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Ellen Gracie defende uso da tecnologia para agilizar Judiciário

20/02/2008 00:00 | Fonte:

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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, participou na manhã desta quarta-feira (20) da reunião mensal da Comunidade TI (Tecnologia da Informação), realizada na Secretaria de Tecnologia da Informação do STF.

Participam da comunidade 15 representantes de diversos órgãos dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo. A troca de informações e o compartilhamento de bases de dados para desenvolver melhores práticas em tecnologia da informação são o objetivo.

Esta foi a primeira vez que a reunião aconteceu no STF e contou com representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do Conselho da Justiça Federal (CJF), da Controladoria Geral da União (CGU), do Ministério da Justiça, do Banco Central, da Receita Federal, da Advocacia Geral da União (AGU), da Polícia Federal e de todos os Tribunais Superiores.

Ao abrir a reunião, a ministra destacou que “já se passou o tempo que segurar a informação era sinônimo de poder”, fazendo referência ao objetivo da comunidade, que é compartilhar as informações e as melhores práticas adotadas.

O secretário de Tecnologia da Informação do STF, Paulo Pinto, afirmou que “a troca faz com que cada órgão melhore individualmente em cada uma das funções que desempenha”.

Ele assegurou que, ao trabalhar juntas, ao compartilhar os dados, as instituições alcançam soluções de uma forma mais rápida e mais ampla. Paulo Pinto esclareceu que práticas bem-sucedidas de um órgão acabam virando modelo para os demais e são melhoradas, uma vez que são várias cabeças, são instituições diferentes, com visões diferentes. “Então, além de poder se dividir, receber toda essa informação, na verdade, tudo isso é ampliado em função do trabalho ser conjunto”, declarou.

Aproveitamento das boas práticas

Em entrevista ao final de sua participação na reunião, a ministra disse que, em tempos de cortes no orçamento, é necessário aproveitar as boas práticas já desenvolvidas e trocar informações para repetir as mesmas experiências. Por isso, “é com muita satisfação que o STF hospeda pela primeira vez, e nas instalações renovadas da STI, essa importante reunião de técnicos”.

Ela disse ainda que melhorias na área de informática significam mais eficiência, menor tempo e menor custo. “É isso tudo que nós precisamos para dar ao jurisdicionado uma atenção melhor e uma resposta mais rápida. O grande problema do Judiciário, sem dúvida nenhuma, é a morosidade, a demora que os processos levam para serem decididos. Essa demora é geralmente atribuída aos juízes, mas os estudos que fizemos revelam que a maior parte do tempo, na verdade, é gasta em atividade manual, em atividade burocrática do processo".

Segundo Ellen Gracie, para ajudar a solucionar isso, "os meios eletrônicos são extremamente bem-vindos porque permitem eliminar praticamente todo esse tempo burocrático, deixando apenas aquele tempo necessário de reflexão de elaboração de decisões, para serem bem pensadas e bem tomadas". A ministra finalizou afirmando que vê "com grande esperança a utilização da tecnologia de informação para essa finalidade”.

TV Justiça em canal aberto

Em referência ao canal aberto e digital da TV Justiça, que será inaugurado hoje, em São Paulo, a ministra afirmou que esse é um passo importantíssimo dentro da programação da TV. “Como ela é uma emissora pública, ou seja, uma emissora custeada inteiramente com o dinheiro do contribuinte, que ela possa ser acessível a todos”, defendeu.

A ministra lembrou que apenas em São Paulo se concentra 50% da audiência da TV e, quem quiser assistir, poderá ter acesso sem qualquer custo a partir de hoje.

“Eu acho que esse é um passo importante. Todas as TVs públicas estão marchando nesse sentido e nós pretendemos, assim, fazer com que os cidadãos não apenas conheçam a nossa atuação, o nosso funcionamento, mas tenham também um espaço interativo onde eles possam encaminhar suas dúvidas e vê-las esclarecidas”, finalizou Ellen Gracie.

Fonte: STF
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