Servidor é indicado para ocupar cadeira na Academia Rio-Grandense de Letras

Ari Heck, do TRT da 4ª Região, poderá ser o primeiro deficiente da história a conquistar essa nomeação.

29/06/2021 15:58
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Com seis livros publicados, servidor concorre a cadeira na Academia Rio-Grandense de Letras  - Arquivo Pessoal Com seis livros publicados, servidor concorre a cadeira na Academia Rio-Grandense de Letras - Arquivo Pessoal

O escritor e associado da ANAJUSTRA Federal, Ari Heck, criou a sua primeira obra antes mesmo de entrar na faculdade, enquanto trabalhava e fazia palestras para jovens do meio rural. Hoje, aos 56 anos, o servidor aposentado tem seis livros publicados e três participações em outras obras. O convite para integrar o grupo seleto de escritores da Academia Rio-Grandense de Letras aconteceu no último dia 11 de junho. Além dele, outros sete escritores foram indicados. A decisão da Academia acontecerá na próxima quinta-feira, 1º/7.

Para Ari, a indicação é uma grande honra e um reconhecimento pelo seu trabalho. “Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo. Todo escritor sonha em fazer parte da Academia”, ressalta.

Uma parte das produções de Ari é voltada ao público infanto-juvenil. O motivo, segundo ele, é que as crianças não possuem preconceitos. “É na adolescência que adquirem os primeiros pré-conceitos e nesta fase da vida que se formam os preconceitos. Por isso acho fundamental mostrar para o público infanto-juvenil e pré-adolescente que somos todos seres humanos, cada um com as suas dificuldades e diferenças”, explica.

A luta do associado contra a discriminação é bastante antiga. Acometido pela poliomielite quando tinha apenas 14 meses de vida, Ari é deficiente físico e ativista pelos direitos das pessoas com necessidades especiais. Suas obras também retratam a sua luta pela inclusão e pelo combate ao preconceito.

Ari pode se tornar o primeiro deficiente do Brasil a fazer parte da Academia. Essa indicação, segundo ele, é uma vitória para todos. “Sei que estou concorrendo com grandes feras, mas o fato de ser o primeiro deficiente indicado já é uma vitória. Me sinto vitorioso pelos milhões deficientes brasileiros que lutam diariamente contra o preconceito e a discriminação”, ressalta.

O servidor descobriu que queria ser escritor ainda na infância, antes mesmo de aprender a ler, quando ganhou o seu primeiro livro de histórias. “Pedia para minha mãe ler o que estava escrito ali naqueles desenhos lindo”, recorda. A partir de então, passou a frequentar a escola rural e alcançou grandes resultados. “Ao final do ano, a professora me aprovou e me passou para a segunda série, pois havia sido alfabetizado em português e eu consegui ler o meu primeiro livro. A partir daí não parei mais.”

O escritor tem seis obras publicadas, sendo a mais recente “Arizinho e a Pandemia”, em que o personagem principal fala da importância da prevenção e da vacinação, do uso de máscaras e da higiene pessoal. Falamos mais sobre seu lançamento aqui.

Além da carreira como autor, o associado também é palestrante e parte de sua inspiração também nasce com as palestras que realiza. “Adoro palestrar para alunos e a cada uma delas surgem novos temas para os próximos livros.”

Para saber mais sobre o trabalho do escritor, conhecer as suas produções, ou ainda enviar uma mensagem, acesse o seu site e também as suas redes sociais no Facebook e Instagram.

Fonte: Livia Lino, da assessoria. 

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