TRT22 recebe acervo original do jornal O Dia


O filho do fundador do periódico, Carlos Augusto Figueiredo Monteiro.

Na manhã da quinta-feira, 9, um dos herdeiros do jornal O Dia, o professor e escritor Carlos Augusto Figueiredo Monteiro, compareceu à sede do Tribunal Regional do Piauí, com sede em Teresina, para oficializar a doação de cinco volumes impressos e encadernados do jornal dos anos de 1954, 1956, 1957, 1958 e 1960. O jornal O Dia foi fundado pelo pai de Carlos Augusto, Raimundo Leão Monteiro (em memória), em 1951. 

Ele veio a Teresina a convite da Universidade Federal do Piauí (UFPI) para o lançamento de mais uma obra de sua carreira literária – Rua da Glória, um registro biográfico, com nuances romanceadas, envolvendo quatro gerações ao longo de um século de história do Estado do Piauí, entre 1850 e 1950, a partir de suas raízes familiares.

Dada a importância histórica e cultural do acervo, a Presidência do TRT realizou uma solenidade especial para marcar a doação, com a presença de servidores e magistrados do Regional, autoridades, representantes do jornal O Dia, de veículos de comunicação, representantes da UFPI, amigos e familiares do professor Carlos Augusto. O TRT foi representado pela presidente, desembargadora Enedina Maria Gomes dos Santos, pelo seu vice-presidente, desembargador Manoel Edílson Cardoso, e pelo diretor da Escola Judicial do TRT/PI, desembargador Francisco Meton Marques de Lima.  

Sobre o livro e o autor

Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro completou em março 2015, 88 anos. Ele nasceu em 1927, em Teresina – Piauí.  É licenciado em Geografia e História na antiga Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, com complementação na Universidade de Paris (Sorbonne). 

Em 1950, estagiou na França e trabalhou no Conselho Nacional de Geografia, do IBGE. Nas décadas de 1950 e 1960, foi docente da Faculdade Catarinense de Filosofia, atual UFSC, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro, atual Unesp, e do Instituto de Ciências da Universidade de Brasília. 

Em 1955 começou, em Florianópolis, sua carreira no magistério superior como responsável pela cadeira de Geografia Física na antiga Faculdade Catarinense de Filosofia. Em 1958, foi convidado a ser o coordenador da elaboração do Atlas Geográfico de Santa Catarina, obra pioneira no Brasil. Em 1987, se aposentou como Professor Titular da Universidade de São Paulo (USP), a partir da qual participando em eventos, seminários, congressos, fóruns de debate, entre outros. 

Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro é Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Piauí e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. É membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. 

Contribuições acadêmicas e literárias

Ao longo de sua carreira, Carlos Augusto prestou importantes contribuições em sua área acadêmica e, também, com obras literárias, sempre tendo como referência sua Terra natal, o Piauí.

Para a análise rítmica e climatologia geográfica, destacam-se sua tese de livre-docência – Teoria e clima urbano (1975), defendida no Departamento de Geografia da USP, e também sua tese de doutorado A frente polar atlântica e as chuvas de inverno na fachada sul-oriental do Brasil, defendida na mesma instituição (1967). 

É autor, entre outras obras, de A dinâmica climática e as chuvas no estado de São Paulo: estudo geográfico sob a forma de atlas (1973), O clima e a organização do espaço no estado de São Paulo: problemas e perspectivas (1976), Clima e excepcionalismo: conjecturas sobre o desempenho da atmosfera como fenômeno geográfico (1991), Tempo de Balaio (1993), Geossistemas: a história de uma procura (2001), Clima urbano (2002), O mapa e a trama: ensaios sobre o conteúdo geográfico em criações romanescas (2002), Geografia sempre: o homem e seus mundos (2008); O cristal e chama (2013) e Rua da Glória (2015). (Com informações do TRT22)

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