Especial Centros de Memória da Justiça do Trabalho

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A grande velocidade com que ocorrem as mudanças no mundo atual faz aumentar a importância de se preservar a memória das instituições. Fazer isso é uma tarefa bastante desafiadora e complexa, mas também muito gratificante. É o que acredita a juíza do Trabalho Denise Marsico do Couto, que é presidente da Comissão de Memória do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-ES) e também da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos (CPAD), além de ser membro do Comitê Gestor do Programa Nacional de Resgate da Memória da Justiça do Trabalho e do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq).

Para ela, resgatar e preservar a memória são sinais de evolução social, cultural e econômica de um povo. “Quanto maior o nível cultural de uma sociedade, mais valor à memória ela dará. Todos devem ter em mente que preservar a memória nos faz compreender melhor as situações atuais”, diz a juíza Denise. Pensando nisso, o TRT-17 já digitalizou até o momento cerca de 300 (trezentos) dos 1000 (mil) processos em papel considerados históricos. “Imagine só: há processos antigos aqui em que as pessoas colocavam seus documentos originais, como a carteira de trabalho, dentro deles. Hoje, isso é impensável”, detalha.

A magistrada destaca que o “Selo da Memória” de cada processo, que chancela aqueles casos considerados relevantes, atualmente somente é concedido aos processos físicos. “O nosso desafio atual é classificar também os processos eletrônicos, que tramitam pelo Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT), pois a alteração desses documentos é um pouco mais complexa.” De qualquer maneira, o objetivo do Selo é claro: mostrar à sociedade o que a JT faz por ela ao longo dos anos, destacando sua evolução histórica.

Youtube

No início de 2014 a juíza Denise criou um canal no site de vídeos da internet Youtube para divulgar e preservar a história do TRT-17. Com ele, a magistrada espera dar visibilidade à memória não apenas ao público usual dos Centros de Memória (estudantes de Arquivologia ou Direito, em sua maioria), mas a toda a sociedade. “Vivemos na fase do compartilhamento de informação. Estando na internet, mais gente poderá ter acesso, conhecer e preservar.”

O Acervo Histórico da JT no Espírito Santo foi criado em 1994 por meio da Resolução Administrativa nº 46. Dentre as atividades desenvolvidas destacam-se a organização, catalogação e disponibilização de processos judiciais e documentos históricos aos públicos externo e interno para pesquisa; e realização de palestras e seminários voltados à conscientização sobre a importância do Acervo da JT para a cidadania e a cultura.

O local possui processos trabalhistas e administrativos, documentos, acervo fotográfico, fitas de vídeo, objetos como comendas, medalhas, placas e banners. Há, ainda, mais de cem fitas VHS, cerca de vinte álbuns de fotografias, aproximadamente duzentos processos históricos trabalhistas, diversas medalhas e pastas com documentos administrativos, além de mais de uma centena de fitas K7 e fitas DAT. “Boa parte de nossos materiais já foi digitalizado”, destaca a magistrada Denise, ressaltando o caráter de maior acessibilidade possível à memória da JT por meio da internet.

Trabalho multidisciplinar

Os Centros de Memória da Justiça do Trabalho são os modelos mais adequados para concretizar o propósito de resgate da memória da JT. Os processos trabalhistas são fontes de inegável valor histórico e que, além de seus aspectos jurídicos, contam as relações que se estabelecem na sociedade, o contexto socioeconômico em que foram produzidos, os modos e as modas de cada época, os vínculos entre os trabalhadores e empresas, e também a vida cotidiana de uma comunidade em determinado momento.

Conservá-los e utilizá-los para pesquisa e ensino constituem estratégias fundamentais para o entendimento da trajetória da JT e das relações de trabalho no Brasil. Por isso, a conservação da memória é um trabalho multidisciplinar, que envolve áreas como Arquivologia, História, Arquitetura, Economia e Direito, entre outras.

O direito à memória, nesse sentido, significa não apenas criar condições para os pesquisadores realizarem suas pesquisas, mas também para a sociedade constituir e reformar sua identidade cultural.

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📚 Histórias que merecem ser contadas. E preservadas!

Recebemos com muita alegria um exemplar do livro Memórias da História da Justiça do Trabalho na Paraíba, de autoria do nosso associado Ocino Batista, servidor aposentado do TRT da 13ª Região. @trt13paraiba 

Na obra, Ocino percorre quatro décadas da história da Justiça do Trabalho na Paraíba, resgatando acontecimentos e experiências sob o olhar de quem acompanhou de perto essa trajetória.

E essa história com a literatura não é novidade por aqui! ❤️ Em março de 2021, contamos no nosso blog Espaço Cultural sobre sua estreia como romancista, com A Chegada da prima Vera, uma narrativa ambientada no sertão cearense.

Advogado, escritor e articulista, com publicações em diversos veículos de comunicação, Ocino segue transformando vivências e memórias em literatura.

Para nós, é uma alegria acompanhar e valorizar o talento dos nossos associados. E, desta vez, com um presente que também contribui para preservar a memória da Justiça do Trabalho.

👏 Parabéns pela obra, Ocino! E muito obrigado pelo carinho de compartilhar conosco mais esse capítulo da sua trajetória!

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Hoje, quem faz a Justiça acontecer tem um encontro marcado com a ANAJUSTRA Federal. 💙

Nossa live do Dia do Servidor vai reunir convidados especiais e histórias de associados que encontraram no movimento novas formas de cuidar de si. Uma conversa para inspirar o seu próximo passo, com o sorteio de 50 prêmios ao longo da transmissão!

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