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Seleções de carreiras jurídicas no DF, exigem muito dos concurseiros

24/03/2008 00:00 | Fonte:

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Magistratura, promotoria pública, procuradoria. Carreiras desejadas por muitos, mas conquistadas por poucos, muito poucos. Na largada do último concurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por exemplo, havia nada menos que 2.236 candidatos concorrendo a 13 vagas. Já no primeiro obstáculo, a prova objetiva, muitos reprovados. Somente 149 pessoas conseguiram alcançar o mínimo exigido pelo concurso: nota igual ou superior a 60 pontos e classificação entre os 150 primeiros. Após a prova discursiva da segunda fase, apenas 21 aprovados.

No certame do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a situação não é diferente: em 2007, foram 2.108 pessoas para 51 vagas de juiz substituto. Mas apenas 228 conseguiram passar pelo estreito funil e submeter-se à segunda fase, pela qual somente seis pessoas foram aprovadas. Para o presidente da Comissão de Concurso para Magistratura do TDFJ e vice-presidente da Casa, Romão Cícero, a reprovação de tantos candidatos está na qualidade do ensino, não na dificuldade do certame. "Ou o ensino evolui para que seja mantido o padrão do passado ou o Estado flexibiliza para prover os cargos com os bacharéis que estão no mercado", critica ele.

Mas o que dizer de quem chega lá, apesar de ter estudado em uma instituição de nenhum prestígio e da jornada diária de 10 horas de trabalho? "Utilizei as dificuldades da minha vida como um diferencial positivo", conta o juiz de direito e professor Fábio Francisco Esteves, 27, aprovado, em 2006, no concurso para juiz do TJDFT. "O fato de ter estudado numa universidade com pouca estrutura deume forças, porque eu tinha menos chances do que os outros e por isso precisava me preparar mais", diz. E foi o que ele fez. Egresso da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) e funcionário do Banco do Brasil, Esteves transferiu-se para Brasília em busca de um contexto mais favorável para a realização do sonho. Afinal, aqui havia -- e ainda há -- bibliotecas, salas de estudos e bons cursos preparatórios. Mas existiam dificuldades para conquistar o sonho acalentado desde a adolescência: era preciso dividir o tempo entre o trabalho e os livros. E durante três anos, todos os fins de semana e janelas ocasionais na agenda foram dedicados ao desejo de ingressar na magistratura.

Disciplina

Aos sábados e domingos, o dia começava às 8h, com as matérias que considerava mais difíceis, como direito comercial, tributário e processual civil. Já as prediletas, como direto constitucional, penal e civil, ficavam para o período da tarde. A jornada era dividida em horários de 50 minutos de leitura e exercícios com intervalos de 10, esquema que era distribuído nos dois turnos -- manhã e tarde. "Eu estudava direto e parava a cada 50 minutos para relaxar, tomar um café e esvaziar a mente", lembra. Além disso, havia duas horas destinadas ao almoço e ao cochilo. "As pessoas se esquecem de que dormir é importante, refaz as energias", observa.

Por isso, as leituras complementares, depois que saía do curso preparatório, nunca entravam pela noite e só ocorriam quando o cansaço não era muito grande. Afinal, era preciso estar com a mente fresca para saltar da cama antes das 6h da manhã e repassar a matéria antes de sair para o trabalho, às 7h30. "Tive que fazer um grande esforço para me disciplinar assim. Fui rígido comigo mesmo para aproveitar bem o meu tempo". A disciplina entrou até nos momentos de prazer. "Não abria mão de ver os amigos, jantar com eles e ir ao cinema. Eram momentos em que eu espairecia e dos quais não abria mão", revela.

Em matéria de concurso público, aliás, perseverança e disciplina são ingredientes que fazem toda a diferença. "Sem persistência não é possível chegar lá", opina a coordenadora de um curso preparatório para carreiras jurídicas, Ana Maria Prates. "A experiência profissional também é um grande diferencial na seleção", observa outro coordenador de curso preparatório, Claúdio Farig.

Segundo ele, a desenvoltura em interpretar a lei e aplicá-la em casos concretos é a habilidade almejada pelas bancas organizadores desses concursos. "Juízes, promotores, procuradores têm que estar aptos a desenvolver peças processuais, com argumentos consistentes e conhecimentos tanto da lei quanto da jurisprudência. O examinador procura profissionais capazes de resolver dilemas e que não tenham apenas o conhecimento teórico. Afinal, é o que eles farão no cotidiano", ressalta ele.

Por isso, o candidato deve conhecer o entendimento dos tribunais superiores acerca da lei. "Saber a jurisprudência do STJ e do STF é fundamental para quem quer passar por esse funil", diz o professor. No caso dos concursos locais, como para juiz substituto do TJDF, o estudo precisa ser ainda mais específico. "Aconselho que o candidato procure o entendimento do magistrado que fará parte da banca e procure saber como aquele examinador entende a lei", afirma.

Fonte: Correio Web
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