"Afiado, asfixiado, aficionado", Caio Bulla, do TRT9, apresenta sua primeira obra

Diretor de Secretaria da Vara do Trabalho de Palmas apresenta seus "poemas de sobrevivência". Para ele, poesia não tem hora nem lugar.

22/07/2022 10:45
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“É preciso estar afiado para sobreviver em um mundo asfixiante. Ainda mais para resistir amando, como um aficionado. Quando a única forma é ser amante da luta e perder o fôlego pelo que se preza, temos um afiado, asfixiado, aficionado." Esta é a mensagem na orelha do primeiro livro do servidor do Tribunal Regional da 9ª Região, Caio Bulla, cujas três últimas palavras lhe dão nome, “Afiado, asfixiado, aficionado”.

A obra é uma seleção de poemas, escrita ao longo de um tempo razoavelmente grande, com maior concentração de meados de 2021 até o início de 2022. “Isso acabou criando uma característica para a maior parte do livro, expressa em uma das palavras do título, ‘asfixiado’. A sensação de viver em um mundo asfixiante, que já vinha de antes, se intensificou nos últimos tempos, com os acontecimentos de nosso país, principalmente. O livro reflete, então, essa sensação, tratando de questões sociais, de modos pessoais de enfrentamento dessas questões, os sentimentos que elas trazem à tona, correspondendo à divisão ‘asfixiado’. Em seguida, há uma segunda parte, ‘aficionado’, que versa sobre o amor, os relacionamentos.”

A partir da reunião destes “poemas de sobrevivência”, o autor retoma sua ligação perene com a escrita. De uma família de pessoas envolvidas com as letras, em especial, pai e avô paterno, “ o que para mim sempre foi motivo de admiração e inspiração. Comecei a tentar trilhar esses passos desde muito cedo, ainda criança, principalmente na poesia. Todo o trajeto foi acompanhado de um grande e fundamental gosto pela leitura nas suas mais variadas formas. No início da vida adulta o caminho tomou forma mais palpável, aumentando a produção de poemas e também o desejo de mostrá-los ao mundo.”

Com uma rotina de trabalho na Vara do Trabalho de Palmas (PR), onde atua como diretor de Secretaria, Bulla geralmente escreve à noite, depois que os filhos dormem, ou de manhã cedo, antes deles acordarem e de ir ao trabalho. “É até um escape da rotina que temos no tribunal, com o volume de serviço sempre grande”, pontua. Se alguma coisa chama sua atenção ou alguma ideia surge durante o expediente, o servidor diz que a saída é anotar apenas o esboço para depois tentar desenvolver. “Como não trabalho exclusivamente com a escrita, tenho que ter a paciência de entender um processo criativo por vezes mais demorado.”

Processo esse que envolve, primeiramente, muita leitura. “Dos mais variados poetas, jornais literários, etc. A poesia não deixa de ser um processo instintivo, mas exige certo comprometimento do escritor. Tento escrever ou pelo menos pensar na poesia todos os dias, como um exercício. E aí, recolhidas todas as inspirações do dia a dia, desde o noticiário até acontecimentos e sentimentos pessoais, tento me livrar de qualquer amarra para escrever, já que a poesia não conhece limites na forma ou no conteúdo. Às vezes escrevo um poema na cabeça durante dias e dias, até sua transferência para o papel. Outras vezes o poema cai, como num escorregão”, diz, como quem recita um poema.

O livro de Caio Bulla está à venda no site da Editora Folheando, e quem se interessar por mais novidades sobre a trajetória dele ou para conhecer mais sobre as obras, pode acompanhá-lo no Instagram, @caiobulla. “Coloco lá as novidades sobre o livro e outras publicações que participo. Sempre posto um ou outro poema, dá pra conhecer melhor minha obra. Quem quiser permanecer acompanhando, é um prazer, as portas estão abertas.”

Além do recente lançamento, Caio Bulla já contou com seus poemas publicados em diversos veículos, alguns parte do livro e outros inéditos. Confira abaixo:

Blog Poesia na Alma
Portal Mirada Janela Cultural
Revista Toró
Revista Aboio
Revista Sucuru
Revista Variações

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