Julho traz alívio, mas veto mantém preocupação
O contracheque melhora, mas o futuro da recomposição salarial segue…
Roberto Bucar explica por que 2026 tende a frear avanços para o funcionalismo.

Estamos vivendo um momento atípico no Congresso Nacional. Mas é preciso dizer com clareza: este não é apenas um ano diferente, é um ano travado. O cenário político de 2026 reúne todos os elementos que, historicamente, comprometem o funcionamento pleno do Parlamento.
Temos eleições no horizonte, parlamentares voltados para suas bases eleitorais, um país profundamente polarizado, comissões parlamentares de inquérito em andamento, disputas institucionais entre os Poderes da República e um ambiente político cada vez mais tensionado, alimentado por delações e embates constantes.
Some-se a isso a realização da Copa do Mundo no meio do ano, que, inevitavelmente, também impacta o ritmo das atividades. O resultado é claro: um Congresso que funciona, mas longe de ser produtivo.
Não falta pauta. Falta prioridade.
Na prática, o que se observa é um Parlamento com dificuldade de manter quórum, com debates frequentemente contaminados por disputas eleitorais e com baixa capacidade de avançar em matérias estruturantes. O foco deixa de ser o interesse coletivo e passa a ser, cada vez mais, a sobrevivência política de curto prazo.
E nesse ambiente, quem paga a conta?
Mais uma vez, o servidor público.
Para os servidores do Judiciário da União, o principal tema do ano é a implementação da primeira parcela do reajuste salarial de 8%, prevista para junho de 2026. Trata-se de uma conquista importante, fruto de mobilização e de um processo longo de negociação.
Mas é preciso ter responsabilidade na análise: não estamos falando de aumento salarial. Estamos falando de uma recomposição parcial, tardia e insuficiente frente às perdas inflacionárias acumuladas desde 2019.
A remuneração pode até se manter estável no papel, mas, na realidade, segue perdendo valor. O poder de compra diminui, o custo de vida aumenta e o servidor continua sendo penalizado por um processo contínuo de desvalorização. E o que se vê no cenário político atual não traz sinais de mudança.
De um lado, um governo com forte foco arrecadatório, preocupado em manter o equilíbrio fiscal muitas vezes à custa da contenção de despesas com o funcionalismo. De outro, uma oposição que intensifica sua atuação com o objetivo de desgastar o governo, ampliando tensões e priorizando o embate político.
No meio desse jogo, o Congresso Nacional segue absorvido por disputas, CPIs, articulações eleitorais e conflitos institucionais. O resultado é previsível: as pautas estruturantes ficam em segundo plano.
Projetos relevantes para o serviço público, debates sobre carreira, valorização e recomposição salarial acabam perdendo espaço para uma agenda política cada vez mais fragmentada e voltada para interesses imediatos.
Enquanto a política se organiza para a eleição, o servidor segue esperando valorização. E essa não é uma constatação nova. É um padrão que se repete, especialmente em anos eleitorais. O Parlamento reduz seu ritmo, o debate se superficializa e decisões importantes são adiadas.
A consequência é clara: o servidor público segue acumulando perdas, enquanto aguarda soluções que nunca chegam no tempo necessário. Por isso, mais do que nunca, é fundamental compreender o momento. Não se trata apenas de um ano mais lento, trata-se de um ano em que o ambiente político, por si só, limita avanços.
Diante desse quadro, o desafio da categoria permanece o mesmo: manter-se mobilizada, atenta e organizada. Porque, ao longo da nossa trajetória, uma lição ficou clara: nada nos foi dado. Tudo foi conquistado. E, ao que tudo indica, continuará sendo assim.

Os bastidores da política brasileira, no que diz respeito ao funcionalismo público, são pauta da coluna mensal “De Olho em Brasília”, do assessor parlamentar, Roberto Bucar.
O material é um serviço de informação ao associado que fica por dentro de tudo o que é de interesse e o que há por trás da aprovação ou rejeição de matérias legislativas.
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🚴 Para alguns, o ciclismo é liberdade. Para outros, um recomeço. Para todos, um movimento que transforma.
As histórias da Anamaria Medeiros Cavalcanti, do TRT da 21ª Região, e de Gilson Marcos da Rocha, do TRT da 3ª Região, mostram como a bicicleta pode ir muito além do exercício físico.
💬 “Na pandemia me descobri no pedal. Pedalar é lúdico, terapêutico e prazeroso. Hoje o pedal é uma ferramenta de sobrevivência na minha vida.”
💬 “O ciclismo e a musculação me ajudaram quando eu enfrentava a depressão. Hoje sou medalhista da ONJF e nunca mais abandonei o ciclismo. Atividade física salva vidas.”
E a ciência reforça esses relatos. A prática regular de atividades físicas, como o ciclismo, contribui para a saúde do coração, fortalece músculos e articulações, melhora a disposição e ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e depressão, promovendo mais qualidade de vida.
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“Eu me movo porque a atividade física me devolve foco, energia e calma. Regula o corpo, traz clareza à mente.”
E a ciência confirma essa percepção. A prática regular da caminhada ajuda a fortalecer o coração, controlar a pressão arterial, melhorar o sono, reduzir sintomas de ansiedade e aumentar a sensação de bem-estar. Pequenos passos podem trazer grandes benefícios para a saúde física e mental.
💙 Essa é uma das primeiras histórias inscritas no Calendário ANAJUSTRA Federal 2027, que tem como tema “Servidores em movimento”.
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