Cashback, black friday, 80% off: “as Nereidas do final de ano”

“Existem sim promoções bacanas e justas, mas, infelizmente, elas são a minoria”, diz Dorte.

Cuidado com o fascínio de descontos e vantagens de final de ano é o que recomenda o consultor financeiro, José Carlos Dorte. - ANAJUSTRA Federal

Cuidado com o fascínio de descontos e vantagens de final de ano é o que recomenda o consultor financeiro, José Carlos Dorte. – ANAJUSTRA Federal

Segundo a mitologia grega, as “Nereidas” são moças com longos cabelos, entrelaçados com pérolas que nadam com golfinhos ou cavalos-marinhos. Trazem à mão ora um tridente, ora uma coroa ou até um galho de coral. Algumas vezes representam-nas metade mulheres, metade peixes. Eram veneradas como ninfas do mar, gentis e generosas, sempre prontas a ajudar os marinheiros em perigo. Por sua beleza, as “Nereidas” também costumavam dominar os corações dos homens.

Fazendo um paralelo à mitologia, com a chegada do fim de ano, sobram promoções de todo tipo deixando os consumidores fascinados, assim como ficavam os marinheiros que sonhavam em encontrar uma Nereida em alto mar e viver com ela um belíssimo romance.

Não podemos nos deixar levar por este fascínio. Por outro lado, temos como dever utilizar nossa mente racional e cartesiana consciente para descobrir se os descontos ou retornos que estão sendo propostos são honestos e dignos de adesão. Há um grande cipoal nesta seara e alguns comerciantes tentam confundir o consumidor que acaba não usufruindo do verdadeiro mimo.

A orientação é que, antes de adquirir qualquer produto, se faça uma pesquisa de preço que poderá ser efetuada na própria internet ou nas lojas similares da sua região.

Existem sim promoções bacanas e justas, mas, infelizmente, elas são a minoria. Com a facilidade das plataformas de compras chamadas de “marketplace”, é possível balizar o preço do produto que você procura sem levar susto. Além dos descontos ou retornos em forma de cashback, você poderá usufruir de parcelamentos ou um desconto maior quando o pagamento for realizado à vista.

A inflação anual real, que beira a casa dos 14%, a ausência de matéria prima na fabricação de muitos produtos, principalmente quando importados, combinado com o aumento excessivo no custo de insumos como energia, combustível, frete, etc, além da demora nos portos em função da guerra na Ucrânia, há, consequentemente, uma elevação de preços em todas as mercadorias.

Portanto, é necessário que o consumidor vá antenado às compras e não se deixe levar por estes encantos. Ricardo Bove, fundador do site www.blackfriday.com.br, já declarou que o consumidor precisa entender que no Brasil os varejistas decidem com os fabricantes o que vai ter desconto. “No caso dos eletrônicos, dificilmente você vai conseguir grandes descontos em lançamentos, mas sim no que já está há mais tempo no mercado. A linha intermediária, entre os mais antigos e os mais novos, lançada há 6 ou 8 meses, traz produtos muito bons e é possível conseguir descontos mais relevantes”, afirmou em uma ocasião. Para conseguir dar descontos, o varejo precisa da ajuda da indústria. “Somente o comerciante queimando margem pode levar ao prejuízo”, concluiu ele.

Outra dica é o consumidor não se apegar ao preço que viu três meses atrás, por exemplo, em caso de aparecer mais alto na Black Friday. Ainda segundo Bove, “não há como garantir que o preço caia naquele patamar”. Há vários fatores que influenciam o preço de um produto – como cotação do dólar, demanda e estoque – a compra vai depender da urgência do consumidor. Se estiver mais caro na Black Friday e ele puder esperar por uma nova baixa, será mais vantajoso.

Também é importante tomar cuidado com descontos muito agressivos, pois eles podem ser fraudulentos. É aconselhável ver a reputação da loja e o histórico de preços para verificar se o desconto muito alto não é mais um daqueles já conhecidos golpes para roubar dados do comprador. Fique atento e garanta boas compras no seu final de ano!

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Em agosto, conhecemos a história do grupo Sete Estrelas, compartilhada por Marley Aparecida de Souza Almeida, do TRT-2.

Formado por sete amigos que celebram 25 anos de parceria, o grupo encontrou na estrela de sete pontas um símbolo para representar valores como prudência, justiça, fortaleza, temperança, fé, esperança e amor.

Uma história que mostra como os laços construídos no serviço público podem atravessar o tempo e permanecer por toda a vida.
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O associado João da Cruz Ramos Filho, servidor aposentado do TRT da 12ª Região (SC), compartilha a emocionante história de Barão, um vira-lata que marcou sua vida e relembra como amor, lealdade e companheirismo não têm raça.

Uma leitura sensível que também convida à reflexão sobre o cuidado e o respeito aos animais.

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