STF e Universidade de Münster trocam experiências sobre impactos da pandemia nos direitos fundamentais

Encontro virtual reuniu ministros do STF e professores da universidade alemã, com quem o Supremo possui acordo de cooperação.

Presidente do STF, Ministro Luiz Fux. - STF

Presidente do STF, Ministro Luiz Fux. – STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, disse, nesta sexta-feira (12), que é preciso construir um conhecimento criativo e aprender com as experiências dos diferentes países em relação ao acesso e à proteção dos direitos fundamentais das pessoas, para garantir que eles não sejam diminuídos no enfrentamento da pandemia. Na abertura do “I Webinar STF-Universidade de Münster: Covid-19 e seus impactos nos direitos fundamentais”, Fux apontou que o evento é o primeiro passo da parceria entre o STF e a universidade alemã, fundada em 1780.

A parceria foi materializada pelo acordo de cooperação assinado entre as instituições. Segundo o presidente do STF, o documento representa o aprofundamento do interesse do Supremo no desenvolvimento de pesquisas científicas inovadoras, na construção e na difusão do diálogo acadêmico e do conhecimento. Outro objetivo é o de melhorar a internacionalização do Tribunal, na medida em que pesquisadores e servidores de ambos os lados poderão ter contato com a realidade e o ambiente cotidiano das duas instituições.

Estabilização de conflitos

O ministro Gilmar Mendes, que cursou mestrado e doutorado na universidade, destacou que o Supremo desenvolveu uma jurisprudência sólida referente ao combate à pandemia, capaz de estabilizar os conflitos sociais intensos nesse período. “Nos últimos 18 meses, se não fosse a ação do STF, o número de mortes seria muito superior aos dos escandalosos 610 mil”, disse.

O decano do STF observou que a Corte recebeu quase 10 mil processos relacionados à pandemia e proferiu cerca de 13 mil decisões. “Esses dados mostram que o STF tem sido ativo e vigilante no combate à pandemia, exercendo o controle judicial das medidas administrativas em meio à polarização política”, frisou.

Assunto principal

O diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Münster, Matthias Casper, lembrou que o mundo está perto do segundo aniversário do início do surto da covid-19 em Wuhan, na China. “O Brasil foi mais afetado que a Alemanha, mas a pandemia ainda é o assunto principal na Alemanha”, ressaltou. Segundo o reitor, o intercâmbio com o STF é o único da instituição com uma corte constitucional.

Abalos

No primeiro painel do webinar, a professora Vera Karam de Chueiri, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), salientou que a pandemia teve maior impacto nos grupos mais vulneráveis. Na sua avaliação, as consequências vão perdurar, e os direitos humanos podem sofrer abalos secundários. “É hora da solidariedade e da cooperação entre todos os níveis”, defendeu.

Já Niels Petersen, docente da universidade alemã, avaliou que um dos desafios dos governos durante a pandemia é a tensão entre a proteção da saúde e as liberdades individuais. Ele também abordou os limites dos governos no combate à desinformação. “Como distinguir informações valiosas da desinformação?”, questionou.

Liberdades

No segundo painel, Oliver Lepsius, professor da Universidade de Münster, relatou que os tribunais alemães aceitaram restrições impostas durante a pandemia, sem considerar que violavam os direitos fundamentai Nucleo Digital s. As exceções foram o restabelecimento das liberdades religiosa e de reunião e as decisões judiciais que permitiram que alguns donos de lojas reabrissem seus estabelecimentos por terem sido tratados de forma desigual.

Também docente da universidade alemã, Ingo Wolfgang Sarlet assinalou que as restrições aos direitos fundamentais durante a pandemia na Alemanha foram mais severas do que as previstas nos estados de exceção e de emergência naquele país.

Confira a íntegra do evento.

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🚨 A GAACTA chegou à Justiça Eleitoral.

O TSE publicou resolução que institui a GAACTA de 15% para servidores que ocupam cargos em comissão CJ-1 a CJ-4 em toda a Justiça Eleitoral.

A medida acontece depois do pedido apresentado pela ANAJUSTRA Federal em junho, que também protocolou pedido junto ao CSJT para garantir a mesma gratificação aos servidores dos 24 TRTs e Varas.

Ou seja: uma frente avançou. A outra continua em movimento. 💪

Enquanto STJ, TST, Justiça Federal e agora a Justiça Eleitoral já contam com a gratificação, os servidores dos TRTs ainda aguardam o mesmo reconhecimento.

E a ANAJUSTRA Federal vai intensificar os trabalhos junto ao CSJT para garantir esse direito!

Mesma responsabilidade. Mesma complexidade. Mesmo Judiciário. Por que tratamento diferente?

A luta pela isonomia continua e não para na GAACTA.

➡️ O próximo passo também será buscar o reconhecimento para as Funções Comissionadas (FCs), além de melhorias para toda a categoria em todos os seus ramos.

Porque isonomia não se faz pela metade.

Acesse o site e fique por dentro de tudo sobre o tema!
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🏥 Saúde em foco no @trtrjoficial!

Nos dias 17 e 18/8, a ANAJUSTRA Federal esteve no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no Rio de Janeiro, levando informação e cuidado aos servidores.

Durante a ação, os participantes puderam aproveitar serviços gratuitos de saúde, como aferição de pressão, teste de glicemia e bioimpedância, além de contar com um plantão tira-dúvidas sobre as opções de planos de saúde oferecidas pela entidade.

E, nesta quarta-feira (19), o presidente da ANAJUSTRA Federal, Antônio Carlos Parente, acompanhado dos consultores Nelson Dantas e Wallace Calazans e do gerente João Lemos, esteve com o presidente do TRT1, desembargador Roque Lucarelli Dattoli, para apresentar as alternativas de planos de saúde disponíveis para os servidores.

Também participaram do encontro o assessor da Presidência, Sérgio Lobo, e o vice-presidente do Tribunal, desembargador Leonardo da Silveira Pacheco.

🤝 A ANAJUSTRA Federal agradece ao TRT1 pelo espaço, pela receptividade e pela oportunidade de estar mais perto dos servidores, levando informação, prevenção e opções para cuidar da saúde de toda a família.

#anajustrafederal #trtrio #saude
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