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Os números do concurso público que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) realizará em novembro saltam aos olhos. Foram 105 mil inscritos para 52 vagas, em nove especialidades. Só para o cargo de técnico judiciário – área administrativa, são mais de 54 mil concorrentes. Para o de analista judiciário – área administrativa, são 15.989.

O concurso do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo), em 2014, também contou com mais de 100 mil inscritos. 

A quantidade de inscritos para esses certames evidencia que o sonho profissional de muitos brasileiros é garantir uma vaga em um órgão público. 

Quem já conquistou a sua, diz que estabilidade e remuneração garantidas são os atrativos iniciais. Mas aptidão e paixão são os primeiros itens da lista quando se fala em manter-se em um cargo público, mesmo em dias de crise, cortes, parcelamento de salários, planos de demissões voluntárias, etc.

Priscylla de Sá Oliveira tem 30 anos e é técnica judiciária do TRT6, desde 2016. Ela conta que, como a maioria das pessoas, primeiramente, escolheu a carreira por almejar estabilidade financeira. 

“Depois de ingressar na Justiça do Trabalho, fui ficando realmente realizada pela dinâmica trabalhista, incluindo nisto tanto o serviço que desempenhava desde o início com a triagem, passando pela sala de audiência, acordos e alvarás, quanto o que desempenho no presente momento, que é assistência na minuta de sentenças e incidentes processuais”. 

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A analista judiciária do TRT da 7ª Região, Jamille Ipiranga de Lima, que está na JT há mais de 20 anos, também foi atraída pela estabilidade financeira do cargo, mas como a colega mais nova, descobriu no serviço público uma grande motivação. “Escolhi o serviço público inicialmente tencionando a estabilidade financeira, mas aqui chegando descobri a grande missão que é servir, auxiliar a Justiça a levar o Direito para as pessoas, contribuindo de alguma forma por uma sociedade mais justa”.

Carolina Nunes Achilles, do TRT de Minas Gerais, diz que é uma honra servir e que no Tribunal tem a chance de fazer a diferença. “Vi muitos sorrisos cheios de gratidão por eu ter fornecido uma informação ou uma ajuda”, conta a técnica judiciária ao falar da escolha profissional.

Há também os que uniram vários motivos para escolher o funcionalismo. É o caso da técnica Isaura Cristina Lara, do TRT15, e do também técnico,  Rinaldo Gomes de Abreu, do TRT do Rio de Janeiro. 

“Queria muito um emprego estável, onde eu não fosse descartada, mais velha e mais experiente, pelo simples fato do meu patamar salarial estar alto e existir principiantes com expectativas menores. Também pelo fato de o serviço público não exigir experiência, somente inteligência, para o ingresso de pessoas jovens na carreira (quando prestei o concurso contava com apenas 20 anos, e quando tomei posse 22 anos)”, revelou Isaura.

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Para Abreu, que diz sempre ter gostado de lidar com o público, o serviço público era uma oportunidade de poder fazer algo que gostava e ser remunerado por isso, além de poder contar com a estabilidade do emprego. “Não lido com as partes pessoalmente, mas com meu trabalho ajudo a fazer com que os processos andem, assim, indiretamente, me sinto ajudando a população em geral”.

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