Ampla vacinação do público do STF permitiu flexibilizar uso de máscara, diz secretário de Saúde

O secretário de Serviços Integrados de Saúde (SIS) do Supremo Tribunal Federal (STF), Wanderson Oliveira afirmou ao podcast “Supremo na semana”, publicado neste sábado (2), que a decisão de tornar facultativo o uso de máscaras dentro do Tribunal foi tomada apenas depois de uma análise do cenário local, em que se verificou uma elevada cobertura vacinal e a redução de casos de covid-19. “O perfil dos trabalhadores e colaboradores do STF está com altas taxas de cobertura vacinal na comunidade e no Tribunal”, explicou.

Oliveira ressaltou que, embora não haja mais a obrigação, o uso da máscara continua sendo recomendado, especialmente para pessoas que tenham comorbidades, gestantes, imunossuprimidos e os que não tomaram as duas doses da vacina. Ele destacou que, na Secretaria de Saúde do STF, o uso da máscara continua sendo obrigatório.

Em relação à situação da pandemia no Brasil, ele disse que as projeções para os próximos meses, até julho ao menos, apresentam tendência de queda sustentável na ocorrência de casos. Ele considera que, a exemplo do que ocorreu em 2020 e 2021, o segundo semestre também deve apresentar uma menor quantidade de pessoas infectadas.

Para o secretário, esse cenário é resultado da elevada taxa de vacinação no Brasil, pois cerca de 85% da população geral elegível para receber a vacina já tomou ao menos duas doses. “Isso tem influenciado bastante, principalmente na mortalidade. Nós temos visto hoje uma queda brusca na mortalidade em decorrência da vacinação”, frisou.

Influenza

Wanderson Oliveira também falou sobre a campanha de vacinação contra influenza no STF, que começa na próxima semana. O Tribunal irá receber 4 mil doses doadas pelo Instituto Butantã. As vacinas, que protegem contra dois tipos de influenza A e um tipo de influenza B, serão disponibilizadas a todas as pessoas que trabalham no STF, seguindo as regras do Programa Nacional de Imunização.

O secretário de Saúde do STF demonstrou sua preocupação com os baixos índices de cobertura vacinal geral, como poliomielite, sarampo, pneumonias, febre amarela. Ele informou que a vacinação de crianças contra a poliomielite, por exemplo, está abaixo de 67%, quando deveria ser de, pelo menos, 95%. “Nós estamos correndo o risco de voltar a ter doenças que já foram erradicadas. Este é o impacto real da decisão de uma família de não levar seu filho para se vacinar”, disse.

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