Instituições lançam Campanha de Combate ao Trabalho Infantil

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“Trabalho Infantil é ilegal. Denuncie” é o tema da campanha que será lançada, hoje (04), por várias instituições que integram o Sistema de Justiça em Goiás, entre elas o TRT-GO, o MPT, o MP-GO, TJ-GO e MTE. Preocupados com os índices em Goiás e no Brasil, magistrados, auditores fiscais e procuradores de justiça e do trabalho se uniram na promoção de ações efetivas de combate ao trabalho infantil. A campanha será lançada, às 9 horas, na quadra de esportes do Centro de Educação Marista Divino Pai Eterno – CEMADIPE, no Madre Germana em Goiânia. Na ocasião, será feita a premiação dos vencedores do concurso de redação sobre o tema realizado pelos alunos do Colégios Estaduais João Barbosa Reis e Madre Germana II.

A ideia é que cada uma das instituições parceiras utilizem os seus meios de comunicação para ampliar o alcance da campanha e o diálogo com a sociedade, já que todos concordam que a utilização da força de trabalho da criança e do adolescente no Brasil não é motivada apenas por questão econômica, mas cultural. A previsão é de que as ações se estendem até outubro, quando serão intensificadas a confecção e veiculação das peças publicitárias.

Participam da campanha o Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (TRT18), o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), o Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO), a Federação Goiana de Futebol, a Associação dos Magistrados do Trabalho da 18ª Região (Amatra18), a Associação Goiana do Ministério Público (AGMP); o Ministério Público do Estado de Goiás; o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); o Ministério Público Federal em Goiás, e a Defensoria Pública da União.

Números

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) em recente informe sobre Estimativas e Tendências Mundiais entre 2000 e 2012, que mede os progressos na luta contra o trabalho infantil, publicado em setembro de 2013, noticia que não será alcançada a meta proposta para 2016 de eliminar todas as piores formas de trabalho infantil no mundo.

Embora nos últimos quatro anos o número de crianças executando trabalho perigoso tenha reduzido, o progresso é lento e a meta de extinguir esta chaga – estipulada para 2016, ainda está longe de ser alcançada.

De acordo com a OIT, em todo o mundo são 168 milhões de crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos, em situação de exploração. O número de crianças em trabalho infantil perigoso – a mais grave das piores formas de trabalho infantil – foi reduzido em 30 milhões, passando de 115 milhões (2008) para 85 milhões (2012), número este que representa quase a metade das crianças em trabalho infantil. Dentre estes, 37,8 milhões de crianças estão na faixa de 5 a 14 anos de idade.

Além de todas as repercussões negativas do trabalho infantil, para a criança, para o adolescente, para suas famílias, para a sociedade e para o desenvolvimento do país, o trabalho infantil é o responsável pelo círculo vicioso pobreza-trabalho infantil-pobreza.

Os infratores devem ser punidos com rigor, visto que comprometem não apenas o desenvolvimento pessoal e familiar dos envolvidos, mas também de várias gerações. Conforme dados do IBGE, mais de 3,5 milhões de crianças e adolescentes em todo Brasil estão no mercado de trabalho, muitos em atividades insalubres e perigosas, e sem frequentar a escola. Em Goiás, são 123 mil jovens ocupados entre 5 e 17 anos.

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📚 Histórias que merecem ser contadas. E preservadas!

Recebemos com muita alegria um exemplar do livro Memórias da História da Justiça do Trabalho na Paraíba, de autoria do nosso associado Ocino Batista, servidor aposentado do TRT da 13ª Região. @trt13paraiba 

Na obra, Ocino percorre quatro décadas da história da Justiça do Trabalho na Paraíba, resgatando acontecimentos e experiências sob o olhar de quem acompanhou de perto essa trajetória.

E essa história com a literatura não é novidade por aqui! ❤️ Em março de 2021, contamos no nosso blog Espaço Cultural sobre sua estreia como romancista, com A Chegada da prima Vera, uma narrativa ambientada no sertão cearense.

Advogado, escritor e articulista, com publicações em diversos veículos de comunicação, Ocino segue transformando vivências e memórias em literatura.

Para nós, é uma alegria acompanhar e valorizar o talento dos nossos associados. E, desta vez, com um presente que também contribui para preservar a memória da Justiça do Trabalho.

👏 Parabéns pela obra, Ocino! E muito obrigado pelo carinho de compartilhar conosco mais esse capítulo da sua trajetória!

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