R$ 300 bi em 10 anos. Mas existem outras formas de arrecadar. E, nesse ponto, podemos dizer que uma reforma política seria muito mais eficiente. A longo prazo, então, um alívio para os cofres públicos, arrecadaria isso (R$ 300 bi) e muito mais.

Discutir uma reforma política é o mesmo que discutir o tamanho e o custo do Congresso. A quantidade de congressistas, Proposta de Emenda à Constituição 67/2007, do senador Álvaro Dias, é prova de que um projeto de redução já existe. Ela modifica os §§ 1º e 2º do art. 46 da Constituição Federal, para reduzir o número de senadores de três para dois, por Estado e pelo Distrito Federal.

Com um senador a menos por Estado, seriam basicamente 27 gabinetes a menos. Menos espaço ocupado, menos contratações, pessoal, custo, estrutura… Isso teria uma repercussão enorme. Gastos menores.

Se levássemos a mesma proposta para a Câmara dos Deputados, atualmente com 513 deputados, dois deputados a menos por Estado seriam 54 gabinetes a menos. Imagine a economia!

A questão é: todos estão tão centrados na reforma administrativa e na classe dos servidores porque ela tem o respaldo da imprensa, da mídia escrita, falada e televisionada, da classe empresarial, e dos próprios congressistas, que não teriam a discussão centrada neles.

Sem poder escolher a reforma que vem primeiro, nós servidores estamos acuados com a reforma que é conveniente no momento. Mas não é para nós. 

O projeto de Álvaro Dias seria uma medida econômica mais justa. Mas ele está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e dificilmente passa. O corporativismo dos parlamentares não permitirá, só se fosse através de uma reforma política para propor tamanha e justa mudança. 

A verdade é que, se existe uma relutância para apreciar reformas importantes para o desenvolvimento do país, imagina se viesse uma reforma que fosse de encontro aos interesses aos deputados e senadores, que é a reforma política?

O sigilo e a estabilidade
Nesta terça-feira, 29/9, o ministro Paulo Guedes colocou os estudos internos do governo, que embasaram a formulação da reforma administrativa, em sigilo, e apresentou como justificativa o fato de a proposta ainda estar em tramitação. A decisão do ministério, de acordo com o jornalista Francisco Leali, vai contra o entendimento da Controladoria Geral da União (CGU), que aponta que os “documentos preparatórios” de PECs são públicos.

Entre os pontos da reforma que mais preocupam os servidores públicos está a estabilidade. É importante lembrar que a estabilidade não é somente voltada para a proteção do servidor, ela é voltada para proteger o serviço público, para que ele seja prestado sem a gerência dos políticos. Em síntese, para que eles não se apoderem dos cargos.

Neste ponto, temos que entender que servidores são, sim, demitidos do serviço público, quando o fazem de forma errada, fora da Lei 8.112, após responder um processo administrativo. O governo não pode mandar ninguém embora, como bem entender.

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Vocês correram, pedalaram, nadaram, dançaram, treinaram e, principalmente, compartilharam histórias. 💙

Encerramos na sexta a etapa de envio de participações para o Calendário ANAJUSTRA Federal 2027 – Servidores em movimento. A todos os associados que enviaram fotos e relatos, o nosso agradecimento por dividirem conosco um pouco de suas trajetórias e mostrarem como a atividade física faz parte de suas vidas.

Agora, começa uma nova etapa: a votação popular.

As 34 participações selecionadas estão disponíveis para votação e as 12 mais votadas irão compor o Calendário 2027.

Acesse o hotsite, conheça as histórias e vote nas suas favoritas.

O calendário é feito pelos associados. Agora, a escolha também é de vocês.

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Saúde, informação e proximidade com os servidores. 💙

A ANAJUSTRA Federal esteve nesta segunda-feira (17/8) no Edifício Sede do TRT da 1ª Região, @trtrjoficial  no Rio de Janeiro, para apresentar as opções de planos de saúde disponíveis aos associados e esclarecer dúvidas sobre coparticipação, portabilidade, reembolso e outros temas relacionados à assistência à saúde.

Participaram da ação o consultor de benefícios em saúde da ANAJUSTRA Federal, Nelson Dantas, e os gerentes João Lemos e Wallace Calazanz, além da representante da subsede do Rio de Janeiro, Priscilla Mayerhofer. 

E a programação continua! Nesta terça-feira (18/8), das 9h às 16h, a equipe estará no Fórum da Lavradio, com plantão para apresentação dos planos e esclarecimento de dúvidas, aferição de pressão e glicose, bioimpedância e distribuição de brindes, sucos e saladas de frutas.

📍 Rua do Lavradio, 132, 5º andar – Sala da ANAJUSTRA Federal – Lapa/RJ.

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Depois de explicar como começou o princípio contributivo no regime próprio dos servidores, Amarildo Vieira de Oliveira, Diretor-Presidente da Funpresp-Jud, explica as principais mudanças nas regras de aposentadoria trazidas pela EC 103/19, atualmente vigentes. 

Foram várias alterações, sendo que a última trouxe o aumento do tempo de contribuição e a redução nos valores dos benefícios, além da elevação da contribuição.

E, segundo Amarildo, novas reformas ainda estão por vir. Por isso, estar informado e se preparar para diferentes cenários é cada vez mais importante.

Dê o play e acompanhe mais um trecho da live “Reforma da Previdência: você está preparado para os impactos?”. 

Você também pode assistir à conversa completa no nosso canal do Youtube!

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Se ainda não viu a live “Reforma da Previdência: você está preparado para os impactos”, talvez, não saiba que a Emenda Constitucional nº 3/1993 é que deu start no princípio contributivo no regime próprio dos servidores.

Quer entender como chegamos ao modelo previdenciário atual?

Dê o play e acompanhe esse sequência de cortes da live com Amarildo Vieira de Oliveira, diretor-presidente da Funpresp-Jud.
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