ISONOMIA NO JUDICIÁRIO

TSE institui GAACTA para servidores da Justiça Eleitoral

Resolução atende pedido da ANAJUSTRA Federal, que está atuando pela extensão da gratificação aos servidores dos Tribunais Regionais do Trabalho e Varas Trabalhistas.

Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou resolução que institui a Gratificação por Atuação de Alta Complexidade Técnica e Administrativa (GAACTA) no âmbito da Justiça Eleitoral. A medida ocorre após o pedido apresentado pela ANAJUSTRA Federal em junho para que a gratificação fosse estendida aos servidores do próprio TSE e dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

A gratificação corresponde a 15% da remuneração dos servidores ocupantes de cargos em comissão dos níveis CJ-1, CJ-2, CJ-3 e CJ-4 que atuam em unidades da Justiça Eleitoral.

A resolução estabelece que a GAACTA terá natureza indenizatória, não integrará a remuneração e não comporá a base de cálculo para fins previdenciários ou para a apuração de outros adicionais e gratificações. O texto também determina que afastamentos e licenças legais não prejudicarão a percepção do benefício.

A resolução entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros a partir de 1º de agosto de 2026.

“Estamos falando de reconhecimento institucional, valorização profissional e tratamento isonômico para servidores que exercem funções de alta complexidade e responsabilidade em todo o país. Não se trata apenas de uma questão remuneratória”, afirmou o presidente da ANAJUSTRA Federal, Antônio Carlos Parente, ao apresentar o pedido.

Pedido da ANAJUSTRA Federal

A publicação do TSE ocorre após a atuação da ANAJUSTRA Federal em defesa da extensão da gratificação aos servidores da Justiça Eleitoral. Em junho, a entidade protocolou Requerimento Administrativo junto ao TSE, solicitando a instituição da GAACTA para os servidores do Tribunal e dos TREs.

Na ocasião, a ANAJUSTRA Federal também apresentou pedido de providências ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), buscando a instituição da mesma gratificação.

A estratégia adotada pela entidade foi atuar simultaneamente nas duas frentes, considerando que os servidores do STJ, do TST, da ENAMAT, do CSJT e da Justiça Federal já contavam com o benefício, enquanto os da Justiça Eleitoral e da Justiça Trabalhista ainda aguardavam a medida.

Atuação na Justiça do Trabalho

Com a publicação da resolução pelo TSE, a ANAJUSTRA Federal continuará intensificando os trabalhos junto ao CSJT, buscando a instituição da GAACTA para os servidores de toda a Justiça trabalhista lotados nos Tribunais Regionais do Trabalho e Varas Trabalhistas.

A entidade defende que a gratificação seja aplicada de forma isonômica aos servidores que exercem funções de alta complexidade técnica e administrativa nos diferentes ramos do Judiciário Federal e continuará atuando para garantir esse direito.

Isonomia não se faz pela metade

A instituição da GAACTA na Justiça Eleitoral representa um primeiro avanço concreto na busca por maior isonomia no Judiciário Federal. Com a gratificação já reconhecida em outros ramos, a ANAJUSTRA Federal levou ao CSJT e ao TSE um argumento objetivo: servidores que exercem funções de alta complexidade e responsabilidade devem receber tratamento equivalente, independentemente do ramo em que atuam.

“Mas a atuação da entidade não termina com essa conquista. Isonomia não se faz pela metade. O próximo passo é ampliar esse reconhecimento para as Funções Comissionadas (FCs). Já estudamos a proposta e defendemos que servidores que exercem atribuições de igual complexidade e responsabilidade também tenham seu trabalho reconhecido”, afirma o vice-presidente da associação, Áureo Pedroso.

Ele aponta ainda que a atuação da entidade também contempla analistas e técnicos, que estão na linha de frente do Judiciário, presentes em varas, seções e tribunais de todo o país. “Trabalhamos pela valorização desses servidores, com iniciativas voltadas à melhoria da remuneração do cargo efetivo, ao reconhecimento das atribuições, ao aperfeiçoamento do plano de carreira e à busca por reajustes e melhores condições de trabalho.”

Pedroso inclui aposentados e pensionistas nesta luta. “As ações da entidade consideram quem já dedicou sua trajetória ao serviço público e continua merecendo respeito, valorização e proteção. Representamos os servidores do Poder Judiciário da União, ativos, aposentados e pensionistas, de todos os cargos e ramos. Sem exceção”, destaca.

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